De mudança
Começou quando Gutão ainda era um feijãozinho na barriga e, cá estamos, quatro anos depois das primeiras linhas, com um arquivo considerável de histórias, uma lista recheada de amigos e uma vontade ainda maior de continuar fazendo desse diário virtual um alegre registro da nossa aventura em família. Só que, a partir de agora, estaremos em novo endereço. Temos "casa própria" (graças à querida Mic, que ajudou minha cabecinha loura a migrar pro WordPress sem maiores traumas!).
Anotem nosso novo endereço: www.vivaobarrigao.blog.br
Espero vocês por lá em breve! (Os comentários funcionam direitinho!!!)
Até já!
Um beijo,
Ju
PS: Esse Barrigão vai continuar ativo até a migração para o novo blog ser concluída, coisa aí pra mais alguns dias.
posted by JULIANA DE MARI 2:49 PM
Voltamos
Pronto. Está tudo funcionando como deve ser. Inclusive, os comentários.
Ainda bem -- por que eu estava quase recorrendo ao Procon!
Mas vamos falar de coisas boas.
Lá vem o feriadão. E lá vem a chuva junto, óbvio. Até que tou achando bom pra espantar a "poeira" dessa cidade e pra baixar um pouco a temperatura. Sai pra almoçar com meu chefe e uma fonte da revista hoje e quase morri de tanto calor no carro, naqueles cinco minutinhos em que o ar-condiciondado ainda não engatou, sabe? Daí, olhei pro termômetro da rua e vi: 34 graus. Surreal.
E tem gente que ainda não acredita no aquecimento global...
A programação pra amanhã é levar Gutão no cinema. Pra ver o filme do pinguim, não lembro o nome, só sei que é um pinguim surfista. O Theo, da Rê, melhorou da febre e vai com a gente. Vou ver se o Rafa, amiguinho do Gutão na escola, também topa. Aí, vamos de excursão ao cinema!!! No mais, tou juntando coragem pra começar as "faxinas" de final de ano. Hora de olhar os papéis (e como tem papel lá em casa, meu Deus!), o guarda-roupa, os brinquedos que não estão mais em uso, organizar minimanente os espaços da casa, enfim. Começar a abrir caminho pro ano que vai chegar. Já é novembro. Daqui a pouco, dezembro e, num piscar de olhos, vocês vão ver, vai ser carnaval 2008!!!
Aliás, já estou planejando o aniver de quatro anos do Gutão. Pode dizer que é exagero, mas eu prefiro assim. Fazer com calma, pra fazer direito. Curto taaaaaaaanto esse planejamento que vocês nem sabem. Adoro pesquisar as coisas, pensar em como arrumar, no que vai melhor de brincadeiras, de lembrancinhas...Adoro mesmo. Fico vendo a carinha alegre do meu filhote, correndo pra lá e pra cá, recebendo os amiguinhos, curtindo a festa. Ano que vem, vamos fazer no salão do prédio novamente. Até pensei em encarar um bufê, mas a conta não fecha: é o dobro do custo de fazer em casa. E com tudo o que a criançada tem direito: de barraquinha de cachorro-quente a piscina de bolinha. Sendo assim, vou contratar alguns "fornecedores" que já conheço e recorrer ao trabalho de uma decoradora de mesas pra fazer menos ainda. Não tou afins de botar a mão na massa dessa vez (ano passado, eu decorei o salão). Vou planejar e delegar, hahahahaaa.
O tema dos quatro anos também já está escolhido: Backyardigans na praia. Gutão queria Homem-Aranha, mas, vamos combinar, ainda é muito cedo pra fazer algo, assim, digamos, tão "adulto". Rolou negociação básica pra informar o pequeno que os planos mudaram e que do super herói que gruda na parede vamos para os simpáticos bichinhos que rebolam. Eu e o Rô fizemos tanto, mas tanto estardalhaço ao informar da idéia dos Backyardigans que o menino não teve nem opção de dizer "não", hahhhaahhaa.
E eu tou tão engraçadinha hoje, afe, maria. (Canceriana e ciclotímica que sou, tenho até medo da rebarba de humor que pode estar a caminho, hahaahahahaaaa!) Falando sério, deve ser influência do feriadão. Ou daquela leveza que dá toda vez que mais uma revista vai pra gráfica (gente, a próxima edição é "como gerenciar o chefe", imperdível!).
Gutão, a essa hora (12h47 do dia 02 de novembro), deve estar no décimo sono. Vou chegar lá e dar beijinho pra ele acordar bem. E colocar o "João Pedro", um ursinho, pequeninho, que veio de brinde em uma compra na C&A, do ladinho dele. Ele pediu pra mim ao telefone, antes de deitar. Um sinal de que a mamãe chegou e foi lá conferir se ele estava bem. Te amo, meu filho!
posted by JULIANA DE MARI 11:59 PM
E o problema continua
Comentários -- ainda -- fora do ar.
Estranhíssimo ficar nesse "monólogo".
Mas vamos lá.
Gutão tá um moço. E anda em crise existencial. Pergunta, a toda hora, quando vai fazer quatro anos e diz, chorando até, que queria ser grande. Sábado deu chilique na minha cama, à noite, porque, à luz do abajur, minha sombra cresceu e foi projetada pro teto. E a dele, pequeninho que é, "parou" na janela. Meu bichinho se revoltou: ficou vermelho, chorou, chorou, disse, sentido, que também queria ser grande. Eu tentei explicar que ele cresce a cada dia e que logo, logo a sombra dele vai se agigantar. Mas não teve jeito. E o jeito foi deixar chorar. Bem-vindo, Gutão, ao mundo das frustrações...
Meu filho "sente". É um dínamo pela casa, cheio de energia, é ariano colérico, expressa as vontades, sabe o que quer. E, que bom, fala o que sente.
Sábado, também, filhote enrolando pra dormir, voltei pela enésima vez no meu quarto e ele pediu pra deitar a cabeça na minha barriga. Ficamos ali e eu soltei: "que coisa bem boa, Gutão". Aí, ele sorriu e disse que quando estivesse na cama dele também ia dizer isso. E eu fiquei toda feliz, dizendo que era bem bom a gente ter o nosso quarto, nossas coisas, nosso cantinho. E ele largou: "não, mamãe, eu vou dizer: que coisa bem chata ficar sozinho no meu quarto". hahahahahaa
posted by JULIANA DE MARI 1:16 PM
Defeitinho
Vocês já perceberam que, há dias, não está dando pra comentar no blog. Um saco.
Mas já relatei o defeito e o pessoal da Globo.com está atrás de solucionar o problema. Espero que não demore demais...Coisa bem chata vir aqui e não encontrar o "oi" de vocês.
Estamos bem.
Gutão retomou as aulas todo animado. Ganhou da tia presente do Dia das Crianças atrasado, ficou todo feliz. E ontem recebeu uma caixa com "encomendas" de Recife pra ele: um livro de dinossauros, os CDs que esqueceu, uma camiseta do McQueen, balinhas, catavento e um cartão assinado pela titia, pela Buruca e pelos avós. Adorou a surpresa. E quem não gosta de receber notícias pelos Correios, né?
E ontem voltou pra natação. Diz a babá, que tá mergulhando com uma desenvoltura impressionante. Lindo! Ganhou carona da Rê na volta, minha "amiga-anja", e ficou todo feliz de rever o Theo. É bem bom esse sentimento de ter amigo pra chamar de seu e eu fico orgulhosa por estar incentivando meu filho a cultivar essa riqueza que são os bons relacionamentos na nossa vida.
Eu gripei. Tou com dor de cabeça, corisa, garganta coçando. Sampa é isso aí, gente!
E a dor nas costas voltou a me lembrar que preciso marcar um ortopedista pra entender o que acontece...Volta e meia, o ciático grita e eu, de tempos em tempos, tenho que cuidar disso com massagem, acupuntura, RPG, qualquer coisa. Eu tenho mesmo é que criar vergonha na cara e mexer esse corpinho, ai, ai. Aquela velha ladainha de mim para mim mesma :)
E amanhã tem evento no trabalho.
E lá vou eu ser "anfitriã". Estou aprendendo a desempenhar mais esse papel. Não é lá muito fácil lidar com "multidões", mas vamos nessa. O negócio é se colocar em movimento. O resto acontece.
Estou lendo um livro legal, falando nisso.
Nas férias, duas semanas, devorei "O carrasco do amor", do Irvim Yalom, autor de Quando Nieztche chorou. Pra quem gosta de terapia e coisas afins, recomendo.
Comecei agora a ler "Eu sou o mensageiro", do mesmo autor do excelente A Menina que Roubava Livros. Estou devorando também.
posted by JULIANA DE MARI 5:21 PM
Até o Natal
Voltamos de Recife ontem à noite. Estaremos lá novamente no Natal. Vai passar rapidinho dessa vez. Que bom.
Gutão voltou com saudades. Dormiu nas três horas de vôo e, quando acordou em Sampa, chorou de saudades. Dizia que estava com saudades da Adriane (a Adriana, babá da Bruninha, realmente um amor de pessoa) e da vovó Ju. Me deu vontade de chorar junto...Filhote fica tão sentido, vermelho, cheio de lágrimas...Como é que pode, tão pequenino, sentir tanto?
Voltou bronzeadinho, meu picolito. Numas, né? Porque ele usou protetor 30 e hipoglós todos os dias. Mas ficou com a marca da sunga. E tá exibindo bracinhos e pezinhos dourados, além das bochechinhas levemente vermelhas. E a mecha dourada da cabeleireira tá linda, linda. Deu pra aproveitar praia até o último dia. Sabadão de sol e nos encontramos, finalmente, com a Rapha, o Igor e o Gustavo em Boa Viagem. Deu pra fazer buracão na areia, comer algodão doce, compartilhar salgadinho e boas risadas. Em dezembro, tem aniver do Igor e já combinamos uma pizza com bolo pra cantar os parabéns.
Hoje, domingo, fez um calor inacreditável em Sampa. Mais até do que em Recife. Almoçamos na padaria, programa que Gutão adooora. Comeu ovos mexidos, franguinho e muitas frutas. E tomou suco de laranja em copo de vidro. Conquista das férias, que deixou meu filhote todo orgulhoso. Tá tão grandão, esse meu Gutão. Um moleque. Esperto, alegre, cheio de palavras, cheio de idéias, cheio de vontades. Me tira do sério muitas vezes, mas me faz rir muito mais.
Agora à noite, recebemos a alegre visita dos dindos, do Miguel e da Nina. Uma farrinha boa, com os dois meninos pulando dentro do berço que será usado pelo futuro irmão(ã) do Gutão. Uma beleza. E a Nina, toda cabeludinha, pra lá e pra cá com a boneca do Gutão (a Mimadinha que era minha e que resgatei lá em Recife tempos atrás) e que ele batizou de Juju, em homenagem a irmão do Rafinha (viu só, Mic?!).
Amanhã começa tudo de novo no trabalho, na escola. E eu espero começar a semana com calma. E espero manejar a agenda com certa serenidade até o final do ano, quando nossas mini-férias em família acontecerão outra vez. "Cenourinha" boa essa, né?
(O domingo em casa tá acabando um tantinho mais estressante do que eu gostaria. Infelizmente.
Estou tentando não estressar...Não mereço e não quero essa energia no final das férias...)
posted by JULIANA DE MARI 9:12 PM
Cedíssimo
Tenho um defeito incurável como mãe: detesto acordar cedo. Eu assumo. É um sofrimento despertar com o sol...Desculpa, meu filho. Nasci vespertina. Eu até que me esforço, mas cinco e meia da matina não há humor que resista!!! Vou te contar uma coisa: meu dia ideal seria dormir até às 11h e ir deitar quando a noite estivesse beeem escura. Não tenho problema pra ficar acordada na madrugada. Nenhum. Desde que, no outro dia, eu possa a avançar na minha cama até a hora em a barriga dê sinais de que precisa se alimentar!
Pois bem, Gutão ignora completamente esse meu ritmo. Tem acordado cedíssimo, e não é figura de linguagem!, aqui em Recife. Sim, estamos em férias, mas o reloginho interno do menino não se conscientizou disso. Tem acordado tão cedo que nem meu pai levantou ainda! E olhe que o vovô Beto acorda cedo! Hoje, quando o vô saiu do banho, seis e pouco da manhã, Gutão já tinha feito coco, já tinha tomado leitinho e comido banana com mel. Tava na sala, todo falante, brincando com o Pablo, do Backyardigans, que ganhou da titia Lu ontem. Presente do Dia das Crianças adiantado.
Logicamente, quando meu pai acorda, eu passo o bastão e volto pra cama correndo pra curtir mais meia horinha que seja. Hoje, especialmente, eu tava precisando. É que ontem voltamos da praia caminhando (só tinha um táxi no ponto e o, digamos, FDP do motorista não quis nos trazer de jeito nenhum. Dizia ele que iríamos molhar o carro e não adiantou eu explicar que Gutão estava seco, de cueca até, e que eu não tinha entrado no mar...Que raiva, viu? Quase chamei a polícia pra denunciar o cara. Pra que fazer ponto na beira da praia se não quer levar no carro quem sai de lá?). Bom, a caminhada até a casa dos meus pais seria de uns dez minutos prum adulto, no máximo. Com uma criança de três anos e meio no colo, imagem, durou quase meia hora! Minhas costas ficaram podres. Literalmente. Passei a noite com dor no ciático, sem conseguir posição pra relaxar. Fora os chutes que levei do moleque, que falou, cantou, abriu os olhos e ficou em todas as posições imagináveis durante a madrugada. Realmente, é uma epopéia conseguir dormir com Gutão ao meu lado!
Hoje, oito e meia e estávamos na beira do mar. As piscinhas de Boa Viagem reluzindo e Gutão (reluzindo junto de tão branquelinho!) e a Bruninha tomando banho, delícia. Até eu entrei na água, coisa que, em geral, reluto em fazer. Ah, sinto frio na barriga, besteira pura, ahhaahahaaha. Ficamos até umas dez, pois a Buruca começou a ficar com sono. Gutão chegou em casa faminto, comeu ovinho de codorna, pediu uma maçã e provou suco de graviola feito na hora. Adorou! Tomamos banho e fomos dar uma voltinha na rua. Levei filhote pra conhecer a escola em que estudei até a quarta série, aqui pertinho da casa dos meus pais. Entramos e eu fiz uma volta no tempo, sabe? Vi as salinhas, o pátio onde eu brincava no carrossel, engraçado reviver esses momentos. Gutão conheceu uma escola muito maior, mais bonita, mais cheia de brinquedos e de crianças. E era festinha do Dia das Crianças, tinha pula-pula, palhaço e criança feliz por todo lado. Pena que a tia Marluce, a diretora da escola, já tinha ido embora. Semana que vem, volto lá pra dar oi e apresentar meu filhote.
E hoje descobri sardinhas no rosto do meu branquinho. Estão lá, pintinhas pintadinhas bem de levinho. Logo abaixo dos olhos. Quatro ou cinco. Sinais de que meu filho está crescendo. E que todo cuidado com a pele linda dele vale a pena. Hoje, Gutão foi bezuntado de protetor solar e hipoglós no rosto. Meu palhacinho, meu amor.
posted by JULIANA DE MARI 1:46 PM
Em férias
Gutão melhorou da otite (obrigada pela torcida, meninas!). À base de antibiótico e antihistamínico, é verdade, mas melhorou. E conseguimos voar numa boa. Aliás, filhote capotou no vôo e só acordou aqui em Recife. Ainda bem. Sentamos atrás no avião e o espaço entre a cadeira em que estávamos e a cadeira da frente era minúsculo, pelamordedeus. Fora o lanchinho, ridículo. E o atraso de meia hora, que, a essa altura do campeonato, nem dá pra reclamar...
Fomos à praia hoje. Estava meio nublado, até choveu um pouco, mas achei bom. A estréia dos "branquelos" foi amena, sem sol 40 graus. Mas foi bom. Gutão fez buraco na areia, enterrou os brinquedos, tomou banho nas piscininhas de Boa Viagem e deu canseira na vovó Ju, hahahaa. Eu ensaiei tomar um "quase sol". Na verdade, aproveitei os minutos em que ele estava na água com a vó pra descansar um pouco. Filhote tem acordado cedíssimo, como diz. Seis da matina e o menino já está desperto, já fez coco, já tomou leite e comeu fruta e já tá tagarelando pela casa.
Desde que chegamos, domingo, filhote tem comido cerca de seis frutas ao dia. Ontem eu contei: comeu melancia, banana, pêra, maçã, morango e mamão!!! Comida salgada que é bom é que anda meio complicado. Gutão tem feito uma birra imensa no momento que senta à mesa e eu, confesso, ando perdendo mais a paciência do que gostaria. Hoje perdi de vez e amecei castigo se ele não abrisse logo o bocão. Funcionou. Tem horas que só mesmo na base da "administração pelo terror", hahahaaaa.
E a Bruna??? Prestes a fazer um aninho, tá esperta, alegre, danadinha. Onde Gutão vai, a Buruca vai atrás. Tem horas que ele não gosta muito, não. E reclama que ela quer pegar o brinquedo dele. E ela resmunga e resmunga e aponta pro primo e sai praticamente correndo atrás dele. Sim, ela começou a andar há dois dias. Coisa linda. Diria que Gutão tá treinando, em grande estilo, pra chegada do irmaozinho(a).
E que coisa boa é estar de férias. Dormir depois do almoço. Acordar só pra passear. Comer bolo e bater perna no shopping. E levar filhote pra brincar no bate-bate. Ah, delícia.
posted by JULIANA DE MARI 10:16 PM
Lá vem ela, de novo
Pois bem, infelizmente, Gutão está com otite de novo. A segunda pós cirurgia nos ouvidos. Meu amadinho acordou da soneca da tarde hoje chorando desesperadamente. Tanto que a babá me ligou, assustada. Contou que ele estava se queixando de dor no ouvido e eu tremi nas bases. Pedi pra dar Tylenol e aguardar. Duas horas depois, Gutão continuava chorando horrores, gritando no telefone, dizendo que estava com muita dor. Corri pra casa no meio da tarde, liguei pro Rô e fomos direto pro hospital. Filhote foi chorando o caminho inteiro, impaciente, reclamando. Tadinho.
O diagnóstico foi o que prevíamos: otite no ouvido esquerdo. Não tem a ver com a natação, não. Porque não é externo. É interno e já está comprometendo o "brilho" do tímpano. Ai, que meu coração fica do tamanho de um grão de areia de ver meu filho sofrendo com isso outra vez. Culpa desse tempo doido e dessa poluição de São Paulo. O jeito é medicar, comprar um umidificador pro quarto (tou há dias pra fazer isso...) e fazer mais inalações do que já estávamos fazendo (de uma a duas por dia). O chato é que filhote vai ter que tomar antibiótico outra vez. Mas, se Deus quiser, vai resolver logo. Temos passagem marcada pra breve e ele não pode viajar se estiver com o ouvido ruim, né?
Amanhã, de todo modo, o Rô vai levá-lo na otorrino, pra quem liguei assim que sai da salinha da médica no hospital. É praxe passar na consulta e ligar pra checar com os pediatras de nossa confiança se está tudo certo, se a medicação está correta, se a dosagem é aquela mesmo. Não custa prevenir. Já vi médico receitar Berotec pro Augusto em plena otite...Ao que parece, teremos que começar um novo tratamento preventivo e monitorar o efeito "piscina" daqui por diante pra ver se virá outra crise e se pode se relacionar com nariz entupido + água parada na face = dor de ouvido. Ai, ai, ai.
Só sei que faltam três dias pras minhas férias.
E que estou fazendo novena pra Santo Expedito.
Confio plenamente que tudo vai melhorar. Minha fé me protege.
posted by JULIANA DE MARI 10:03 PM
Vida lôca
Tá passando rápido demais esse ano, meu Deus do céu. Tá faltando horas no meu dia pra fazer tudo o que eu gostaria -- e deveria. Tá bom que eu gosto de uma intensidade nas coisas, mas tá duro...Fé, fé e mais fé pra enfrentar o senhor "tempo", né?
Semana passada, vovó Lilica e vovô Zeca alegraram a casa. Gutão, nem preciso dizer, adorou a visita. Tanto que espantou o vovô do quarto e fez questão de dormir, três noites seguidas, do ladinho da vovó. Um sedutor, esse meu filho! Foi um final de semana gostoso, com direito a conhecer e brindar a casa nova dos dindos. E à farra a três: Gutão, Miguel e Nina aprontando todas, na maior civilidade. Nem acredito!!! :)
Essa semana, consegui ver filhote na piscina novamente, por breves cinco minutos. O trânsito complicou e eu só consegui chegar no final da aula na terça, mas valeu assim mesmo. Dei banho no pequeno, conversei com a Rê, e vim pra casa feliz. Quinta, não consegui escapar das reuniões (ô, praga!). Gutão foi e voltou da natação de carona com o amigo Theo. E fez seu primeiro programa noturno sem os pais: jantou na casa do amigo. À convite da Rê, que ofereceu panqueca e me disse que ele devolveu algo como: "Eu nunca comi panqueca, mas me disseram que é bom". Eu posso com essas tiradas!!! Filhote realmente não comeu a panqueca, ficou no arroz com purê. Anwyay, se alimentou de amizade e isso faz taaaaanto bem pra alma. Rê, de novo, obrigada por estar por perto!!!!
Quê mais? Tou contando os dias pras férias. Vou pra Recife no comecinho de outubro. Batizado e aniversário de um aninho da Bruna. Tou dizendo que o ano tá voando: a menina já vai fazer um ano, já tá quase andando, já faz pose, toda faceira, pras fotos, ai, ai, ai.
Outubro vai ser um mês de renovação. Mudanças importantes à vista no trabalho, alguma correria extra prevista. Mas nada que me desespere. Tá tudo tão, mas tão intenso que uma surpresinha aqui, outra acolá não me abala mais. E tou é renovando as minhas resoluções pro mês que se inicia. E estou firme em abrir caminhos pra chegada de um(a) irmãozinho(a) pro Gutão. Venho sonhando com bebê há alguns dias. Um bebezão forte, branquinho, tão lindo. Não sei se é menino ou menina, não me importa. Só sei que é um bebê saudável, que sorri, que parece feliz. Que mama no meu peito com uma vontade doida!!! Diferente do Gutão, meu amadinho, que, de tão pequeninho, teve que aprender na marra a mamar no peito. Coisa bem boa sentir essa energia por perto. Energia de renovação. Novos ciclos chegando. Bem-vindo, senhor "tempo" (será que dá pra me dar mais umas horinhas de sono no dia, hein?!).
posted by JULIANA DE MARI 12:39 PM
Peixinho
Filhote teve a segunda aula de natação hoje. E eu tive a felicidade de estar lá pra ver. Gutão foi com a babá, fez o aquecimento e, quando eu cheguei, já estava na água. Sai mais cedo do trabalho e às 17h30 estava lá, de nariz grudado na janelona de vidro, dando gritinhos de emoção cada vez que Gutão ensaiava um mergulho. Ai, que mãe canceriana é um mico!!!! Passei a meia hora seguinte exultando de alegria ao ver que Gutão simplesmente a-do-ra a piscina. Eu achava que ele ia resistir mais à idéia de mergulhar (ele detesta molhar os olhos quando lava a cabeça...), mas ele me surpreendeu. Não só tenta, como levanta a cabeça com um sorriso no rosto. E nadar de costas, então?? (com ajuda da professora, logicamente) Filhote já tinha feito comigo, repetiu com a professora hoje e adorou. Jájá vai estar boiando, que coisa linda!!
Encontrei a Rê na academia. Minha amiga disciplinada que faz Pilates e cuida do corpitcho tanto quanto da alma (eu PRECISO criar vergonha na cara e me matricular em alguma coisa, qualquer coisa. Antes que perca definitivamente a coragem de colocar um biquini...). O Theo tava na piscina com Gutão. Todo feliz. Dá mergulhos empinando o bumbum!!! Só estavam os dois e uma menininha muito engraçadinha, chamada Thaís. O banho hoje foi mais civilizado e eu não levei chuveirada. Gutão até deixou a Rê (ama essa Rê, meu Deus do céu!!!) secar o cabelo dele antes de virmos embora. Ficou com cabelo a la Ronnie Vonn, como a Rê batizou o modelito dele e do Theo pós-piscina, hahahaaaa.
Chegamos em casa felizes. Gutão tomou a sopinha toda e comeu morangos de sobremesa. Eu ganhei um "amo você" totalmente espontâneo há cinco minutos e tou aqui em estado de graça. Que coisa boa, meu filho!! Que alegria poder viver esses teus primeiros e tão importantes momentos de descobertas na vida. A piscina virou farra e eu, a cada pernada tua, lembro de como me sentia bem quando tinha um pouquinho mais que a tua idade e estava na água. Só que, na minha época, a piscina era olímpica, a professora era uma chata e a aula parecia mais uma competição. Não era essa alegria de se exercitar e brincar ao mesmo tempo que você tem a felicidade de vivenciar agora. Como eu te disse, agora há pouco, um dia, ainda vamos nadar nós três, eu, você e o papai. Os três peixões da casa. Já pensou? :)
posted by JULIANA DE MARI 8:06 PM
Nós dois
O Rô viajou ontem. Foi pra Londres (a trabalho -- e com uma lista enooorme de "mimos" do freeshop pra me trazer!). Praticamente um bate-e-volta. Volta na quarta. Antes de viajar, ainda deu tempo de irmos almoçar com o Ale e a Evelyn, e o querido Enrico, a Patty e o Julio, e o Pedroca, a Dani e o Duda (sem o Miguel e a Nina, que ficaram em casa dormindo) e a Tita. Foi um almoço gostoso, embora Gutão não tenha se concentrado na comida. Também, com o lindo dia de sol e o adorável jardim do restaurante, ele tinha razão pra ficar perambulando.
O Rô embarcou às 16h, hora em que eu e Gutão capotamos pra soneca do sabadão. Eu levantei às seis, fiz as compras (sou adepta do supermercado virtual) e chamei fihote pra jantar às sete. Ele levantou reclamando de dor de barriga. Desde ontem reclama, aliás. Mas tá com coco Ok, fazendo apenas uma vez por dia. Tá sob observação "materna". Terminamos o sabadão na Fnac. Comprei o CD novo da Vanessa da Mata pra mim e dois livrinhos bacaninhas pra filhote (um deles é da Ruth Costa -- Tenho medo, mas dou um jeito). Gutão pediu pra comer pão de queijo e lá fomos ao lanche. Filhote comeu meia-boca outra vez. Já eu...devorei um sanduba de pão sírio com frango e requeijão -- light, vai.
Dormimos juntinhos (Gutão me chuta a noite inteira, é uma coisa!), com o trato de acordarmos às oito no domingo. Hã-hã. Gutão acordou às seis. Consegui enrolar o menino por mais dez minutos e pronto. Ele pulou da cama, ganhou leitinho e ficou vendo filminho do Backyardigans, enquanto eu tirei mais meia hora de descanso. Ninguém merece acordar tão cedo no domingão, vamos combinar...Bom, quando acordei mesmo, filhote tinha feito um coco fedidão, de aparência um pouco mais pastosa que de costume, mas nada muito alarmante. Quis comer maçã e um pedacinho de bolo de limão. Depois, foi pro banho (ontem escapou -- um horror isso, eu sei, mas tem sábado que Gutão fica sem banho mesmo...). Às onze, depois de um alô londrino do Rô, saímos de casa. Fomos pro shopping, almoçar e comprar ingressos pro cinema. Gutão há tempos pedia pra ver o filme da Turma da Mônica e lá fomos nós. Almoçamos franguinho com arroz branco no japonês. Filhote só quis o frango. E cada vez que eu sugeria mais uma colherada, ele dizia que a barriga tava doendo. Comeu que nem um passarinho. Entramos no cinema às 12h40. Só eu e ele e mais um casal com uma menininha. Deu até dó ver aquela sala vazia.
Gutão adorou o filme. A história é "viajante" e meio difícil pra crianças da idade dele acompanharem porque acontecem várias coisas ao mesmo tempo. Mas ele encarou cada passagem dessas como uma nova aventura e ficava a toda hora perguntando se tinha mais. Mônica, Magali, Cascão e Cebolinha viajam no tempo pra resgatar os quatro elementos (terra, ar, fogo e água) que se perdem em uma experiência do Franjinha. O desenho é perfeito e me deu a maior saudade dos meus tempos de criança. Eu sempre gostei da Turma da Mônica. Foram os primeiros gibis que li e foi a última boneca que ganhei, de escolha própria!, aos 16 anos!
Depois do cinema, pernadinha no shopping, claaaaaro. Eu quis dar um Croc pro Gutão, aquele sapatinho de borracha hiper-mega macio, mas ele não curtiu a idéia. O de número 26 ficou sambando no pé e o de número 25 apertou. Saímos da loja com uma havaianas de "surfista" pra ele (que colocou no pé na hora!) e uma listrada, linda, pra mim. Do shopping, passamos no supermercado. Lembrei que filhote tem aula de culinária na escola amanhã e precisa levar um maço de hortelã. Gutão me ajudou empurrando o carrinho e colocou suas compras: a hortelã, um pacote de ovos de codorna, um de tomate e duas caixinhas de morango. Aprovado! :) Também comprei uma garrafa de água de coco, tirada na hora, pra ver se ajuda na dita dor de barriga.
Filhote não dormiu à tarde. Preferiu ver desenho. Na hora em que o sol estava se pondo, descemos pra tirar fotos e ver o carrinho de controle remoto fazer acrobacias no térreo. O tempo virou, começou a ventar e subimos logo. Na hora da janta, resmungo e "tou com dor de barriga" novamente. Tou começando a achar que isso é truque pra não comer, sabe? Esses dias, aliás, tem sido bem estressante estar à mesa com Gutão. Não sei se é só comigo, parece, mas a hora da comida é uma "guerra". Gutão se distrai, brinca, faz bico, mesmo quando tá com fome, mesmo quando come o prato todo. Acho que é meio culpa nossa também, por não tê-lo estimulado desde bem pequeninho a comer sozinho...Mas sabe como é que é, cada mãe tem suas neuras e eu "tinha" essa coisa de que ele era muito magrelinho, que precisava se alimentar bem e tal e coisa e acabei não incentivando total autonomia na hora da comida. Se bem que sobremesas (frutas, gelatina, bolo, biscoito e etc), Gutão come sozinho. É com comida, comida mesmo que acontece o drama. Vamos ver como é que essa dor de barriga evolui pra amanhã e vamos encarar essa necessidade de ensinar filhote a se alimentar sozinho, nem que pra isso seja preciso deixá-lo passar fome alguns dias, ai!
Falando em encarar, tem também o coco. Que Gutão só faz na fralda. Não tem Cristo, nem apelo, nem tática que o faça fazer na privada ou no pinico. Desencanei e combinei com ele que, no final do ano, quando o verão chegar, ele não usa mais fralda -- nem pra dormir à noite, nem pra fazer coco. Ele tem repetido que vai fazer coco na privada quando fizer quatro anos. É engraçado isso, porque ele domina super o xixi e não usa fralda durante o dia, nem pra tirar soneca. E tem dias que chega a dormir três horas seguidas. Outros, quando dá vontade de fazer xixi, levanta, faz e volta a dormir. Só à noite que faz um montão na fralda, mesmo com o ritual do último xixi antes de deitar e tudo o mais. De novo, cada criança tem seu ritmo e cada uma tem mais dificuldade com uma ou outra coisa, né? É ter paciência, seguir tentando, incentivando, mas sem botar pressão demais.
Aliás, eu não tenho nada o que reclamar desse Gutão. Só tenho motivos do que me orgulhar. É doce, educado, carinhoso, alegre, inteligente, o meu menino. Diz "obrigado" e "por favor" de um jeitinho tão lindo que emociona. Tá com o rostinho roxo, embaixo dos olhos. Parece que levou um soco, tadinho. Trombada com o melhor amigo na escola na segunda-feira. E pra todo mundo que pergunta o que aconteceu, ele diz: "Foi uma trombada no Rafa, o meu melhor amigo".
És feliz, meu filho?? Tomara. Eu só sei que eu sou. Porque sou tua mãe, meu branquelo cheiroso. Meu filhote amado. Meu Picolino. Meu Tantão, lindão. Te amo!
PS: Gutão ontem me acompanhou ao salão. Fiz a mão, enquanto ele brincava na mesinha ao lado com o Caillou. Até que ele avistou o cabelo de uma manicure que usa umas trancinhas daquelas tipo dreadlock, seilá, acho que são de náilon. E soltou: "Mamãe, o cabelo daquela moça é de lã?". Eu não consegui me controlar, ri até. E pra explicar pra ele o que era?? :)
posted by JULIANA DE MARI 7:26 PM
Filho de peixe...
Hoje tirei o dia de folga. Venho de uma correria pra lá de estressante no trabalho e me dei o direito de ficar em casa. Isso porque já "entreguei" o que devia, logicamente. O Guia das 150 Melhores Empresas para Trabalhar e a revista de setembro já estão nas bancas, hein, pessoal?! Pois bem, hoje dormi até mais tarde, busquei Gutão, lindão na escola, almocei com uma amiga e levei Gutão na natação. Aula-teste, junto o Theo, da Rê, que é habituée da escola e foi acompanhar o amigo iniciante.
O Rô foi comigo. Gutão entrou na salinha de "aquecimento" sem pestanejar. Fez todo circuito terrestre alegre, alegre -- entrou e saiu do túnel, escorregou, deu pulões. Depois de 15 minutos dessa farra, foi pra piscina. Aguinha quente, filhote animado, professora mais ainda. Engraçado é que ela perguntou o nome do pequeno e ele disse que era Augusto. Ela quis chamar de Guto. E o Theo protestou: "É Gutão". Adorei!!! Meia hora de bate perna, fazendo bolhinhas, tentando mergulhar. Gutão aceitou a sugestão da "tia" e tentou três mergulhos. Que coisa linda, meu filho! Que emoção!! Nem preciso dizer que eu e o Rô ficamos super emocionados, tiramos um monte de fotos e babamos no nosso pequeno peixinho. O Theo, então, nem se fala. Já nada praticamente meia piscina sozinho! Que lindo, Rê! Decidimos que Gutão vai, sim, fazer natação na mesma turminha do Theo, duas vezes por semana. Delícia!!
Depois da aula, banho e sapequice: Gutão me molhou inteira. Sai do vestuário completamente molhada. E filhote achando o máximo! Os meninos ganharam balinha Tic-Tac (vício aqui em casa!) e pãozinho de queijo. E demos carona pro Theo e pra babá na volta e combinamos alguma coisa juntos pro final de semana. Vamos ver se vai dar pracinha.
Gutão tá aqui, cansadinho. Efeito piscina mais dor de barriga. Desde cedo ele tá reclamando de uma dorzinha na barriga. Já fez dois cocos (ainda faz na fralda, haja!), mas não percebi nada "anormal". Tá meio quentinho, eu achei. Já tentei dar chá, mas ele realmente não gosta. Desde pequenininho rejeita. Dei também um pouco de Luftal agora. Espero que seja apenas "pum" encalhado. Vamos ver como vai ser a noite.
posted by JULIANA DE MARI 8:20 PM
Intensivão da Mic!
Mic e sua trupe chegaram a Sampa na quinta à noite, depois de seis (longas, né, Mic?!) horas de viagem de carro. Fomos lá na casa do Chrys, irmão dela, na quinta mesmo, levar o berço desmontável e o carrinho pra Juju, querida. Ai, que menina encantadora! Que pernocas gorduchas, que sorriso banguela tão simpático, que meiguice. Foi paixão à primeira vista! Juju tava agitadinha, mas com sono, sabe aquele momento que o nenê não quer dar o braço a torcer? Pois bem, Juju tava assim, excitada e cansada. Mas não rejeitou meu colo. Ao contrário. Veio comigo, encostou a cabecinha, passeou as mãozinhas no meu rosto e me encheu de sorrisos, tão lindinha. Quase me deu a glória de tomar mamadeira no meu colo. Eu, toda desajeita, já que nunca fiz isso com Gutão (para quem não lembra, Gutão não tomou mamadeira. Foi do peito direto pro copinho e não largou mais). Enquanto isso, Gutão e Rafa faziam a farra na garagem do tio Chrys. E a Mic, na capa do Batman!, dava coordenadas ao telefone pra Bete (a babá, que veio de ônibus) e o Dani (o marido, que chegou de Brasília na sexta na hora do almoço). A criançada comeu Bis, quis encher os balões que a Mic trouxe e deu sinais de vencimento às onze da noite.
Na sexta, tivemos encontro na pracinha com a Rê e o Theo e mais uma amiga de blog da Mic, a Alê com o Mateus. Era pra ser um "encontrão" das blogueiras, mas acho que o feriado não colaborou. Muita gente deve ter aproveitado o tempo bom pra viajar, né? Bom, ficamos nós pra nossa "matraqueada" básica. Rafinha tava cansado e capotou no colo da Mic, que continuava de pára-choque baixo por causa da epopéia viagem de carro + crianças + parada pra trocar fralda e tal e coisa. O Rô foi levá-los pra casa do Chrys pouco depois que nós chegamos. A Alê também foi embora em seguida. Eu e a Rê ficamos lá, tomando chimarrão, dando risada com nossos pequenos e combinando o teste de maquiagem que vamos fazer semana que vem (eu tenho um evento e a Rê vai me maquiar, chiquérrima!). Uma da tarde, nos reunimos novamente pra almoçar. Fomos em um restaurante italiano aqui na Vila mesmo. Comida boa e barata e espaço pra entretimento dos meninos. À mesa, Mic e Dani, eu e o Rô, a irmã da Mic e o marido, o Chrys e a Rê. Theo e Gutão deram três garfadas no espaguete e foram brincar de polícia e sei lá mais o que no fundo do restaurante. Volta e meia eu só ouvia um "mamãe" e uma reclamação do Gutão, mas até que a brincadeira no restaurante rendeu.
À noite, repeteco do encontro aqui em casa. Pra pizzada que já virou tradição! Só faltou a Juju, que dormiu e não ia mesmo aguentar a bagunça. Rafinha, Gutão e Theo se deram bem. Brincaram de skate, assistiram ao DVD do Bob Esponja e comeram salgadinho juntos. Mas...as horas foram passando e os humores foram mudando. No final, Theo e Gutão se desentenderam. E Gutão soltou o tradicional "nunca mais vou ser amigo do Theo" e o Theo chorou também. Alguns minutos depois, estavam lá sorrindo e dando tchauzinho na porta do elevador. Amigo que é amigo ama, odeia, perdoa e começa tudo de novo, né? Nós, as mães da casa, nos revezamos no "atendimento" ao "mamãe, vem aqui". Tomamos lambrusco, fizemos caras e bocas pras fotos e falamos da vida. Papo de marido, sogra, vida dura de mulher multi-função. Sim, porque, vamos combinar, só mulher pra ter mil e uma utilidades. Homem que é homem faz uma coisa de cada vez e olhe lá! :) O Rô e o Dani, graças a Deus, embarcaram nas conversas e nos ajudaram a tornar a polêmica mais divertidas.
Hoje, sabadão de sol, fomos tomar banho de piscina "Regan" na casa do tio Chrys. Quer dizer, as crianças tomaram banho de piscina. E o Rô, que não pode ver água que já vai se jogando, né, meu amor?! Foi uma delícia. Gutão a-do-rou! Entrou na água fria sem pestanejar e não saiu mais até a hora em que viemos almoçar. Aliás, saiu só pra comer pipoca. Inventou de comer com a boca direto do prato, gerou "moda" entre os outros dois moleques e nos ajudou a fazer fotos hilárias do trio!!! Filhote capotou depois do almoço e nem conseguiu acordar pro último encontro com a Mic na pracinha, no final da tarde. Fui lá eu, antes de sair correndo pra fazer a mão e a sobrancelha!, dar tchau pra família e dar beijo na Rê, no Theo, no Emílio e na dinda Dani, no Miguel e na Nina. O tempo meio que virou, tava um ventinho frio e a Juju foi a única que se deu bem, com seu casaquinho cor-de-rosa e sua meia de pé de bailarina (Mic, adorei!). Passei literais cinco minutos na pracinha, infelizmente. E já fiquei com saudades e pensando no próximo encontrão da trupe. Será que, da próxima, a gente consegue ir ao Rio, hein? :)
Mic, boa viagem de volta e vê se descansa aí no domingão!!!!
posted by JULIANA DE MARI 9:03 PM
Os bons amigos
Correria doida no trabalho. Muito assunto pra registrar, mas total falta de tempo pra teclar. Vou tentar. Senta que lá vem história!
- Gutão e Theo se redescobriram melhores amigos. Eu e a Rê nos reafirmamos melhores amigas.
Passamos um final de semana delicioso na companhia de mãe, filho -- e avó a tiracolo. No sábado, fomos em supermercado de "bicho" e vimos coelhinhos, araras, ratinhos e outros bichinhos que fizeram a alegria dos meninos (eu, na minha versão turista, cheia de bolsas e máquina fotográfica a tiracolo!), almoçamos num natureba (e Gutão comeu lasanha de brócolis e arroz integral com cenoura e nem reclamou!), passeamos numa lojinha linda de artesanato e coisas fofas pra casa (e eu escapuli pra comprar o presente de aniversário da Rê sem ela perceber!). Chegamos em casa, eu e meu Gutão, e capotamos por três horas seguidas, agarradinhos na minha cama (é que o Rô tava em Floripa, no casamento de um amigo). À noite, brincamos um bocadão, vimos filminho juntos e dormimos, novamente, os dois, na cama de casal (coisa bem boa dormir sentindo aquele cheirinho!). No domingo, Gutão acordou "cedíssimo", pra variar (sete da matina o danado já tá de olhos completamente abertos, todo falante, demanando atividade) e eu não tive dúvidas: fomos pro supermercado.
Fazia séculos que eu não entrava em um. É que a gente viciou em fazer super pela internet. É mais rápido, mais fácil e a lista não cresce -- não tem tentação na rede. Quer dizer, ter tem, mas é mais difícil de achar, a tentação não pula da prateleira na sua cara, né? Bom, o caso é que nosso computador travou e o acesso a internet não rolou de jeito nenhum. Pra não ficar sem comida na segunda e pra ter o que fazer com Gutão no domingo, fomos lá, fazer compras. Filhote amou! Pegou um carrinho pequeninho só pra ele e encheu de coisas que escolheu (bolinho Ana Maria, um melão, uma garrafa de suco, um jacaré de plástico, uma caixinha de morangos e um pacote de miojo -- hahaahahahaaa). Foi super companheiro, não deu chilique, me ajudou a pegar as coisas da nossa lista e curtiu mesmo o processo de escolher, ver o preço e tal e coisa. Só não gostou na hora que chegou no caixa e tiveram que embalar as coisas dele. Putz, Gutão odeia colocar as coisas em sacola. E aí, brigou com a moça do caixa pra deixar as coisas dele do lado de fora. Eu tive que usar de muita lábia pra convencer o baixinho que não dava pra gente levar pra casa tudo aquilo sem estar devidamente empacotado (detalhe: eu moro no 16º andar, esqueci o cartão que libera o carrinho de compras da garagem, tive que encher o elevador de sacola sozinha -- eram umas 30, sei lá -- e filhote ficou segurando a porta do dito, todo prosa, todo orgulhoso de ter uma "função" e poder me ajudar).
Antes de voltar pra casa, parei na pracinha da Fnac pra dar uma voltinha na feirinha que acontece ali todo domingo. Tinha um palco montado e um pessoal tocando chorinho. Gutão quis ouvir. Gosta de música, esse menino, coisa boa. Ficamos ali um tempinho até que avistei, coincidentemente, a Rê, o Theo e a vó Vera. E os meninos adoraram se encontrar. E foram correr por cima das raízes das árvores e gritar e transformar plantinhas em espadas. Depois da pracinha, almoço em casa e passeio no shopping pra tomar sorvete com o Theo. Roubada no ano, já que pegamos um puta trânsito no caminho. Mas valeu, como valeu. Os meninos, tão queridos, andaram de carrossel (e eu, que adoro carrossel, quase choro com a cena, lamentando profundamente não estar ali com minha máquina pra registrar aquela alegria, aquela deliciosa sensação de ter um amigo pra compartilhar dos bons momentos da vida). Depois do cavalinho, um estressezinho básico na hora do sorvete. Theo brigou com Gutão que fez bico pro Theo -- e em cinco minutos, tudo se resolveu e eles já estavam correndo e pulando e dando risada novamente. Depois do shopping e de um trânsito mega-monstro por causa do jogo do Palmeiras, Gutão ainda aceitou o convite do amigo pra ir brincar na casa dele. E lá fomos nós, dar overdose na Rê!!!! Filhote ficou encantado com o trenzinho do Theo. Eu e a Rê rimos e matracamos e comemos um balde de pipoca e salgadinho integral que compramos na casa natureba no sábado. Saímos de lá no finzinho da tarde com a certeza de que teremos outras, muitas, tardes tão gostosas quanto essa (e, no sete de setembro, com a Mic e tchurma junto!!!).
posted by JULIANA DE MARI 10:46 PM
O dia deles
Gutão e o Rô comemoraram o dia dos pais ontem, sabadão de sol em Sampa. Junto com a turminha da escola, fizeram um passeio ciclístico no parque Villa-Lobos. Filhote levou sua bicicleta amarela (a "moto", na versão dele) e o Rô alugou uma bike por lá. Seguiram com a criançada e seus respectivos pais por toda a volta do parque. E Gutão pedalando sem parar. Diz o Rô que o menino "puxou" a corrida, sempre à frente, sempre acelerado. Enquanto eles se divertiam a dois, eu aproveitei pra procurar um presente pro Rô. Foi uma lembrancinha --utilíssima!-- este ano: uma caneca pra tomar café. Acompanhada de um cartãozinho "escrito" pelo Gutão (que escreveu, na língua dele: "a corrida foi demais, papai"). Também aproveitei pra passar na liquidação da Santa Paciência (rua Girassol, Vila Madalena) e renovar as camisetas do Gutão. Saí de lá com várias, lindas, descoladas, tamanho 4 e por 60% do preço original! Minha manhã terminou no salão: pé e mão pra me sentir cuidando minimamente desse corpinho.
Os "meninos" da casa chegaram exautos. O Rô descansou 20 minutinhos depois do almoço e filhote foi se aninhar do lado dele pra soneca da casa. Antes disso, eu avisei que o papai e a mamãe iam sair à tarde e que a Bá ia ficar com ele. Que a gente tava precisando desse tempinho a dois pra namorar um pouquinho. Gutão ficou todo espantado: "namorar? eu não quero que vocês namorem". Essa é boa! Eu expliquei que o papai e a mamãe se amam e gostam de conversar, passear, e que isso é namorar. Filhote pediu pra eu não ir, mas, de tão cansado do passeio de bike, não conseguiu insistir. Tava roncando lá na nossa cama, quando eu e o Rô saímos pro cinema. Pra combinar com o clima "dia dos pais", assistimos ao argentino "As Leis de Família". Um belo filme, que fala da relação pais e filhos e do quanto a comunicação pode acontecer "sem palavras". Depois do cinema, uma voltinha nas Pernambucanas pra renovar o enxoval da babá que vai dormir em casa. Sim, consegui!!! A moça começa dia 20, graças a Deus. Eu e o Rô estamos parecendo criança: fazendo mil e um planos pra quando a dita chegar. Ah, isso eu aprendi e faço questão de repassar adiante: quem pode, deve, sim, ter babá dormindo em casa desde a primeira noite do filho em casa.
Hoje, domingão geladinho, filhote e o Rô começaram o dia jogando bola na quadrinha verde, o mini-mini-campo de futebol aqui do prédio. Eu fiquei na cama até um pouco mais tarde, dor de cabeça lancinante, que só quem tem enxaqueca consegue avaliar...Fomos almoçar num restaurante italiano, escolhido pelo Rô. Tava lotado, obviamente, mas a hostess, muito atenciosa, nos pegou na saída e ofereceu uma mesa na área de espera (se sensibilizou com a cara de fome e sono do Gutão, eu acho!). Foi ótimo porque o sol surgiu e nós ficamos ali, a três, saboreando nosso dia juntos. Gutão devorou o pão italiano e não quis comer nenhuma garfada de sua massa à bolonhesa. Eu pedi uma massa com linguiça, mas acabei comendo o prato do Rô (hahahaaa): massa feita de cacau com molho branco e presunto cru, uma delícia. A boa veio na hora da sobremesa. Eu pedi um tiramissú e o Rô um tipo de sorvete italiano de chocolate. Gutão cresceu os olhos, claaaaro. E o Rô deu uma ralhada básica, perguntando se ele só tinha fome pra comer doce. Ao que ele respondeu: "Eu não tava com fome, mas tou com vontade de comer doce". Figuraça, esse menino!
À tarde, dormimos juntos. O Rô acordou primeiro pra ver o jogo do Grêmio. Filhote levantou em seguida. E eu saí por último pra me deparar com uma cena ótima. Gutão, esparramado no Futon, um pote de pipoca do lado, vendo um filme de "criança maiorzinha", nas palavras dele. Aquele filme dos espiões mirins, filhos do Antonio Banderas, sabe?
Filhote segue fazendo e dizendo cada uma que nos deixa surpresos e nos rouba muito sorrisos. Deu de usar "Que nada, mamãe" quando quer dizer que estou errada em alguma coisa. Também diz assim, pra mostrar alguma coisa; "Olha lá, onde tá, na direção do meu dedo". E agora há pouco, na hora do banho, filhote enrolando pra sair do chuveiro, eu, pedindo pela milionésima vez pra ele sair pra se enxugar, ele manda, todo bicudo: "Eu odeio quando você fala essas coisas" (hahahaaaaaaaaa!).
E semana passada, depois da visita da Nina e do Miguel, eu comento que a Nina tava tentando botar a sandália dele no pé, mas não conseguiu porque o pé dela é metade do dele. E ele: "Então, meu pé é inteiro?". Adoooorei! E, dia desses, o Rô até anotou, o pai pergunta: "Tá chateado com o que, Gutão?". E Gutão responde: "Tô chateado com meu cérebro". O que será que isso quer dizer? :)
Só sei que esse filhote é muito amado e que o pai desse filhote é mais amado ainda. Rô, feliz dia dos pais! Tu é o melhor pai que o Gutão poderia ter no mundo e eu vou ficar muito feliz se o(a) nosso(a) próximo(a) vier com tua marca registrada outra vez: esse sorriso escancarado, essa alegria de viver. Te amo, mi amor!
posted by JULIANA DE MARI 10:10 PM
Figuraça
Ontem à noite, eu e o Rô jantando na mesa da cozinha e filhote por ali, fazendo das suas pra chamar atenção. Até que o Rô pede pra ele me contar o que tava fazendo na escola quando o papai deu tchau. Dá a dica do Carrossel e pede pra filhote falar disso. E Gutão manda, todo faceiro: "Não era carrossel, papai. Era uma nave com uma roda beeem grande". E solta uma risada. E manda outra: "Entendeu a piada, papai?". E gargalha de olhos fechados! Figuraça!!!
Depois do jantar, dor de cabeça crescendo e um mal estar que me fez acreditar que eu ia desmaiar, o Rô me levou pra repousar na cama e trouxe Gutão pra conversar com a gente. Gutão, como era de se esperar, fez uma zona: se jogou em cima do pai, dizendo que tava nadando; pulou como se estivesse em uma cama elástica; esticou minhas bochechas até quase rasgar as ditas, achando a maior graça!, e por aí vai. Até que o Rô pega no sono (como consegue no meio de uma bagunça dessas?!). E filhote, obviamente, não se conforma. Enfia a cabeça no edredon, pede pra eu fazer o mesmo, e, de repente, levanta e "buuu". Dá um grito de assustar nos ouvidos do pai. Que se assusta, logicamente. E dá uma mini-bronca no menino. Que, faceiro que só ele, deita a cabeça em cima de mim, abre uma risadinha e "rrrrrrrrrrrrrrooooonca", como se estivesse no décimo sono!!! hahhaaaaaaaaa Não aguentamos essa, demos muita risada e muitos beijos nesse Gutão, lindão.
posted by JULIANA DE MARI 12:18 PM
Friaca
Esses últimos dias gelaram a alma. Não me lembro de ter vivido um frio tão intenso desde que me mudei pra Sampa oito anos atrás. Os termômetros marcaram oito graus (ou menos!) à noite. Nossa casa, "fresca" por natureza, virou uma geladeira. E Gutão dormiu três noites seguidas entre nós, literalmente. Não tive coragem de deixar meu amadinho dormindo sozinho em seu quarto gelado (o aquecedor, com a porta aberta, é paliativo...). Como sei que ele se mexe pra caramba e não há truque de prender cobertor que dê jeito, preferi dormir torta e esmagada outra vez a senti-lo de orelhinhas geladas no meio da noite. O Rô concordou e nós fizemos nosso "ninho" quentinho com o cobertor de "vaca" (um peludão que o Rô me deu de aniver no ano passado) e a forcinha do novo aquecedor a óleo. Sim, compramos esse depois da roubada de comprar um elétrico pela internet, ou seja, sem testar, e ver o troço parecer um holofote de tanta luz ao ser ligado. Micão!
As aulas de segundo semestre do Gutão recomeçaram ontem, mas filhote ficou em casa. Ficou ontem e hoje, na verdade. Ah, não, mandar criança pra rua com esse frio de doer os ossos é covardia. Aos três anos, se não há motivo nem urgência, não há agenda que seja mais importante do que o aconchego da casa da gente, né? Gutão faltou ao primeiro dia de aula sem culpa, nem minha nem dele. Aliás, ele adorou. Recebeu encomenda da bivó Vandelina ao acordar na segunda: uma caixinha com um ratinho de brinquedo, desses que a gente puxa o rabo e ele sai andando pela casa, e uma escavadeira. Amou, lógico. Tanto que quebrou o rabo do rato meia hora depois! A bivó mandou os brinquedos com uma cartinha lindinha. Dizia estar com saudades e contava que o nome do ratinho era Ulisses. Gutão cismou. Disse que não gosta desse nome. E escolheu outro pra batizar o novo amigo: "Rói". Bem apropriado! Depois dos presentes surpresa, filhote passou a manhã brincando na casa de um amiguinho do prédio, o Lucas, recém-chegado de viagem. E hoje foi o Lucas quem veio brincar aqui.
Fez tanto frio que, domingo, tivemos que ir no shopping de emergência pra comprar blusa de lã pro Gutão. Sorte é que a Chicco tava em promoção, tipo bota-fora de inverno, e eu achei o que procurava por um precinho camarada. Filhote perdeu muita roupa nos últimos meses. Usou bastante coisa tamanho 2, aproveitei até onde deu. Tem marcas, como Tyrol (que compro nas liquidações da vida), que usam modelagem grande e isso é ótimo, pois Gutão é um menino, digamos, "mignon". Mas agora não tá dando. Filhote tá crescendo e o guarda-roupa precisa acompanhar. Amanhã, aliás, preciso passar na fábrica que vende os uniformes da escola pra encomendar TUDO novo: moletom, calça, camisa manga longa, camiseta, short...Tá tudo pequeno, coitado. Tou prevendo a facada, mas não tem o que fazer. Prefiro assim: uma escola com uniforme -- melhor detoná-lo a usar as roupas "de casa" pra lambança.
Gutão já foi dormir. Tá debaixo do cobertor "de nuvem", fofinho e azulzinho, e enroscadinho na Pig. (A velha, que, pra 'não passar frio' tá toda enrolada em uma camisetinha que era dele quando bebê. A nova, filhote renegou. Hahahaha.) Eu tou indo deitar em seguida. O Rô foi jogar bola. O frio, parece, tá amenizando. Continua gelado, mas a alma vai reaquecendo. Semana passada, tive dias péssimos no trabalho. Tudo acontecendo ao mesmo tempo agora. Essa semana começou com mais alguns sustos. Mas hoje retomei minha fé e meu foco. Tenho aprendido, na marra, a ser resiliente e estou tentando entender os recados cifrados que a vida me dá. E a lição número um é: tudo tem seu tempo.
Nesse exato momento, é hora de descansar. Como Gutão gosta de me dizer antes de fechar os olhinhos, "boa noitinha".
posted by JULIANA DE MARI 11:20 PM
O mundo do Gutão
Gutão fala. Muito. E brinca. Muito. E cria histórias com contextos bem reais. É a nave que vai pra "Marte", é a moto que vai ultrapassar o sinal vermelho, é o bombeiro que vai salvar alguém. Não é dado a fantasiar por fantasiar, no sentido de criar histórias sem pé nem cabeça. As histórias dele têm "roteiro" bem construído, sabe? É curioso ver como a cabecinha dele funciona e é curioso também perceber que não há duas crianças (pra não dizer, duas pessoas) iguais no mundo. Tenho filhos de amigas que são o exato oposto do meu: o que curtem é criar histórias de cavaleiros, de castelos, de um mundo "paralelo". Gutão, não. Gutão é real. Reproduz o mundo real em suas brincadeiras. E brinca muuuuuuuito. E gosta de brincar falando. Conta o que vai fazer, quem vai encontrar, reproduz sons, troca de voz pra dar vez a seus bonequinhos, enche a casa com seus sons. Eu fico lá na cama, em meus dez minutinhos diários a mais antes de levantar pela manhã, e só ouço Gutão matraqueando. É meu momentinho de paz diário. Dou risada sozinha e já acordo um tantinho mais feliz.
Gutão fala. E diz cada uma que nos arranca risadas. Deu de usar umas expressões mui engraçadas pra reforçar seus argumentos. Do tipo: "além disso", "eu já disse que blablablá", "escuta uma coisa" e por aí vai. Também tá com fixação pelos números. Já os reconhece e pergunta, a toda hora, quanto é dois mais quatro, ou três mais cinco. Não no sentido de soma. Quer saber qual é o número que dá quando juntamos "três e um" junto, sabe? E aprendeu a contar até 20 agora. Só que, toda vez, enfia um 40 depois do 12, não tem jeito! hahaaaaaaa
Filhote também tem oscilado em relação ao humor. Tem dias que assume que está com a pá virada e diz: "Acordei mal humorado hoje". E aí, sai de perto porque o bichinho fica realmente um limãozinho de tão azedo. É coerente, esse meu filho. Diz o que sente e age de acordo com isso! Tem dias, por sua vez, que sai dizendo aos quatro ventos que acordou feliz. Aí, é aquela alegria. Um termômetro pra saber o quanto ele está bem ou mal humorado no dia é o tanto que ele fala quando ele acorda. Aliás, Gutão assumiu de vez que adora acordar cedo. Diz assim: "Eu adooooooro acordar cedíssimo". Putz, é no superlativo!! Tou ferrada! :) Falando sério, filhote tem uma energia impressionante. Seu novo slogan é: "Mamãe eu sou muito energioso". Acho que herdou do pai, só pode ser. Eu sou preguiçosa (no bom sentido, vejam bem!) assumida. E sou vespertina. Adoro minha cama, adoro dormir, não sinto culpa alguma de passar 10 horas no meu cantinho quentinho e não sinto mesmo necessidade de estar em movimento o tempo inteiro. Minha maior necessidade e minha maior atividade não é física, é mental. Mentalmente, não páro um só minuto. Penso, repenso, reflito, analiso, racionalizo. Mas não sinto necessidade de fazer isso andando, por exemplo! Posso fazer isso tranquilamente esparramada na minha cama! hahahaahaaaa
Estou desenvolvendo uma nova tese a respeito das noites maldormidas do meu filho: Gutão, de tanta energia que tem, não dorme direito. Não desliga. Reproduz no sono o que vivenciou durante o dia. Ou o que não vivenciou. Pode ser prepotência de mãe, mas acho que sente minha falta, sim, durante o dia e que manifesta isso durante a noite...Conversei bastante com a minha querida Rê Quintella (via messenger, porque pessoalmente nossas "agendas" andam complicadas) sobre isso, o caos "noturno". E ela me recomendou algumas ações que resolvi acatar. Anteontem dormi com filhote no quarto dele. Ele na cama dele, eu na bicama. Logicamente, Gutão amou a idéia. Tanto que não quis ficar na cama dele. Quis dormir "bem juntinho de você, mamãe". Amei, claro. Mas isso significou uma noite do cão, porque filhote dorme se esticando todo, chutando o lençol, resmungando, pelamordedeus. Quanta agitação! A certa altura da madrugada, num momento em que ele abriu os olhinhos pra pedir não sei o que, eu avisei que ia pular pra cama dele porque, assim, nós dois iríamos dormir melhor. Ele abraçou a Pig e me deu um "boa noitinha" como quem diz "vai lá, mãe."
Ontem, levei filhote pra trabalhar comigo. Passou umas três horas na Redação e virou o centro das atenções. Jogou bola, ganhou balinhas, desenhou, deu beijo nas meninas e etc etc. Pena que eu mesma não consegui dar tanta atenção pra ele. Essa foi uma semana de cão pra mim no trabalho e a sexta continuou trazendo problemas...Mas Gutão curtiu estar com os jornalistas. Trouxe ele pra casa na hora do almoço, comemos juntos e voltei pra trabalhar mais leve. À noite, foi a vez do Rô sugerir que Gutão dormisse comigo, só que na nossa queen size, hahhaaaaaaa. O Rô dormiu na cama do moleque e nós dois entramos debaixo das cobertas quase onze da noite (tem isso também, filhote não se entrega cedo, ai, ai, ai!). Filhote fez questão de dormir bem grudadinho em mim, dividindo travesseiro, e, mais uma vez, eu dormi tortinha da silva. Acordava a todo instante pra "desentortar" o moleque, tirar um pé que pressionava minha barriga, arrumar o lençol do figura...Mas valeu. Gutão acordou feliz. E vamos nessa, tentando de tudo um pouco pra ver se ele descobre que dormir é bom. O próximo passo é consultar o tal antroposófico ou um homeopata que receite um "equilibrador" das energias. Pra família.
posted by JULIANA DE MARI 1:51 PM
Vem mais por aí?
E segue a chuva em São Paulo. E a TV mostra que um pedaço da cabeceira da pista de Congonhas está prestes a desmoronar. E parece que a água que deveria ser devidamente drenada da pista acaba drenando é o barranco e o muro de contenção que separa o aeroporto da avenida Washington Luís. Alguém ainda tem dúvida de que esse aeroporto TEM que ser interditado?
Gente, vamos aderir ao boicote. Agora, até os pilotos da TAM e da Gol não querem mais descer em Congonhas. Por favor, que nós não percamos o direito à indignação. Nossos filhos MERECEM um país melhor. Nossos filhos MERECEM pais minimamente ativos. Nossos filhos MERECEM um futuro baseado no valor primordial: o valor que a VIDA tem.
posted by JULIANA DE MARI 6:18 PM
Férias corridas
Gutão tá de férias. Passou duas semanas indo pro "curso de férias" da escola durante as manhãs. Agora, nas duas últimas semanas do mês, achamos por bem deixá-lo em casa. Foi legal que minha mãe ficou aqui alguns dias (três semanas com volta pra Recife na terça via Cumbica, graças a Deus!) e pode curtir um bocado o meninão. Aliás, Gutão deu uma canseira boa na vovó Ju! Tinha dias que eu chegava em casa à noite e estavam os dois "treinando" futebol na sala. :)
Quinta passada, Gutão recebeu uma amiguinha de sua turma em casa, a Ana Beatriz. Foi ele que escolheu convidá-la. Nós tentamos ligar pra outra amiga, a Kailani, a predileta, mas ela tava viajando. Aí, Gutão pediu a "Aninha", que veio com a mãe e passou a tarde encantada com os brinquedos do filhote. Sim, porque aqui tem carro e ferramenta pra tudo quanto é lado, né? E ela, a menininha, é dada a fantasias de princesa e bonecas, nunca tinha visto tanto carrinho de uma vez só! Mas uma coisa meu menino e aquela menina têm em comum: o gosto pelas histórias. Diz minha mãe que ela ficou impressionada com o tanto de livrinhos que Gutão tem. E que, juntos, eles olharam vários, que legal. Acho tão bacana essa coisa de receber os amigos do meu filho. Sei que ele é criança ainda, mas acho que é de pequeno que a gente fomenta essa "abertura". É de pequeno que a gente mostra que a nossa casa é território de encontro e que as portas vão estar sempre abertas pros nossos amigos.
Fico é um pouco triste de não estar de férias junto com Gutão (vou tirar duas semanas em outubro pra ir com ele pra Recife: batizado e um aninho da Bruninha!). Queria curtir mais meu filhote...Ele tá crescendo tão rápido e, às vezes, me bate a sensação de que não estou vivendo tudo o que poderia com ele, sabe? Culpa moderna ou culpa clássica? Acho que toda mãe tem dessas, não tem jeito. Tudo bem, tudo bem. O Rô pediu um final de semana na praia de presente de aniversário e, em 15 dias, se o tempo ajudar, estaremos curtindo juntos o barulho do mar e aquela calma que só a beira da praia nos traz.
Essa semana também vou levar Gutão no trabalho pra passar uma manhã comigo. Ele gosta tanto de ver "os jornalistas". Sexta passada, filhote foi no trabalho do Rô. Passou parte da manhã e da tarde por lá. Eles fizeram uma espécie de "team building" só com os filhos do pessoal da equipe, super idéia. Nem preciso dizer que Gutão saiu de casa excitadíssimo e amou estar lá, no trabalho do pai, cheio de amiguinhos, cheio de novidades, né? Filhote tem seus ataques de mau humor (quando diz que não quer ver ninguém, não quer falar com ninguém), mas é coisa de cinco minutos. Na maior parte do tempo, Gutão é um serzinho falante e sociável. E isso facilita um bocado a nossa vida de pais, viu? Porque "carregamos" filhote pra tudo quanto é lugar, e desde que ele era nenezinho, junto com a gente. Não tem essa de território proibido. Gutão sabe se comportar, curte nossos passeios, respeita nossos "combinados" e só começa mesmo a dar trabalho quando tá com sono -- ou quando alguma criança vem mexer nas coisas dele sem permissão -- ou seja, birras absolutamente normais para uma criança da idade dele! Eu vejo algumas amigas que não levam os filhos a restaurantes com medo da bagunça, não levam na casa dos amigos com medo da bagunça...Sei não, acho que aí quem tem mais problema que a criança são os pais. Dá trabalho educar, dar limite, ensinar, ensinar, ensinar...
Tenho pela frente mais uma semana bem corrida, de reuniões e decisões importantes. Mas tem Gutão em perspectiva. E tem essa alegria, essa risada que enche a casa quando vê o Dito, do DVD do Cocoricó (o novo, ótimo!), dizendo que o Feito tem cabeça de abóbora! hahahaaaa É essa imagem que levo comigo todos os dias: o sorrisão grandão do meu Gutão.
PS: Minha indignação em relação ao desastre de Congonhas continua. Cada vez que penso que era uma tragédia evitável, ai, me dá uma raiva desses políticos...Tá, todo mundo tem sua hora, mas aquela não parecia ser a hora daquelas 200 pessoas...Se houvesse recuo na pista, se houvesse o tal do grooving pra escoar água da chuva, se houvesse estrutura, o desastre, provavelmente, não teria acontecido...Bom, recomendo o site do IDEC - Instituto de Defesa do Consumidor. Tem lá um abaixo-assinado, um boicote oficial ao aeroporto mais perigoso do Brasil. Eu e minha família não voamos mais pela TAM nem usamos mais Congonhas. É a nossa parte, é pequena, mas se todo mundo tomar uma atitude assim, o efeito dominó acontece.
posted by JULIANA DE MARI 6:19 PM
IndigNação
A tragédia estava anunciada: só não se sabia a data, a hora e quem seriam as vítimas. Mas era certo que uma desgraça ia acontecer naquela pista horrorosa de Congonhas. Se era certo pra mim, que sou leiga em aviação, será que não era um risco, digamos, "pressentido" pelas autoridades? Que jeito é esse de governar? Que falta de responsabilidade é essa? Por que é mesmo que priorizaram o conforto, o saguão bonito, o estacionamento novo, em detrimento da segurança? Quem foi que aprovou esse absurdo? E cadê o presidente?????????? Cadê as autoridades? O que vão dizer agora, hein? Cachorro na pista? Erro do piloto? Ouvi essa baboseira no rádio hoje pela manhã, são as possíveis causas do acidente na versão do governo...Pelamordedeus!!!! Quando é que os brasileiros vão se indignar de verdade?????????? Parece que estão todos anestesiados, socorro.
Eu estou indignada. Estou chocada. Estou triste por essas famílias que perderam entes queridos dessa forma estúpida. Por que não é que o avião caiu, deu problema no motor, bateu em outro enquanto voava...Tudo isso é uma merda igual, mas é "quase" acaso (em tempos de apagão aéreo, eu não sei mais o que é azar e o que é descuido...). A pista com defeito é fato. Há semanas vemos aviões derrapando, embicando, arremetendo, seja lá qual é o melhor termo pra dizer isso: pilotos tentando se livrar de um acidente fatal. E deu no que deu ontem. Nessa dor que dói na gente só de pensar...
Eu não tenho medo de avião. Nunca tive. Adoro voar. Adoro viajar. Mas detesto aeroporto. Detesto fila de check-in. E tenho medo de morrer...Hoje, eu tenho medo do que pode nos acontecer, assim, por falta de um cuidado que deveria ser premissa das autoridades: segurança, segurança, segurança. Me arrepio de pensar que o Gabriel, um repórter nosso que estava voltando de Belém, era o próximo avião a descer depois do AirBus da TAM. O dele estava com trem de pouso preparado e teve que subir novamente pra não correr o risco de ser mais um na fila da tragédia...
Semana passada, sonhei que via, da janela da casa dos meus pais em Recife, um avião caindo, se partindo em dois, pegando fogo...Lembrei disso ontem, de repente, ao ver as imagens do galpão da TAM em chamas...Não que uma coisa tenha a ver com outra, mas já rezei muuuuuuuuuuito.
Eu acredito que o Brasil tem salvação. Eu acredito que meu filho pode viver um mundo minimamente melhor (Deus permita). Mas é o povo que pode mudar a situação. É cada um. Somos nós. É preciso se indignar, é preciso cobrar, é preciso pensar mil vezes antes de não votar ou de votar por votar nas próximas eleições...Quero só ver como essa tragédia vai ser tratada daqui por diante, inclusive pela imprensa. Há que fazer como o Boechat, no rádio, hoje pela manhã: bradar a indignação, deixar vir a dor por esse descaso com a vida. E se a pista não é interditada por uma decisão responsável das autoridades, vamos, nós, boicotar Congonhas!!!!!!! Vamos, nós, fazer pressão (e essa pressão, a "financeira" eles entendem) nas companhias aéreas, no governo, na Infraero, no diabo a quatro. Lá em casa, de agora em diante, só Cumbica.
Gutão, meu filho, tem horas que as coisas ficam mesmo difíceis...Tem horas em que é a gente lá, sofrendo com aquela mãe, arrasada no saguão do aeroporto, chorando a morte dos dois filhos, de uma vez só...Mas há que se ter fé. Há que se ter esperança. Há que acreditar que uma desgraça dessas acontece pra ensinar alguma coisa (e que pensar nos riscos, de qualquer ação que seja, nunca é demais). Ah, meu filho tão amado, não deixe, jamais, de acreditar que pode ser diferente. Que você pode fazer diferente. E vamos viver.
posted by JULIANA DE MARI 2:48 PM
Pra vida
Foi quarta à noite o nosso "grande encontro": eu, Mic e Rês -- a Quintela e a Azevedo. A Rê, de Sampa, mãe do Theo, foi a primeira a chegar. Tá tão bonita, minha amiga, de cabelo novo e corpitcho esculpido no Pilates! Conversamos um tantinho e logo chegaram as convidadas ilustres. A Mic, falante e alegre, como sempre. Trouxe um livro de presente pro Gutão (que capotou às 8h da noite e, infelizmente, não participou da noitada). A Rê, tão querida, me deu um abraço gostoso e entrou em casa trazendo sorrisos e uma caixa de chocolate. O Junior, uma simpatia de mineiro, veio junto e deu pra ver que eles realmente são grandes companheiros, carinhosos um com o outro, com muita história pra contar. Eu os recebi com uma emoção de criança, sabe assim? De tão emocionada, fiquei ainda mais, digamos, desastrada do que já sou normalmente. Coloquei prato e talher a menos na mesa, deixei o Junior sem copo na hora do brinde e não parei de espirrar, hahahahahaa. Esfriou pra caramba e eu tive um ataque de rinite como há anos não me lembrava. Foram uns 200 espirros no dia, sem brincadeira. O resultado de tanto espirro é que tive uma crise de sinusite aguda ontem (sexta) e fui parar no hospital com uma dor horrível...Hoje, sábado, estou me recuperando. Parei de espirrar, mas sobrou uma dor de cabeça e uma pressão no rosto daquelas, ui.
Bom, conversamos um monte, comemos pizza e torta (de limão e de chocolate, que a Rê Quintela, generosamente, nos trouxe!), demos boas risadas, nos emocionamos, falamos da vida, dos nossos filhos, dos nossos pais...e tiramos váaaarias fotos divertidas!! O Junior foi o fotógrafo oficial do "evento". E foi também um santo: ouviu nossa tagarelice com uma calma impressionante! Tagarelamos tanto que nem vimos o tempo passar. Quase duas da manhã e ainda estávamos fazendo caras e bocas pras fotos! O quarteto tava tão animado que rolou até clique no estilo "as panteras"!!!
Nem preciso dizer que fui dormir feliz, feliz. Plena com essa amizade que só me faz melhor. E parece que a gente já se conhece há tempos, de verdade. A Mic é "minha amiga de infância". Como essa figura consegue nos deixar à vontade, impressionante. Tem uma energia e uma alegria contagiantes. A Rê Quintela me transmite uma paz e uma verdade que eu não sei explicar. É atriz, mas não vive um personagem. Tem lá seus dilemas, sofre, sim, mas vai atrás das respostas que procura. E eu gosto disso. E a Rê Azevedo, ah, essa é feita de amor -- e de uma vasta cabeleira de um preto lindo. Tá vivendo um momento tão, mas tão difícil, mas ainda consegue sorrir aquele sorriso meigo que faz a gente querer sorrir junto, sabe? É intensa e tranquila, ao mesmo tempo. E tem um brilho nos olhos, uma luzinha lá no fundo que me diz que vai buscar o tempo dela e vai ganhar serenidade. Vai, sim.
Se eu contar por aí que, balzaca que sou, fiz amigas assim, tão queridas, via internet, vão duvidar. Mas eu fiz. E eu sei que a Mic e as Rês não apareceram na minha vida por acaso. Cada uma traz uma história junto, uma porçãozinha de superações, uma porçãozona de alegrias. E eu, que estou empenhada em entender os sinais, vou aprendendo mais um pouquinho -- e de tudo um pouco -- com elas.
Mic e Rês: voltem sempre, que a casa é sua!
(Rê Quintela, vamos repetir a dose da tagarelice em dupla, hein? Estamos tão pertinho uma da outra que merecemosnos encontrar mais!!)
posted by JULIANA DE MARI 5:13 PM
O que vem por aí
O Rô não conseguiu embarcar pro Panamá, infelizmente. Por causa da vacina atrasada, perdeu o vôo, entrou em lista de espera e a reserva dele acabou "caindo". Um saco. Ele enfrentou duas madrugadas na beira do check-in, torcendo por uma vaga, mas não rolou. Ficou frustrado, triste mesmo. E nós também. Quando viu o pai em casa mais uma vez, depois de uma despedida muito calorosa na hora de dormir, Gutão não entendeu nada e perguntou: "Quando é que o papai vai conseguir embarcar, mãe?". Tadinhos. Bom, não rolou as férias dos sonhos, mas hoje cedinho o Rô embarcou pra Floripa. Diz que vai ter ondas maiores e melhores que no Panamá. Viva! Foi lá curtir o tio Bru e um friozinho bom. Vai ver era pra ser assim. Sei lá, eu tento respeitar esses sinais que a vida nos dá e tou entendendo que não era mesmo pro Rô fazer essa viagem pra fora agora. Sábado ele volta, certamente mais descansado e mais feliz (nada como boas ondas pra alegrar um coração surfista!).
Nós aqui aproveitamos bem o feriadão. Ontem fomos, eu, Gutão e vovó Ju, ver o Ratatouille. Que filme delicioso!! A história é linda, educativa, cheia de mensagens legais pras crianças. O ratinho Remí é uma simpatia e dá gosto ver como ele curte cozinhar. O problema é que, depois do baldão de pipoca na sessão, a gente ainda sai morrendo de fome de tanto ver temperos, imaginar os sabores, as texturas, huuuuuuuum!!! Gutão curtiu bastante o filme. Pediu pra fazer xixi duas vezes, comeu pipoca com suco e ganhou um ratinho de brinde. Voltamos pra almoçar feijoada em casa (olha aí o efeito do filme!) na companhia de Beta Queiroz e do querido Lucas, de dez meses, filho do meu amigão Teco, de Recife. Figurinha, o moleque. Do alto de seus dez meses, acha que já pode andar e faz de tudo pra se equilibrar sozinho nas coisas. Uma agilidade impressionante. Gutão não passou pela fase de engatinhar. Na verdade, passou, sim, mas era de ré! Uma vez, lembro que entrou embaixo do sofá de ré e quem disse que conseguia ir pra frente pra sair de lá? Tadinho, chorou tanto!!! :)
Dá uma saudadinha boa dessa fase das primeiras tentativas, das primeiras descobertas...Falando nisso, Gutão, toda vez, diz que quer um irmãozinho e uma irmãzinha. E eu fiquei pensando que, se ele estiver pressentindo alguma coisa, vem gêmeos por aí! hahhaaahhaa Que nada, brincadeira!! Dizem que gêmeos são herança de mãe e eu não tenho gêmeos na minha família (embora o Rô tenha na dele). E nem estou torcendo por isso, hein, meu santinho?! Lá pra setembro vamos abrir novamente as "encomendas". No início do ano, (nem contei aqui direito porque ainda estava processando o que aconteceu) eu engravidei. Mas tive uma gravidez anembrionária, "ovo cego", como os médicos chamam. Só tivemos certeza do diagnóstico perto da oitava semana, quando confirmei em ultrasom que o embrião não se desenvolveu. Antes, a suspeita era de gravidez tubária -- e eu sofri um bocado até o diagnóstico definitivo, que veio depois de umas quatro avaliações (porque, se fosse mesmo, implicaria em tirar uma trompa...). Bom, simplificando a situação: eu fiquei grávida porque houve a fecundação, mas não houve a geração de um bebê. Só a formação do saco gestacional. Um acidente. Nada a ver com genética. Acontece e aconteceu com a gente. Chato pra caramba. Até porque tive que esperar pra ver se acontecia uma expulsão natural do saco gestacional, não aconteceu e tive que encarar hospital e tal e coisa. Mas, enfim, passou. E eu já começo a me sentir pronta pra tentar outra vez. E isso é bom!!
Hoje, segunda, feriado em Sampa, Gutão brincou com a vovó pela manhã, enquanto eu dormi um tantinho mais. Depois do almoço, fomos visitar o tio Julinho e a tia Ana, irmãos da minha mãe que moram juntos. A tia Corina, a dos cabelos vermelhos!, se juntou a nós e tivemos uma tarde gostosa, com direito a bolo de limão, brigadeiro e um cafezinho pra lá de bom. Gutão ainda teve a sorte de encontrar um amigo mais velho, de seis anos, vizinho do tio Julinho, e brincou até não poder mais com o menino. Voltamos pra casa de metrô, uma aventura pra filhote! Agora são sete e meia e Gutão, depois de comer melancia e tomar um copão de leite, acaba de "tatuar" a perna inteirinha com caneta. Vai encarar um banho básico e capotar daqui a pouco, imagino. Já anunciou que tá com sono e precisa "acordar cedo pra ir pro Texas" (ouviu isso no DVD do Backyardigans!). Eu acho que, antes de dormir, vou aproveitar pra dar uma arrumada no meu guarda-roupa. Hora estranha pra fazer isso? É, mas é a única em que eu consigo me concentrar sem interrupções de um motoqueiro maluquinho que invade meu quarto, dando cavalinho de pau e dizendo que está correndo a "500 por hora"!!!!!
posted by JULIANA DE MARI 7:37 PM
Hein?
"O que é que tem dentro do dente?"
"Por que a água do mar é salgada?"
Duas perguntinhas báaaaasicas que Gutão fez ao Rô hoje. E que o levaram a procurar resposta na internet pra explicar direitinho pro menino. Tempos modernos, pais modernos! Eu fico pasma com essa curiosidade das crianças e essa capacidade de querer saber de coisas tão, mas tão específicas. Acompanho Gutão porque é ele quem está aqui do meu lado, mas imagino que quase todos os serzinhos dessa faixa etária façam perguntas igualmente engraçadas e desconcertantes para os adultos que estão por perto. Fico pensando que, à medida em que a gente cresce, vai inibindo essa "competência" de perguntar, que vem no nosso chip e que vai atrofiando por falta de uso, estímulo, ou seja lá o que for. E hoje é tão essencial saber fazer as perguntas certas. Tem até consultores que defendem que, nos primeiros 100 dias em uma nova função, em um novo emprego, você deve perguntar tudo aquilo que passar pela cabeça. Bacana. Mas por que é mesmo que tem que ter prazo pra parar de perguntar? Acho que é por quê perguntar incomoda. Quem recebe a questão tem que pensar na resposta. Se não a tem, tem que fazer como o Rô e correr atrás, pesquisar, se informar. E não é todo mundo que tá disposto a sair da inércia e ampliar seu conhecimento -- e o do outro, né?
Acho que deveria estar entre os deveres dos pais e os direitos dos filhos essa coisas de perguntar. O filho pergunta, os pais respondem. Tem horas que nós, pais, vamos ter que dizer não sei -- e assumir, humanamente, que nem sempre a gente tem resposta pra tudo nessa vida. Não existe super homem, nem super mulher. Nem tudo é perfeito. Vai ter hora em que o filho vai jogar pergunta cabeluda e vai ser preciso delicadeza na resposta. E vai jogar pergunta que a gente não queria jamais ouvir, e o pior, nessas horas, acho eu, é fingir que não ouviu...E vai ter um momento em que as perguntas vão ser da gente, os pais. Onde você andou? Com quem estava? Que horas volta? Esse filme passa em toda e qualquer família, né? E é um exercício aprender a fazer perguntas sem ferir o outro, sem invadir, sem parecer superproteção, controle e por aí vai. Como fazer a pergunta certa no tom certo? Não tenho essa resposta. Só tentando, tentando e tentando, como tenho dito pra Gutão! (aliás, será que os pais desses jovens delinquentes que andam espancando pessoas na rua faziam perguntas pra esses filhos? Será que se interessavam em saber onde estavam, com quem andavam, o que pretendiam fazer? Ah, diálogo faz diferença, sim. Nem tudo é culpa dos pais, mas muita coisa, nesses casos, é, sim. Dizer que o filho que agrediu à toa uma mulher, covardemente, imbuído da falsa coragem que o grupo dá, tem caráter é dar a pior resposta possível nessa situação)
Eu gosto de fazer perguntas. Boto pra fora menos do que deveria -- ainda. Mas tenho feito cada vez mais. E cada vez mais simples, do gênero "por que, pra que e como". Perguntas pra mim mesma (putz, essas são infinitas!) e perguntas pros outros. Tem gente que sai defendendo coisas, especialmente no trabalho, e quanto mais por que e pra que você vai colocando na frente, menos a pessoa consegue concatenar as idéias, já reparou? Funciona em casa também, logicamente. Funciona com Gutão. Mas não muito!!! :)
Hoje fomos na pracinha da "Dinda", a nova pracinha das nossas manhãs de sábado e domingo, perto da casa nova da Dani, e Gutão já chegou dizendo que não queria falar com ninguém, que não ia ser amigo de ninguém e que ia construir o prédio sozinho (ele sobe no trepa-trepa e coloca tijolos e janelas imaginários). Foi só ele chegar lá e uma menininha muito engraçadina, a Carol, da mesma idade dele, vir correndo pra fazer companhia no trepa-trepa. Coitada. Gutão fez um bico tão grande, mas tão grande! E ficou resmungando que não queria saber de falar com ela, que hoje tava com muita vergonha, que tava mal humorado e não sei o que mais e blablablá. Era a menina chegar, e ele sair de perto. E ele ia pro escorrego e ela ia atrás. E ele ia pra roda e ela ia também. E ele ia no balanço e ela corria na frente dele. Sem se alterar! Resiliente, essa mocinha! Até que Gutão voltou pro trepa-trepa, indignado, reclamando horrores da menina, e tal e coisa e eu comecei a dizer que a pracinha era de todos e que, se ele não tava afins, não precisava falar com a amiga, mas ela parecia estar muito afins de falar com ele. E aí, fui quebrando o gelo e perguntando se ele não queria ensinar pra ela como é que colocava as janelas do prédio e ele, enfim, e ainda muito bicudo, deu uma tarefa pra Carol: pintar as janelas! Mas hoje não teve jeito, não rolou interação. A menina tentou bravamente e fingiu sua pintura com muita dedicação, mas esse meu engenheiro preferiu encarnar o chefe carrasco e não reconheceu o trabalho dela. Pior: ficou brabo porque ela tava jogando umas folhinhas pra fingir que era tinta. Dizia que era folha, que era grama e que não era tinta de verdade! hahahaaaa
Bom, minha mãe assistiu tudo impressionada. De ver o quanto Gutão cresceu do aniversário pra cá. Ela chegou quinta-feira pra ficar com a gente duas semanas. Trouxe um DVD dos BackYardigans que Gutão já assistiu umas 50 vezes em três dias!!! O Rô saiu em férias ontem (surf trip pro Panamá) e volta domingo que vem. Quer dizer, ele foi, mas não embarcou ontem. Voltou pra casa, frustradérrimo...Vai tentar novamente na madrugada de hoje. Tudo por causa de uma vacina vencida (febre amarela) que o fez perder o vôo e entrar em fila de espera. Vamos rezar e torcer, muito, pra ele viajar e tirar sua semana do jeito que planejou. Boas ondas, meu amor, vai dar certo!!!
posted by JULIANA DE MARI 7:55 PM
Eu amo o que faço
Eu sempre quis ser jornalista. Na verdade, quando era bem pequena pensava em ser bailarina ou professora. Quando fiquei maiorzinha, no entanto, sempre soube que gostava mesmo era de escrever. Sempre tive diários. Sempre escrevi muito. Eu adoro palavras. Adoro palavras formando frases. Adoro conseguir expressar, por escrito, alguma coisa. Adoro traduzir para alguém o que só eu vi, senti, percebi de uma determinada situação. Acho mesmo fascinante esse tal de "texto".
Claro que pra ser jornalista você precisa de muito mais do que gostar de escrever (poetas também gostam!): precisa de um bom punhado de curiosidade, precisa gostar de conversar com as pessoas, de ouvir suas histórias, de ir atrás de um fiozinho de informação. Tem que gostar de uma certa tensão também. Entrevistar, de alguma forma, é tenso. Você não pode prever a resposta do entrevistado. Tem jornalista que tenta, viu? E formula a pergunta de um jeito que induz a resposta. Não sei o quanto é ético fazer assim...Em algumas situações e, dependendo do assunto, funciona, isso é verdade... E fechamento em jornal ou revista é sempre um momento tenso, por mais bacana que seja a equipe e por melhor que seja o ambiente. O tal deadline, a corda nos pescoço, vixe, como a gente trabalha sobre pressão! E é tenso igualmente manter a antena conectada com o leitor. Afinal, a gente escreve pro outro, né? Pra informar, pra orientar, pra alertar -- sempre um outro.
Tudo isso pra dizer que estou em fechamento nesse exato momento (nesse exato momento, estou naquele hiato entre uma e outra matéria pr'eu aprovar e liberar pra gráfica). E que ontem não peguei Gutão acordado quando cheguei. E nem vou pegar hoje. Vou dar o beijinho de boa-noite com filhote já capotado. E hoje pela manhã, depois que ele saiu pro curso de férias na escola, eu deixei um desenho pra ele. Fiz um foguete, a lua, uma árvore cheia de maçãs e um carro. Tudo que ele mais gosta! E ele me contou, ao telefone agora à noite, que adorou o foguete. Tá numas de que é astronauta, sabe? Vai ser bom sentir o cheirinho dele enchendo a casa de paz quando eu chegar lá depois das onze...
Fato é que tenho trabalhado mais do que o habitual com a promoção. E, às vezes, bate a culpa por não estar lá com Gutão em nosso momento tão precioso de toda noite. Mas eu espanto logo essa culpa por quê eu amo o que faço, eu sou feliz na profissão que escolhi e estou feliz em meu atual momento de carreira -- mesmo com todos os poréns, com todo o cansaço e tal e coisa. E eu quero que ele saiba disso: que tem uma mãe realizada na profissão e que trabalhar cansa, mas não pode ser um fardo. Se é, tem alguma coisa errada.
Filhote vai sempre saber que fui eu que escolhi esse meu caminho. E só eu sei o que já tive que me superar pra ser uma jornalista melhor. Eu espantei a timidez no segundo ano da faculdade e encarei estágio em um grande jornal em Recife. No primeiro dia, fiquei com tanto medo, que tive uma dor de barriga e não fui. E minha mãe teve que ligar pro chefe pra explicar. Surreal!! Eu morria de vergonha de falar no telefone com alguém do meu lado, imagine! Mas encarei, fui indo, aos pouquinhos fui aprendendo, e fui crescendo. E fui atrás de aprender a escrever cada vez melhor -- e de ter cada vez mais boas histórias pra contar. Não tenho muito tesão em ser repórter de rua, mas adoro editar, "arrumar" textos. Tenho muito gosto em ler uma matéria bem apurada, uma história bem contada. E tenho muita confiança de que, na revista que dirijo hoje, nós temos uma missão muito bacana que é ajudar as pessoas a ser melhor no trabalho. Todos queremos, não é mesmo?
Em casa, somos dois jornalistas e há palavras por todos os lados. E há muita curiosidade, e muitos assuntos diferentes, e muita conversa sobre tudo. Espero que Gutão se alimente desse ambiente pra, mais tarde, fazer sua própria escolha profissional. Antes disso, tomara que nossas palavras, de alguma forma, sirvam pra potencializar os dons que ele já demonstra que tem. Eu acho que ele vai ser um gurizinho muito bom com música. Ele gosta de "tocar" violão e gosta muuito de dançar. E cantar também. E acho que ele vai curtir fazer esportes. Filhote joga bola super bem, sério! E gosta de ler, de ouvir palavras, histórias. Isso me encanta. E gosta de ver. É super visual. Gosta de cores, percebe os formatos, guarda os detalhes. O último relatório da escola, aliás, dizia que ele tem uma memória espantosa. Até a professora fica surpresa com o tanto que ele lembra das coisas...E dizia também que ele demonstra características de liderança. Que gosta de brincar com os amiguinhos, mas sempre distribui os papéis! hahahaaaaa
Ai, ai, filhote. Tou aqui pensando em como foi que virei jornalista (e tudo começou por quê eu gosto mesmo de escrever) e já comecei a viajar pensando no que vai ser o mundo pra você. Só sei de uma coisa: eu torço muuuuuuuuuuito pra você ser feliz. Pra sustentar suas escolhas mesmo quando estiver sob pressão.
Aliás, falta meia hora pro prazo de gráfica estourar. Deixa eu ir lá cobrar a última matéria na revisão! :)
posted by JULIANA DE MARI 10:58 PM
"Eu não quero ir pra tão longe"
Gutão melhorou da otite. Deve ser a atuação do antibiótico, aquele de gosto horrível que ofereço com uma colherada de leite-moça. Filhote passou o final de semana cheio de alegria, correndo, brincando, me enchendo de abraços. Anda meio disposto a uma troca de socos e tabefes, coisa das "brincadeiras" que faz com o pai, e sempre que passa do limite, vai pro castigo. Senta no pufe com olhos cheios de lágrimas e já pedindo desculpas. Mas fica lá seus três minutos e só sai depois de pedir as devidas desculpas.
Sexta à noite, o pessoal da Redação veio aqui em casa pra comer um "dogão" e cantar meus parabéns. Foi divertido, um monte de gente enfeitando a casa. Gutão, como eu, ficou feliz. Recebeu as pessoas meio acabrunhado, se enroscando na minha perna e dizendo que tava tímido, mas bastaram cinco minutos pra ele descontrair. Jogou bola na sala com os meninos, viu Nemo com o filho da secretária, comeu bolo de chocolate até se fartar e foi dormir perto da uma da matina. Meu maior presente, sem dúvida alguma.
Ontem o Rô me deu um almoço especial de presente. A babá veio ficar com Gutão e nós passamos muito bem no Eñe, um espanhol maravilhoso, no Itaim. Pedimos o menu degustação, eu tomei uma taça de champagne e o Rô, de vinho. Passamos umas três horas lá e eu sai uns dois quilos mais gorda, com certeza!!! Chegando em casa, descansei um pouco, enquanto Gutão e o pai assistiram ao jogo do Grêmio na TV. Terminamos o dia na livraria. Gutão ganhou um kit-pintura, com um carro de corrida, e um livro do Charlie e Lola que fala da embromação da menina na hora de dormir. Foi deitar cansadinho, cansadinho, mas acordou várias vezes na madrugada, me chamando e pedindo pr'eu cobrir. Ai, que vai ser tão bom quando ele aprender -- ou aceitar -- se cobrir sozinho...
Hoje foi dia de passeio na praça. Fomos na praça "redonda", perto da casa nova dos dindos do Gutão, que já estavam lá nos esperando com o Miguel e a Nina. Tava um dia de sol gostoso, friozinho só na sombra. Filhote brincou um bocado no trepa-trepa. Sobe lá e diz que tá construindo um prédio. E não sobe lá no topo porque, diz, "tem um pouco de medo". Voltamos pra casa perto das duas, almoçamos caseiramente e, enquanto o programa dos dois era futebol outra vez, eu devorei mais algumas páginas do livro que a Mic me deu (tou adorando, Mic!!) e descansei um tantinho. Quando acordei, hora do banho do fiihote e de receber a Alê, minha amiga querida, que tá indo morar na Noruega. Embarca na terça-feira e veio se despedir. Vai para uma temporada de três anos por lá, trabalhar numa ONG e viajar pelo mundo. Corajosa, essa minha amiga. Trouxe de presente pro Gutão uma Pig novinha. Disse que era o "Pigo", o irmão gêmeo da Pig, hahahaaa. Vendo o bichinho novo, todo amarelão, é que a gente percebe o quanto essa Pig já "viveu" com Gutão. Sensação boa essa. De que filhote já tem história pra contar, pra lembrar, pra nos emocionar.
Antes da Alê ir embora, pegamos um mapa-mundi que o Rô deu de presente pra Gutão esses dias e mostramos pra ele onde fica a Noruega. Mostramos que é bem longe do Brasil, um país pequenininho, perto do "país gelado" dos pinguins. Aí, a Alê perguntou se Gutão ia visitar ela por lá. E filhote, emburrado, largou um: "Eu não quero ir tão longe". Eu falei que a gente ia de avião, passeava, e depois voltava pra casa. E ele continuou: "Mas eu não quero ficar tão longe do Brasil". Patriotérrimo, fala sério!!!! :) A Alê saiu com o mapa debaixo do braço. Gutão, por sugestão nossa, deu de presente pra ela. Desenhou um carro, "escreveu" alguma coisa, e me pediu pra escrever "carro do Gutão". A Alê disse que vai pendurar na parede da casa nova e mandar uma foto pra ele ver. Vai ajudar a matar as saudades.
Olhando aquele mapão com Gutão, vi que o mundo é tão grande e tão cheio de possibilidades. E me passou pela cabeça o pensamento clássico: "Por onde será que filhote vai andar quando crescer?". Peço a Deus que nos dê saúde para muitas aventuras juntos ainda. E nem precisa ser lá no Japão, não. O mundo do lado de fora da nossa casa, ali do ladinho, na esquina, oferece o bonito e o feio, o curioso e o chocante, a pobreza e a riqueza. É saber ver e "ler" as diferenças. Eu e o Rô tentamos exercitar nossos olhos da melhor maneira possível pra manter acesa essa chama da curiosidade. Gutão nos acompanha muito bem. E mesmo não querendo ir tão longe, confia e vai. Gosta do que conhece, mas logo se anima com o que está por descobrir. É isso aí, meu filho. É tentar, tentar e tentar outra vez, lembra? Assim que a gente aprende. E assim que a gente vai mais longe do que um avião pode nos levar.
posted by JULIANA DE MARI 10:26 PM
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Chegou meu aniversário. Mais um ano completo, mais um ciclo de aprendizado, tantas coisas boas na vida. Obrigada, meu Deus.
Obrigada, meninas, pelos recadinhos carinhosos e por toda energia positiva que vocês nos transmitem mesmo à distância.
O 29 de junho começou estranho. Meia-noite e Gutão voltando do hospital outra vez. Filhote teve um ataque de choro à noitinha e, quando o Rô chegou em casa, foi direto com ele no Sabará. Eu estava trabalhando, fechamento da revista, complicado de sair...Bom, o diagnóstico não é nada legal. Gutão tá com otite, abcesso no ouvido direito. Pode ser consequência do quadro gripal forte da semana passada, mas pode não ter nada a ver com ele. O médico trocou o antibiótico e recomendou aquele kit que conhecemos de cor e salteado: inalação, sorine, tampãozinho no ouvido...
Fiquei bem triste com esse retorno da dor do ouvido. Primeiro porque é uma dor que dói muito...Gutão sofre, nós sofremos juntos. Segundo porque, depois da cirurgia, achei que ele estaria livre disso. Conversei com a otorrino agora pela manhã e ela me explicou que, antes, Gutão tinha problemas no ouvido médio, lá dentro, se é que me entendem. Esse abcesso de agora é externo, cobre a membrana do tímpano. Pode ser até que "estoure" e saia um pouco de pus...Ela me pediu pra não me apavorar (hahhaaaa) e só limpar por fora, se isso acontecer. Ok, ok, tudo sob controle!
O chato é que filhote tem que tomar um remédio de gosto péssimo. Horrível mesmo. Ontem, tadinho, tomou meio na marra. Hoje, misturei com leite moça pra ver se amenizava...É um truque me ensinaram uma vez lá no hospital mesmo. O bom é que Gutão tá feliz, brincando, sem febre, e, por agora, sem dor.
No mais, tirei a sexta de folga. Dormi um pouquinho além do habitual e vou no salão logo mais cuidar das mãos. Me sinto tão mais "limpa", e bonita mesmo, quando as mãos estão feitas, sei lá. Vou ficando velha e cheia de teorias, hahaaahhaaaa. Não me dei nenhum presente este ano. O maior é Gutão aqui, ao meu lado, felizinho, fazendo bagunça pela casa. O Rô me surpreendeu agora: atendendo a pedidos, me deu um microfone!!!!!! Adorei! Há anos peço um de presente. Adoro cantar e vai ser uma farra fazer dupla com Gutão no violão! :)
Ah, Mic, brigada pelo livro. Acertou em cheio. É o da vez. Te conto o que achei assim que terminar!
posted by JULIANA DE MARI 1:32 PM
Tempo, tempo, tempo
O Rô teve uma noite difícil, com febre, tosse, mal estar geral. Gutão teve tudo isso também, menos febre. E eu tive pequenos momentos de sono sobressaltado. Acordei hoje no pó da rabiola de tão cansada. E irritada, sem paciência alguma. Ah, não sou de ferro...Gutão parece que sabe quando tou chegando no limite porque a birra dele fica potencializada. É um tal de "não quero, não vou, não é assim" pra qualquer coisa. Quando acontecem esses ataques, eu tenho pergutado se o bichinho da chatice o mordeu. Ele, logicamente, responde, puto da vida, dizendo que "não"! Hoje perguntei se ele era o menino do contra. Ficou tão brabo, meu filhote! Acho que nem entende direito o que eu quero dizer, mas como sabe protestar!
Pra irritação não virar briga, descemos um pouco pra brincar, enquanto o Rô descansava. Gutão andou de motoca e nós jogamos bola. Só que tava sol e filhote ficou muito incomodado com a luz nos olhos. Nossa brincadeira, então, ficou restrita a um pedacinho de sombra. Subimos logo, na hora em que o almoço chegou. De barriguinha cheia, filhote pediu pra dormir um pouco. E dormiu até agora, quase seis da tarde. Eu também aproveitei pra descansar. Só o Rô, coitado, que teve uma tarde movimentada. Foi pro hospital checar esses sintomas e teve que tomar soro porque tava desidratado. Graças a Deus, não deu nada no Raio-X dele. É gripe forte mesmo, agravada por esse tempo seco, horrível.
Liguei agora pra otorrino do Gutão porque essa congestão dele não passa. Ela pediu pra trocar um dos medicamentos e explicou que o tempo seco realmente piora o quadro, fazendo as secreções ficarem mais grossas e, portanto, mais difíceis de serem expelidas. Disse pra ter paciência porque esse vírus tem levado uns bons cinco, seis dias pra começar a ceder. Ainda bem que a febre já foi. Tou olhando pela janela agora e avistando umas nuvens pretas no céu. Tomara que venha uma chuvinha (chuvinha, São Pedro, veja lá!) pra limpar um pouco essa cidade.
Falando nele, meu aniver canceriano é dia 29. Dia de festa de São Pedro no céu. Sempre chove no meu aniversário, aliás.
posted by JULIANA DE MARI 5:25 PM
O que vem depois?
A madrugada foi movimentada por aqui. A febre baixou, é verdade, mas a congestão e a tosse ficaram e Gutão, tadinho, não conseguiu dormir uma hora seguida sem se incomodar com esses sintomas tão chatos. Eu, então, melhor nem comentar. Só sei que foi um tal de inalação, remédio, chororô, irritação, massagem pra acalmar, tudo ao mesmo tempo agora. Quando acordou (melhor dizer, quando resolveu sair da cama, porque ele não dormiu praticamente), filhote tava sem febre, ufa. Mas tava com os olhos um tantinho inchados, como se tivesse passado a noite chorando, sabe? Tomou seu leitinho e comeu uma maçã e deitou no Futon do quarto da TV pra ver desenho. Aí, começou a reclamar que não conseguia ficar com os olhos abertos. Tremi na base pensando em conjuntivite, mas não é, não. Tou achando que esse quadro pode ser, na verdade, outra ite: sinusite...Bom, diante da reclamação, eu sugeri que ele ficasse com os olhos fechados e só ouvisse os desenhos e, pra minha supresa, Gutão aceitou -- e acabou caindo no sono, tadinho. Dormiu das nove às onze. Sorte é que a babá veio me dar uma força pela manhã e essas duas horinhas foram o exato tempo d'eu tomar um banho e descer pra fazer a mão (pequenos prazeres salvam mães à beira de um ataque de nervos...). E Gutão não foi pro arraial...
Na minha volta, filhote já tava mais animadinho. Almoçou um pratão, comeu frutinha outra vez e se animou pra dar uma caminhadinha comigo até o mini-supermercado aqui pertinho de casa (só subir a rua). Tava um dia bonito e eu achei que ia nos fazer bem sair um pouco, ver a "rua", mas nada de encontrar pessoas, passar o vírus adiante ou frequentar ambientes fechados. Fomos no super escolher umas guloseimas. Gutão pediu miojo (essa é boa!), que comeu dia desses e adorou, batom Garoto (que sempre vê na propaganda mas nunca tinha provado) e água de coco. Eu escolhi Amanditas (que o Rô adora), pão de cachorro-quente (hummm!) e iogurte com mel (misturado com Nesfit é meu café da manhã). Quase só besteira. Coisa de quem tem em perspectiva um final de semana "doença em casa", né? Ainda paramos na papelaria e filhote ganhou massinha de modelar e cola colorida. Agoniado que só ele, chegou em casa e já foi querendo fazer um monte de desenho novo pra sua galeria de arte (a parede da área de serviço). Lá pelas cinco, deitamos juntos pra uma sonequinha antes do Rô chegar.
E o Rô chegou. Baqueadíssimo. Olhos vermelhos, tossindo, febrão: quase 40. Tava tomando só Naldecon. Eu dei Novalgina. Ele comeu umas frutas, tomou um banho quente, trocou duas palavrinhas comigo e com o Gutão e foi dormir. Às oito da noite. Tá capotado na cama do Gutão. Achei melhor ficar com o pequeno na nossa cama, pra continuar monitorando na madrugada (até pq tem o remédio da meia-noite, ai, ai). Gutão foi dormir às nove. Já tava com aqueles olhinhos baixos outra vez, mas a temperatura (ainda) não subiu. Só a tosse e a congestão que estão brabas...Se os dois amanhecerem maus amanhã, a família vai ao hospital. Eu, por precaução, tou tomando Pharmaton, complexo vitamínico, pra ver se dá uma força na minha imunidade. Só me faltava pegar essa gripe agora...
Eita semaninha difícil. Eita inferno astral "gostosinho".
Falta pouco agora: contando com amanhã, seis dias pro meu aniversário.
posted by JULIANA DE MARI 10:16 PM
Mais uma
Foi mais uma noite insone. Gutão deitou com febrão e permaneceu assim boa parte da madrugada. Eu deitei do ladinho dele e não preguei o olho até dar meia-noite pr'eu dar os remédios. Pra lá das duas da manhã, a febre começou a ceder. Ufa. Não dormi nada, vigiando a temperatura e a respiração dele, nem preciso dizer, né? Tou aqui com o pescoço duro e os braços doloridos, acho que parte é essa tensão de ter filho doente e parte é o fato do moleque se ocupar de praticamente toda queen size na hora de dormir! Como se mexe e como resmunga, pelarmode!
Filhote acordou melhorzinho hoje, mas, na hora em que sai pro trabalho, mais uma vez perto do almoço, a febre voltou: 39. Dei novalgina direto. E ele passou bem o resto do dia. Agora à noite, tava quentinho, mas não febril. Foi dormir por iniciativa própria (milagre!), lá na minha cama outra vez. Quando deitou no lugar do Rô, disse: "Mamãe, tou com saudade do papai". Coisa linda. (Se o caos nos aeroportos deixar, o Rô volta amanhã, eba).
Tou botando fé que o antibiótico vai agir e amanhã, três noites depois, a febre vai embora. Obrigada pelos recadinhos dando dicas e força! Tou impressionada também com o poder dessa gripe, vírus, seja lá o que for, que tá baixando aqui em Sampa. A filha da babá, de oito meses, tá com pneumonia, tadinha (e tá também com atraso no crescimento; vão começar a investigar agora no Hospital das Clínicas). O dindo do Gutão, pai do Miguel, tá com bronquite braba. O Theo, da Rê Quintela, que me ligou agora à noite, tá com laringite. A Alê, minha colega lá no trabalho, tá sem voz, tossindo, no pó da rabiola. Vixe!
E eu tou cansada, mui cansada. E com pena que amanhã Gutão tinha arraial na escola e, do jeito que tá, tou achando que não vamos lá, não. Ah, ele tá em franca recuperação (Deus é pai!) e eu não acho legal levar filho doente pra passar vírus pros outros, vamo combinar. No domingo, se a febre realmente ceder, temos compromisso bacana: aniver do Antonio, no parque pela manhã, e da Sofia, à tarde. Tomara que filhote esteja melhor. Ele curte tanto essas "baladas"! :)
posted by JULIANA DE MARI 11:14 PM
Seguindo
Pois bem, a madrugada foi daquelas ontem. Gutão não dormiu meia hora seguida. Teve febre altíssima (39.8), chegou perto de delirar, eu acho. Ou eu tava com tanto medo dele passar mal que vi coisas...Só sei que teve um momento que olhei pra ele e ele tava lá, de olhos esbugalhados, bochechas em chamas, tentando falar sem conseguir. Ai, que agonia, que agonia...Não preguei o olho, logicamente. Tirei a temperatura dele de hora em hora e fiquei pasma da Novalgina não ter funcionado. Aliás, a febre subiu, e não desceu, depois que ele tomou o remédio no hospital, vai entender. Só sei que a danada só começou a baixar por volta das seis da matina. Antes disso, filhote tomou três copos de água (eu só conseguia pensar que era importante ele não desidratar), chorou muito, resmungou muito, tremeu muito e não dormiu nada. Tirou um breve cochilo das seis às oito. Mas levantou disposto e sem febrão, graças. Eu tentei descansar mais uma meia hora, enquanto ele foi ver desenho com a babá, mas acabei levantando pra ficar pertinho dele.
Liguei pra dra.Ketty, mas ela tá de férias. Liguei pra médica que ficou no lugar dela e foi ótimo. A médica pediu que eu observasse três dias -- tempo necessário pro antibiótico fazer efeito e a febre passar. Se não acontecer, recomendou que a gente volte, sábado, no hospital pra investigar mais uma vez onde pode estar o foco da infecção. Já avisou, no entanto, que está dando uma gripe fortíssima e baqueando mesmo a criançada. Tomara que seja só isso. Gripe.
Fui trabalhar depois do almoço e ele ficou bem, ao que me contaram a babá e a faxineira. Brincou, comeu, não teve febre e nem quis dormir durante a tarde. Cheguei às oito, esperançosa, mas filhote tava meio caidinho. Eu conheço os olhinhos dele, vejo na hora quando vai baquear...Dito e feito. A febre voltou: 38. Já dei Novalgina pra evitar chegar num patamar tão alto quanto ontem. Primeiro porque não quero ver meu bichinho tão fragilizado se posso intervir de alguma forma e, segundo, hoje estamos sozinhos em casa (o Rô ainda tá em POA e a faxineira, que quebrou o galho dormindo aqui ontem, foi pra casa) e eu espero não precisar correr pro hospital outra vez...Falando em ficar sozinha em casa, engraçado que na terça à noite, véspera do Rô viajar, eu tive um pesadelo muito ruim. Sonhei que estávamos, nós três, na praia e Gutão e o Rô iam pra beira do mar ver as ondas quebrando. Aí, o Rô se distraia e Gutão caia no mar. Era meio raso, mas filhote não conseguia levantar sozinho. Eu via a cena de longe, mas não conseguia nem correr pra ajudar meu filho nem gritar pra alertar o pai. Putz, acordei aflitíssima. E agora me veio o sonho de novo...Gutão doente e o Rô "longe". E eu me sentindo meio "impotente"...Engraçado, né? Será que pressenti a doença chegando? Ou será que tou forçando a barra na interpretação?
Bom, fihote pediu pra dormir agora há pouco. Tava com os olhos vermelhos e irritados, olhos de febre. Fiz compressa de água gelada e ele aceitou meio resmungando, meio dormindo. Aceitou também meio copo de leite, abraçou a Pig e pulou na minha cama. Tá lá agora, suando um pouco, ainda quente e ainda abraçado na amiga de pelúcia.
Eu vou deitar jájá. Tou morta de sono, com uma pontinha de dor de cabeça, mas tenho que ficar alerta pra dar os remédios da meia-noite.
Ah, brigada pelos recadinhos de ontem. A força "virtual" vale tanto quanto a real, viu? E Mic, brigada por ter ligado, querida. Não consegui responder seu email ontem, como você percebeu...Rê, do Theo, brigada pela força e melhoras pra vocês aí também! E me conta onde é esse Pilates. Eu preciso criar vergonha e me cuidar, em vez de ficar me lamentando na frente do espelho...Mas seria bom se existisse uma ginástica "passiva", né? :)
posted by JULIANA DE MARI 10:01 PM
Baqueados
E não é só porquê o Grêmio perdeu, não. Gutão amanheceu com febrão hoje, quarta-feira. Passou a manhã ruinzinho, bochechas vermelhas de tanta febre. Fiquei em casa até a hora do almoço, o Rô viajou em seguida e, à tarde, a babá monitorou o estado do bichinho. Gutão dormiu, suou, acordou melhorzinho, mas voltou a baquear no início da noite. Quando a Isaura, a faxineira, me ligou pra avisar, a febre já estava em 38.8. Febrão que poucas vezes na vida Gutão teve...
Pois bem, quando cheguei em casa do trabalho, encontrei filhote todo empacotado, tremendo de frio, bochechinhas quase roxas de tão vermelhas. Abraçadinho na Pig, olhos esbugalhados e vermelhos, chorandinho. Tomou um pouco do leite, mas não quis comer, obviamente. Quando medi a febre outra vez, tava com 39.2. Não tive dúvidas: pedi pra Isaura dormir aqui hoje (putz, que falta faz ter uma pessoa em casa!) e fomos correndo com ele pro Sabará. Gutão chorou tanto, tadinho. Não queria ir de jeito nenhum...Mas foi. E foi a melhor decisão que tomei.
Ficamos três horas e meia lá. Cheguei em casa agora, mais de meia-noite. No hospital, a febre aumentou pra quase 40: chegou a 39.8. Os olhinhos dele pareciam que iam explodir de tão vermelhos e inchados...Ai, que agonia. A médica que o atendeu disse que os ouvidos estão limpos, que a garganta está vermelha e que há chiadinho no peito. Por precaução, pediu cultura da garganta e raio-x do tórax. Contei uma historinha pra filhote de que, quando eu era pequena, eu tinha um bichinho muito malvado que morava na minha garganta e me deixava dodói. E que eu tinha que fazer o mesmo exame que ele ia fazer pra ver se o bichinho tinha, finalmente, ido embora. Era só abrir o bocão. E que eu tinha certeza que na garganta dele não ia ter bichinho algum. E não tinha, graças a Deus. Eu sofri muito na pré-adolescência por causa do streptococos. Quase tive febre reumática e precisei tomar muita benzetacil...Me veio toda essa lembrança quando vi a enfermeira com aquele palitão pra colher a cultura do pequeno. Mas ele, mesmo chorando, abriu o bocão e ela fez o que tinha que ser feito em um segundo.
Bom, o raio-x foi outra estresse, porque Gutão cismou que ia doer. Eu expliquei que era como tirar um foto do nosso corpo por dentro. Mas ele entrou e saiu chorando da sala e nem acreditou que não doeu. Eu perguntei se doeu e ele insistiu até a hora de ir embora, dizendo que sim, que tinha doído! Tadinho! O raio-x mostrou um pouco de catarro no pulmão, mas não chega a ser foco de pneumonia, segundo a médica. Eu olhei lá e também não achei que era -- opinião totalmente leiga, porque quase não dá pra ver manchinha branca, é pouco mesmo, e Gutão não tá com secreção amarelada nem nada.
Ele tá com tosse, isso tá. Há uns dois dias. E acho que a culpa foi do ventilador que ele pediu pra ligar no meio de uma madrugada dessas...Sei lá. Só sei que meu bichinho tá maus. Tomou novalgina no hospital, mas continua quente, com as mãozinhas geladas. Tá com muito frio. Pediu cobertor e abraçou a Pig bem forte. Capotou agora lá na minha cama, no lugar do Rô -- que tá sofrendo a derrota pro Boca lá em Porto Alegre (que droga, meu amor...). Tomara que a febre passe na madrugada e que ele durma bem. Já mediquei. A médica deu antibiótico e eu não recusei. Também passou um remedinho pra ajudar a fluidificar o catarro. Pediu pra observar ele amanhã e, qualquer coisa, voltar no hospital.
Nunca vi Gutão com uma febre dessas e tão caidinho quanto hoje, nem nas piores crises de otite, que foram muitas...Tive vontade de chorar no hospital quando peguei as mãozinhas geladas dele em contraste com a boca roxa e as bochechas estourando de tão vermelhas...Tenho fé que amanhã ele acorda melhorzinho e que isso é só efeito desse tempo seco, horrível, que deixa as crianças tão fragilizadas aqui em Sampa.
Vou dormir com meu filhote.
posted by JULIANA DE MARI 12:35 AM
Fala, filho
Às vezes, tenho a sensação de que Gutão é meu caderno "vivo". É pela boca dele que, muitas vezes, vejo escritas as minhas palavras. É o meu jeito de me expressar reproduzido em algumas situações, a minha entonação, os meus cacoetes (fala qualquer coisa e diz "tá bom" no final, soltando essa perguntinha tímida, do jeito que eu faço com ele pra tratar dos nossos combinados). Tão interessante.
Na hora do jantar, mãozinha rabiscada de caneta, pediu pra lavar a mão na pia da cozinha. Coloquei a cadeira, filhote subiu, fiquei ao lado dele, ele lavou a mão e aí viu a esponja de lavar louça. E pegou um copo que tava ao lado e disse assim pra mim: "Mamãe, posso te ajudar?" (parecia eu fazendo essa perguntinha mágica quando quero ensinar alguma coisa pra ele mas ele não tá muito afins de aprender...). E lá fui eu ensinar meu bichinho como é que se lava louça. E ele ficou todo orgulhoso. Lavou dois copos e uma peneira. E, como esperado, deu um mini piti quando eu quis fechar a torneira e acabar com a brincadeira.
Agora há pouco, dez da noite, filhote abraçado com a Pig, eu tasco um beijinho na bochecha dele, desejo boa noite e ele solta, quase suspirando: "Mamãe, eu tou muito estressado hoje". Ih, meu filho! Teu mal é sono mesmo! Mas será que sou eu que ando estressada demais e largando essa palavrinha, que você nem imagina o que é, ao alcance dos teus ouvidos?
Ainda na cama, antes do momento "tou estressado", sei lá porquê, Gutão lembra da dra. Ketty (e lembra a mim também que preciso marcar consulta pra ele!!!) e diz que não quer ir no consultório dela e que não gosta dela e que isso e aquilo. E aí, bem sério, explica: "É que aquele pauzinho que ela coloca na minha garganta é desconfortável".
Eu fico boquiaberta como ele usa as palavras no contexto certo. Há um tempo atrás disse pra tia da escola que não era "pertinente" uma amiguinha fazer aula de natação sem maiô...Juro que nunca usei essa palavra com ele! Não sou doida de falar com uma criança com um vocábulo que nem adulto entende direito. Mas ele deve ter ouvido eu e o Rô conversando, sei lá, e pescou a palavra e o contexto juntos. Impressionante. Fato é que Gutão sabe se expressar -- com palavras e sem elas. Deu de querer reproduzir agora os "olhos tristes" que o Gato de Botas, amigo do Shrek, faz. Vimos o filme no sábado, matinée, uma delícia. Gutão curtiu, adorou os personagens, embora não tenha entendido muito bem aqueles vilões todos numa história só (achei meio confuso também juntar Capitão Gancho e Mula sem Cabeça com Ogro, Burro e Fiona, mas...). Filhote gostou mesmo é do livrinho que veio acompanhando o sacão de pipocas. Livrinho bacana até, um belo resumo da história. Eu e o Rô já lemos umas 50 vezes de lá pra cá e ele simplesmente decorou a parte do Gato de Botas e de seus "olhos tristes".
E Gutão fala mesmo pelos olhos. Tem cílios tão grandes, parecem vassourinhas em sua pele branquinha. E fala tanto dele nas coisas que gosta de fazer. Adora exercícios. É forte, é veloz, é nosso Macqueen caseiro! E agora deu de fazer "flexões". Diz que foi o tio da capoeira que ensinou. Logicamente que não fica indo e vindo no chão. Mas, se tá de pé, se joga e fica, perninhas esticadas, se apoiando nos braços. Tentei fazer igual e quase dei vexame. Putz, cansa. Mãe sedentária é um problema! E gosta de correr esse moleque. E joga bola bem pros seus três aninhos. Dá chute com efeito, chuta com as duas pernas, morre de rir quando dá um drible no pai. E domingo, pasme, pediu pra ver futebol na TV. Futebol na TV??? Foi exatamente isso que ele pediu pro Rô, que, até ele, me olhou espantado. E eu quase morri do coração, imaginando meus domingos futuros com os dois vidrados na tela da TV, vendo mesa-redonda de jogo que já passou, sabe assim? Como se diz na minha terra, Deus me defenda! :)
Ai, ai. Só sei que tá divertida e linda demais essa fase. E que Gutão é um filho muito amado.
E amanhã tem jogo do Grêmio, final da Libertadores. E, dessa vez, sou eu quem quero vidrar na TV. O Rô vai assistir o jogo lá, in loco, claro. E eu e Gutão vamos ficar aqui, procurando o bocão dele no meio da torcida da Globo! Boa sorte, tricolor!!!
posted by JULIANA DE MARI 11:00 PM
Entre tapas e beijos
Eu e Gutão estendidos na cama dele agora à noite, em um papo sobre nosso dia. Tou lá conversando e fazendo massagem no pé gorducho dele, quando filhote solta essa:
- Mamãe, o Matias me mordeu hoje na hora do lanche.
- Onde, filho?
- Aqui ó (e mostra o bracinho). A Tia Karla teve que passar remedinho. Eu chorei.
- Puxa, filho, que chato isso. Morder não é mesmo legal.
- O Matias é mau...
- Ah, mas ele é teu amigo, ele brinca contigo. O que aconteceu que ele resolveu te morder?
- Eu cheguei primeiro na mesa do lanche e ele disse que foi ele que chegou primeiro.
- E por isso ele te mordeu? Ele ficou com raiva porque você chegou primeiro?
- É, mas eu corri na frente dele.
- Hum...
- Mamãe, da próxima vez que o Matias me morder, eu vou dar um "cofo" (soco) nele. E ele não vai mais poder entrar na escola. E ele não vai mais ser "nosso" amigo.
- Nosso de quem filho?
- Meu e do Rafa. Eu sou amigão do Rafa. E o Matias é amigão do João. E o João é bobo também.
- (abafa o riso) Gutão, da próxima vez que um amiguinho bater em você, que tal você olhar bem dentro dos olhos dele e dizer que não gosta de tapa nem soco nem de mordida e o que amigo fez te machucou.
- Eu prefiro dar um "cofo".
- (abafa ainda mais o riso) Mas se você der um cofo no amigo quando ele te bater, ele vai querer dar outro em você e você vai querer devolver e aí essa briga não vai ter fim. E vocês dois vão ficar machucados e chorando...Não é legal bater, né?
- (Gutão pensativo) Não, mamãe, não é legal...Mas o Matias é mal. E ele não é nunca mais meu amigo.
Puxa, e eu que pensei que briga na escola era coisa de adolescente. Socorro!!!!!
posted by JULIANA DE MARI 10:57 PM
Amizade real
Coisa boa alegrar a semana com a visita de pessoas queridas em nossa casa, né, não? Foi assim ontem, noite de quarta-feira, no "Papo & Pizza" com a Mic (sim, a Mic do Rafinha e da Juju)! Depois de um dia puxado de seminário, ela teve pique pra se mover de um lado a outro da paulicéia e jogar conversa fora comigo até quase uma da matina! Delícia! Tem fotos do encontro lá no blog dela.
Falamos da vida, dos filhos, dos maridos (hahahaaa), da jornada dupla, de alguns perrengues do dia a dia, de planos pro futuro (vamo botar essas viagens juntas de pé, hein?) e blablablá. A Mic é muito alegre e espontânea e parece que já nos conhecemos há um bom par de anos. Muito engraçado como afinidade não tem nada a ver com convivência. Eu sou daquelas pessoas que "sentem" a energia dos outros e posso garantir que a energia da Mic é "limpa", é do bem, é conectada com o positivo da vida. Me fez realmente muito bem ouvir minha amiga, contar da minha vida, abrir minha casa e meu coração pra ela. E o melhor -- e que a Mic nem sabe (depois te explico do que tou falando, Mic!) -- é que essa troca de ontem me fez requalificar certas coisas. E decidir que é hora de parar de brigar com outras: como ela mesma diz, na vida que escolhemos viver há que se "aceitar o pacote completo!!".
Bom, depois de um ataque de vergonha e de esconder entre as almofadas, Gutão curtiu a tia virtual por breves instantes. Sentou ao lado dela no sofá na hora em que me pediu massagem no pé, depois de tropeçar lá embaixo ao buscar nossa pizza com o Rô. Contou pra Mic que o Grêmio ia jogar e, quando ela perguntou, disse que iam ser cinco gols pro tricolor (putz, pro desgosto do Rô, foram três pro Boca...). Tomou dois copões de leite, brincou um tantinho no quarto da TV com o Rô antes de começar o jogo e se rendeu a Morfeu por volta das dez. Meu Lolito tão amado. Tá dormindo um pouquito melhor -- acordando uma vez na madruga em média...E tem acordado tão cedo, pelamordedeus. Antes das sete tá lá no quarto resmungando. E com idéia fixa do "Super Números", aquele desenho do NatGeo, bizarro, bizarro, mas que ele adooooooooora.
No mais, essa semana tá menos tensa. Tou me sentindo mais dispersa, mas não tou me sentindo nem um pouco culpada com isso. Muito bom. E tou devorando "A menina que roubava livros", fantástico. E tou também em véspera de deixar o inferno astral pra trás. Aleluia! Tá ali me espiando, mais um ano de vida. Jajá chegam meus 34.
posted by JULIANA DE MARI 3:13 PM
Feriadão
Tivemos um feriadão gostoso, de agenda cheia.
Na quinta, o primeiro compromisso do dia foi a feira. Encontramos a Tita, o Joaõ Gabriel e a Lívia mais a Dani, o Miguel e a Nina na barraca do pastel. Gutão provou seu primeiro pastel na feira -- acompanhado de caldo de cana, claro. Adorou! E que delícia que é passear entre as barracas de frutas, ver aquele colorido todo, escolher verduras e legumes fresquinhos. Gutão ganhou um taco de manga aqui, um pedaço de melancia ali. Se esbaldou e nós voltamos pra casa com a sacola cheia! Depois da feira, a pedidos, ainda fomos na pracinha e filhote brincou um bocadão com seu caminhão de "construir estrada". Enquanto o Rô deu uma corridinha básica, eu li uma revista e curti um solzinho gostoso.
Na sexta, eu e o Rô aproveitamos a presença da babá e da faxineira em casa pra dar uma escapada e ir ao cinema. Fomos de metrô, passear na Paulista (programaço!!!) e curtir o Reserva Cultural (só fiquei frustrada porque lá, cineminha cult, não servem pipoca!!!). Assistimos ao ótimo "Não por acaso", do amigo de uns amigos nossos, o Phillipe Barcinsky. Um filme que tem São Paulo como cenário e que explora a metrópole como se fosse mais uma personagem (além do que tem o Rodrigo Santoro entre os protagonistas!!!!). Recomendo.
Sabadão me dei a manhã de presente. Marquei cabelo em um novo salão recomendado por uma amiga jornalista que também dá consultoria de estilo (Self, na Pelu, alameda Lorena). Meu cabelo tava grande, porém sem corte algum, pesadão, puxando minha expressão pra baixo. Me deu um bode de só usar preso, sabe? Ok, adoro coque e rabo-de-cavalo, mas quero ter a opção e o prazer de usar solto de vez em quando. Pois bem, arrisquei novo cabelereiro e deu certo (estava com a Cris, do Banzai, na Vila, há oito anos, era hora de renovar). Cortei, fiz um repicado leve, um franjão e luzes bem fininhas pra "iluminar" o rosto. Sei que fiquei lá umas três horas, enquanto meu Gutão e o Rô curtiam a livraria da Vila que inaugurou ali perto. Sai do salão me "achando", hhahahahahaa. Claro que não vou conseguir secar o cabelo como eles fazem lá e que hoje o cabelo já acordou em seu estado semi-natural!, mas tudo bem. Adoro cortar o cabelo. E só o fato de ter arriscado mudar de cara já valeu a pena. Depois do salão, fomos direto pro aniversário da filha de um colega do Rô. Gutão brincou tanto, tanto. De tanta excitação, obviamente, almoçou quase nada -- mas se esbaldou nos brigadeiros! E, de tão cansado, dormiu no carro na volta pra casa.
Hoje foi dia de churrasco na casa do Gusmão e da Martinha, um casal de grandes amigos pernambucanos que não tem filhos (ainda), mas tem dois cachorros que Gutão adora. O Rô, como bom gaúcho, assumiu a churrasqueira. Filhote brincou um bocado, fez carinho na Ceci e no Bob, viu um pedaço da corrida, um pedaço do DVD dos Carros e depois tirou uma bela soneca na rede. Chegamos em casa quase agora, à noitinha, final de feriadão. Já fiz supermercado (pela internet, muito prático), já dei banho e leitinho pro Gutão e agora tou aqui ouvindo a alegria del