Viva o Barrigão!

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Quarta-feira, Agosto 22, 2007


Os bons amigos


Correria doida no trabalho. Muito assunto pra registrar, mas total falta de tempo pra teclar. Vou tentar. Senta que lá vem história!

- Gutão e Theo se redescobriram melhores amigos. Eu e a Rê nos reafirmamos melhores amigas.
Passamos um final de semana delicioso na companhia de mãe, filho -- e avó a tiracolo. No sábado, fomos em supermercado de "bicho" e vimos coelhinhos, araras, ratinhos e outros bichinhos que fizeram a alegria dos meninos (eu, na minha versão turista, cheia de bolsas e máquina fotográfica a tiracolo!), almoçamos num natureba (e Gutão comeu lasanha de brócolis e arroz integral com cenoura e nem reclamou!), passeamos numa lojinha linda de artesanato e coisas fofas pra casa (e eu escapuli pra comprar o presente de aniversário da Rê sem ela perceber!). Chegamos em casa, eu e meu Gutão, e capotamos por três horas seguidas, agarradinhos na minha cama (é que o Rô tava em Floripa, no casamento de um amigo). À noite, brincamos um bocadão, vimos filminho juntos e dormimos, novamente, os dois, na cama de casal (coisa bem boa dormir sentindo aquele cheirinho!). No domingo, Gutão acordou "cedíssimo", pra variar (sete da matina o danado já tá de olhos completamente abertos, todo falante, demanando atividade) e eu não tive dúvidas: fomos pro supermercado.

Fazia séculos que eu não entrava em um. É que a gente viciou em fazer super pela internet. É mais rápido, mais fácil e a lista não cresce -- não tem tentação na rede. Quer dizer, ter tem, mas é mais difícil de achar, a tentação não pula da prateleira na sua cara, né? Bom, o caso é que nosso computador travou e o acesso a internet não rolou de jeito nenhum. Pra não ficar sem comida na segunda e pra ter o que fazer com Gutão no domingo, fomos lá, fazer compras. Filhote amou! Pegou um carrinho pequeninho só pra ele e encheu de coisas que escolheu (bolinho Ana Maria, um melão, uma garrafa de suco, um jacaré de plástico, uma caixinha de morangos e um pacote de miojo -- hahaahahahaaa). Foi super companheiro, não deu chilique, me ajudou a pegar as coisas da nossa lista e curtiu mesmo o processo de escolher, ver o preço e tal e coisa. Só não gostou na hora que chegou no caixa e tiveram que embalar as coisas dele. Putz, Gutão odeia colocar as coisas em sacola. E aí, brigou com a moça do caixa pra deixar as coisas dele do lado de fora. Eu tive que usar de muita lábia pra convencer o baixinho que não dava pra gente levar pra casa tudo aquilo sem estar devidamente empacotado (detalhe: eu moro no 16º andar, esqueci o cartão que libera o carrinho de compras da garagem, tive que encher o elevador de sacola sozinha -- eram umas 30, sei lá -- e filhote ficou segurando a porta do dito, todo prosa, todo orgulhoso de ter uma "função" e poder me ajudar).

Antes de voltar pra casa, parei na pracinha da Fnac pra dar uma voltinha na feirinha que acontece ali todo domingo. Tinha um palco montado e um pessoal tocando chorinho. Gutão quis ouvir. Gosta de música, esse menino, coisa boa. Ficamos ali um tempinho até que avistei, coincidentemente, a Rê, o Theo e a vó Vera. E os meninos adoraram se encontrar. E foram correr por cima das raízes das árvores e gritar e transformar plantinhas em espadas. Depois da pracinha, almoço em casa e passeio no shopping pra tomar sorvete com o Theo. Roubada no ano, já que pegamos um puta trânsito no caminho. Mas valeu, como valeu. Os meninos, tão queridos, andaram de carrossel (e eu, que adoro carrossel, quase choro com a cena, lamentando profundamente não estar ali com minha máquina pra registrar aquela alegria, aquela deliciosa sensação de ter um amigo pra compartilhar dos bons momentos da vida). Depois do cavalinho, um estressezinho básico na hora do sorvete. Theo brigou com Gutão que fez bico pro Theo -- e em cinco minutos, tudo se resolveu e eles já estavam correndo e pulando e dando risada novamente. Depois do shopping e de um trânsito mega-monstro por causa do jogo do Palmeiras, Gutão ainda aceitou o convite do amigo pra ir brincar na casa dele. E lá fomos nós, dar overdose na Rê!!!! Filhote ficou encantado com o trenzinho do Theo. Eu e a Rê rimos e matracamos e comemos um balde de pipoca e salgadinho integral que compramos na casa natureba no sábado. Saímos de lá no finzinho da tarde com a certeza de que teremos outras, muitas, tardes tão gostosas quanto essa (e, no sete de setembro, com a Mic e tchurma junto!!!).

posted by JULIANA DE MARI 10:46 PM


Domingo, Agosto 12, 2007


O dia deles


Gutão e o Rô comemoraram o dia dos pais ontem, sabadão de sol em Sampa. Junto com a turminha da escola, fizeram um passeio ciclístico no parque Villa-Lobos. Filhote levou sua bicicleta amarela (a "moto", na versão dele) e o Rô alugou uma bike por lá. Seguiram com a criançada e seus respectivos pais por toda a volta do parque. E Gutão pedalando sem parar. Diz o Rô que o menino "puxou" a corrida, sempre à frente, sempre acelerado. Enquanto eles se divertiam a dois, eu aproveitei pra procurar um presente pro Rô. Foi uma lembrancinha --utilíssima!-- este ano: uma caneca pra tomar café. Acompanhada de um cartãozinho "escrito" pelo Gutão (que escreveu, na língua dele: "a corrida foi demais, papai"). Também aproveitei pra passar na liquidação da Santa Paciência (rua Girassol, Vila Madalena) e renovar as camisetas do Gutão. Saí de lá com várias, lindas, descoladas, tamanho 4 e por 60% do preço original! Minha manhã terminou no salão: pé e mão pra me sentir cuidando minimamente desse corpinho.

Os "meninos" da casa chegaram exautos. O Rô descansou 20 minutinhos depois do almoço e filhote foi se aninhar do lado dele pra soneca da casa. Antes disso, eu avisei que o papai e a mamãe iam sair à tarde e que a Bá ia ficar com ele. Que a gente tava precisando desse tempinho a dois pra namorar um pouquinho. Gutão ficou todo espantado: "namorar? eu não quero que vocês namorem". Essa é boa! Eu expliquei que o papai e a mamãe se amam e gostam de conversar, passear, e que isso é namorar. Filhote pediu pra eu não ir, mas, de tão cansado do passeio de bike, não conseguiu insistir. Tava roncando lá na nossa cama, quando eu e o Rô saímos pro cinema. Pra combinar com o clima "dia dos pais", assistimos ao argentino "As Leis de Família". Um belo filme, que fala da relação pais e filhos e do quanto a comunicação pode acontecer "sem palavras". Depois do cinema, uma voltinha nas Pernambucanas pra renovar o enxoval da babá que vai dormir em casa. Sim, consegui!!! A moça começa dia 20, graças a Deus. Eu e o Rô estamos parecendo criança: fazendo mil e um planos pra quando a dita chegar. Ah, isso eu aprendi e faço questão de repassar adiante: quem pode, deve, sim, ter babá dormindo em casa desde a primeira noite do filho em casa.

Hoje, domingão geladinho, filhote e o Rô começaram o dia jogando bola na quadrinha verde, o mini-mini-campo de futebol aqui do prédio. Eu fiquei na cama até um pouco mais tarde, dor de cabeça lancinante, que só quem tem enxaqueca consegue avaliar...Fomos almoçar num restaurante italiano, escolhido pelo Rô. Tava lotado, obviamente, mas a hostess, muito atenciosa, nos pegou na saída e ofereceu uma mesa na área de espera (se sensibilizou com a cara de fome e sono do Gutão, eu acho!). Foi ótimo porque o sol surgiu e nós ficamos ali, a três, saboreando nosso dia juntos. Gutão devorou o pão italiano e não quis comer nenhuma garfada de sua massa à bolonhesa. Eu pedi uma massa com linguiça, mas acabei comendo o prato do Rô (hahahaaa): massa feita de cacau com molho branco e presunto cru, uma delícia. A boa veio na hora da sobremesa. Eu pedi um tiramissú e o Rô um tipo de sorvete italiano de chocolate. Gutão cresceu os olhos, claaaaro. E o Rô deu uma ralhada básica, perguntando se ele só tinha fome pra comer doce. Ao que ele respondeu: "Eu não tava com fome, mas tou com vontade de comer doce". Figuraça, esse menino!

À tarde, dormimos juntos. O Rô acordou primeiro pra ver o jogo do Grêmio. Filhote levantou em seguida. E eu saí por último pra me deparar com uma cena ótima. Gutão, esparramado no Futon, um pote de pipoca do lado, vendo um filme de "criança maiorzinha", nas palavras dele. Aquele filme dos espiões mirins, filhos do Antonio Banderas, sabe?

Filhote segue fazendo e dizendo cada uma que nos deixa surpresos e nos rouba muito sorrisos. Deu de usar "Que nada, mamãe" quando quer dizer que estou errada em alguma coisa. Também diz assim, pra mostrar alguma coisa; "Olha lá, onde tá, na direção do meu dedo". E agora há pouco, na hora do banho, filhote enrolando pra sair do chuveiro, eu, pedindo pela milionésima vez pra ele sair pra se enxugar, ele manda, todo bicudo: "Eu odeio quando você fala essas coisas" (hahahaaaaaaaaa!).
E semana passada, depois da visita da Nina e do Miguel, eu comento que a Nina tava tentando botar a sandália dele no pé, mas não conseguiu porque o pé dela é metade do dele. E ele: "Então, meu pé é inteiro?". Adoooorei! E, dia desses, o Rô até anotou, o pai pergunta: "Tá chateado com o que, Gutão?". E Gutão responde: "Tô chateado com meu cérebro". O que será que isso quer dizer? :)

Só sei que esse filhote é muito amado e que o pai desse filhote é mais amado ainda. Rô, feliz dia dos pais! Tu é o melhor pai que o Gutão poderia ter no mundo e eu vou ficar muito feliz se o(a) nosso(a) próximo(a) vier com tua marca registrada outra vez: esse sorriso escancarado, essa alegria de viver. Te amo, mi amor!

posted by JULIANA DE MARI 10:10 PM


Sábado, Agosto 04, 2007


Figuraça


Ontem à noite, eu e o Rô jantando na mesa da cozinha e filhote por ali, fazendo das suas pra chamar atenção. Até que o Rô pede pra ele me contar o que tava fazendo na escola quando o papai deu tchau. Dá a dica do Carrossel e pede pra filhote falar disso. E Gutão manda, todo faceiro: "Não era carrossel, papai. Era uma nave com uma roda beeem grande". E solta uma risada. E manda outra: "Entendeu a piada, papai?". E gargalha de olhos fechados! Figuraça!!!

Depois do jantar, dor de cabeça crescendo e um mal estar que me fez acreditar que eu ia desmaiar, o Rô me levou pra repousar na cama e trouxe Gutão pra conversar com a gente. Gutão, como era de se esperar, fez uma zona: se jogou em cima do pai, dizendo que tava nadando; pulou como se estivesse em uma cama elástica; esticou minhas bochechas até quase rasgar as ditas, achando a maior graça!, e por aí vai. Até que o Rô pega no sono (como consegue no meio de uma bagunça dessas?!). E filhote, obviamente, não se conforma. Enfia a cabeça no edredon, pede pra eu fazer o mesmo, e, de repente, levanta e "buuu". Dá um grito de assustar nos ouvidos do pai. Que se assusta, logicamente. E dá uma mini-bronca no menino. Que, faceiro que só ele, deita a cabeça em cima de mim, abre uma risadinha e "rrrrrrrrrrrrrrooooonca", como se estivesse no décimo sono!!! hahhaaaaaaaaa Não aguentamos essa, demos muita risada e muitos beijos nesse Gutão, lindão.

posted by JULIANA DE MARI 12:18 PM


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