Viva o Barrigão!

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Sexta-feira, Julho 28, 2006


E la nave vá


A vida vai indo bem, obrigada. Tanta coisa que eu queria deixar registrada aqui, mas cadê tempo? Tou atolada de trabalho. Essa época do ano é a mais intensa: tem dias que sequer consigo entrar na Internet, acredita? A minha "cenourinha" é que, além de estar me sentindo realizada com o resultado do "esforço concentrado", daqui a pouco, em setembro, vou tirar duas semaninhas de férias. Uma delas vou passar em Recife, visitando meus pais, a Lu e o barrigão da Bruna, êêêê! A outra vou ficar em Sampa mesmo, fazendo nada, curtindo meu Gutão, o Rô, nossa casa. Ai, que é bom ter um cantinho, uma família.

Bom, mas vamos aos últimos acontecimentos:

- Final de semana que passou fomos comemorar o aniver de 30 anos do Rô em Porto Alegre. Fez um dia lindo no sábado, céu azul, calor de verão em pleno inverno. O churrasco foi num clube bacana, na zona sul da cidade. Gutão adorou estar ao ar livre. Correu, correu e correu. Conheceu um monte de gente -- amigos, parentes, agregados. Interagiu um tantico com as priminhas Isadora e Maria Antonia, duas fofas, mui espertas. Monopolizou o "skate" da Dudinha, filha da dinda do Rô, e não quis saber de emprestar nem pra própria dona! Tá um moleque, esse menino. Curtiu um monte a companhia da vovó Lilica, do vô Zeca e do tio Bru. Já acordava perguntando pelos avós. Adorou brincar na varanda (como eu sinto falta de uma aqui em Sampa...), regar as plantinhas e "lavar" o vidro da porta. O divertido é que Gutão agora pede pra gente ensinar determinadas coisas. Foi assim com o borrifador de água. Queria usar o dito, mas não conseguia entender onde devia apertar. Daí, olhou pra mim e disse: "Ensina pro eu, mamãe". Resumindo, a viagem foi rápida, mas foi uma alegria. O mais importante, o Rô curtiu à beça a chegada dos 30. E, se ele fica feliz, nós também ficamos.

- Dois anos e tantas mudanças Não sei se outras mães têm a mesma sensação que eu, mas parece que, do segundo aniversário em diante, o desenvolvimento desses pitocos dá uma acelerada de assustar. É, sério. Eu tenho levado cada susto com Gutão! Ele tá muito esperto, muito falante, muito farrista. Entende tudo, reinvindica seus "direitos", faz birra e faz charme, e faz piadas também. E usa as palavras, e faz conexões, com tanta propriedade que me diverte e me comove. Estávamos no aeroporto de POA, prestes a embarcar, ele olha pra parede e vê um painel de mosaicos. E me pergunta:"Que bicho estranho é aquele, mamãe?". Era um avestruz!
E agora, quando quer me dizer alguma coisa, chega pertinho, pega meu rosto, e delicadamente vira pra ele, dizendo: "Olha pro Eu, mamãe". E sinaliza quando não gosta de alguma coisa também. Ontem, no quarto da TV, ele brincando com os carrinhos, eu vendo a novela, não muito entretida na brincadeira dele, e eu peço um carinho. Aí, ele olha pra mim e diz: "Não quero amar a mamãe". E sai engatinhando, como se fosse um gatinho (essa é uma brincadeira nossa: ele imita um gatinho, vem tomar "leite" na minha mão e deita no colo pra ganhar carinho), e vai contar pro Rô que "não queria amar a mamãe". E manda o Rô voltar no quarto e me "perguntar". "Pergunta pra mamãe, papai". O Rô pergunta, eu respondo, tristonha, e Gutão ri, faceiro, da minha cara!!!! Eu posso!!!!!!
Gutão continua feliz com a escola, o que nos deixa seguros de ter feito uma boa escolha. Tem dias que acorda tão animado que vai, ele mesmo, tentar abrir a porta de casa pra "chamar" o elevador. Dá um certo trabalho na hora de colocar o uniforme, é verdade. Tem dias que super colabora. Tem outros que cisma e aí é preciso muita paciência e alguma negociação. A última boa aconteceu no início da semana. Filhote tinha dormido com uma camiseta do Bob Marley. Tava "por baixo" do pijama, como ele pede. E, claro, ele quis deixar por baixo da camiseta da escola. Só que tava um calorão de quase 30 graus e eu fiquei com receio dele passar mal, né? Tentei argumentar, mas não teve jeito. Gutão insistiu no Bob e ainda lembrou do Hendrix, sim o Jimmie, que também alegra uma de suas camisetas. Só que a do Hendrix era uma opção pior: mangas compridas! Aí, lá se foi ele, Bob Marley por baixo do uniforme, um pequeno "transgressor", hahaahaaaaa.

- Fazendo planos Gutão cresce, enche a casa de alegria, já não cabe mais no nosso colo, e a vontade de dar um(a) irmãozinho(a) pra ele (e voltar a ter cheirinho de nenê em casa) vai aumentando! Até o final do ano, se Deus quiser, darei a boa nova por aqui. Acho que vamos estar, os três, em um bom momento, de união, de curtição e de alguma serenidade -- que sem ela, vamos combinar, a vida com um pequeno "rei" em casa pode ficar bastante tumultuada!!!!

posted by JULIANA DE MARI 11:03 AM


Domingo, Julho 16, 2006


Deu praia


Faz pouco que chegamos da praia. Fomos curtir um solzinho bom de inverno no Guarujá. Foi um domingo perfeito. Gutão acordou, brincou com o papai e deixou a mamãe dormir mais um pouquinho (amém!). Família saiu de casa perto do meio-dia, carro abarrotado de sacolas (e se der fome no caminho? e se esfriar? e se esquentar?). A idéia era almoçar já na beira-mar. Só que o trânsito, sim, havia trânsito na Marginal e na saída da Imigrantes em pleno domingo!, não deixou. A barriga roncou antes e acabamos almoçando na beira da estrada mesmo. Frango assado com polenta, delícia. Gutão comeu tudo, brincou muito, virou atração do restaurante. Depois, já no carro, não conseguiu ficar acordado pra ver os túneis da descida. Dormiu até chegar no Guarujá.
"Um dia lindo", como ele mesmo disse, de céu azul e sol gostoso. Enquanto o papai foi surfar, eu e filhote ficamos na areia fazendo estradas pros caminhõezinhos dele. Tava um ventinho frio, é verdade, e se o sol se escondia, até a areia ficava gelada. Gutão aceitou minhas explicações e, dessa vez, não quis se jogar e virar bife à milanesa na beira do mar, graças. Em compensação, tadinho, fez coco. E não quis me deixar trocar. Aceitei a negativa porque o Rô não ia demorar a sair do mar mesmo e eu imaginei que era o tempo suficiente de manter o coco na fralda sem assar o bumbum dele. Trocar no carro, com ajuda, me parecia uma alternativa bem mais razoável. Só que o dito, meio líquido, a certa altura, começou a escorrer pelas pernas do Gutão, sabe assim? Ainda bem que já era hora de ir embora e o Rô estava com a gente. Trocamos filhote na primeira grama que avistamos no calçadão. Cena linda, fralda cheia, bumbum fedido, pai e mãe sem saber onde jogar os "dejetos"! Ainda bem que tinha chuveiro num quiosque próximo e deu pra lavar o bumbum do figura. E trocar a roupa toda, e colocar moletom e calça comprida, porque, sem sol, veio um friozinho daqueles.
A volta pra Sampa foi de trânsito outra vez. Esquecemos que é férias de julho e todo paulista "desce" pra curtir a baixada. Mas tudo bem, não chegamos a ficar parados, isso é o que importa. Gutão veio conversando do Guarujá até aqui. Comeu biscoito, tomou suco e pediu pra ir na "padaria". "Vamo na padaria, mãe?". Agora é assim, fala qualquer coisa e enfia um pai ou mãe no final, uma graça! Nós atendemos o pedido e jantamos na padaria de sempre. Eu devorei um cheeseburguer, totalmente contra qualquer princípio saudável, eu sei. Gutão comeu carninha e tomou suco de laranja. E ganhou beijinhos e abraços da garçonete. Tá virando o galã das garçonetes, vou te contar. Chegamos em casa, filhote tomou banho ("não quelo lavar a cabeça", protestou!), botou pijama, fez uma certa farra na cama, tomou leitinho, abraçou a Pig e tá lá, ressonando, feliz. Eu também vou tomar meu banho agora. Boa semana pra gente!!

PS: Nasceu o Pedro, filho do Julio e da Patty, mais um moleque pra turma do Gutão! Viva Pedroca!!!
posted by JULIANA DE MARI 9:43 PM


Sábado, Julho 15, 2006


Vou te contar uma coisa


Aos dois anos e quase 4 meses, Gutão anda mais falante que nunca. Elabora frases, dá opiniões, faz conexões -- e piadinhas -- impressionantes.
Hoje, sábado, o Rô foi cortar o cabelo logo cedo e levou filhote. Eu fiquei descansando em casa (este mês, tenho trabalhado demais e o cansaço físico está se sobrepondo a qualquer desejo de fazer qualquer coisa) e eles foram brincar na pracinha. Lá pelas 11h da manhã, chegam meus dois furacões. Fui abrir a porta e Gutão já estava berrando do lado de fora "Abre a porta, mamãe, abre". Chegou todo feliz, contando que tinha guardado areia no bolso, e foi direto pegar o violão pra fazer um "show" pra mim. No final do espetáculo, pediu "bate palma, mamãe". Bati, orgulhosa, claro. Aí, filhote, displicentemente deitado no sofá, olhou pra mim e disse: "Deixa eu te contar uma coisa, mamãe...". E contou que tinha brincando com a Aninha na pracinha e que ela tinha consertado o pneu do caminhão dele e blá e blá e blá. O máximo, meu tagarela. Outra boa é que filhote não nega mesmo sua origem. Pudera, nasceu no coração de São Paulo, na avenida Paulista! Foi assim: deitado no chão, dia desses, falou pro Rô: "Então, papai...". Começar a frase com "então" é muito paulista, meu! Hahhaahhahaa

Hoje foi dia de tomar a segunda dose da Hepatite A, atrasada em três meses. Levamos filhote no Fleury, que tem uma unidade infantil cheia de brinquedos legais pra entreter os pequenos antes dos exames. Gutão ficou encantado com os carrinhos, claro. Entrou em um azul, igual aos que tem na escola, e não queria sair por nada no mundo. Dizia assim pra gente: "Tchau, mamãe, vou trabalhar agora". Pode? Aí, voltava pra perto da gente e dizia que já tinha trabalhado bastante. A hora da vacina foi meio estressante. Mais porque ele não queria ter largado os brinquedos do que pela picada em si. Eu avisei antes que ia doer um pouquinho no bumbum, igual a mordidinha de um mosquito (sempre que alguma coisa dói, ele diz que o mosquito mordeu, é a associação que ele faz), mas que era importante pra afastar o dodói da hepatite. Ele ganhou bichinhos da enfermeira e se comportou direitinho. Deu uma chorada básica, que passou em um segundo, e foi correndo de novo pra sala dos brinquedos. E quem disse que queria ir embora? Rolou um estresse na saída, com filhote vermelho, berrando, no colo do Rô e eu, cansada que estou, estressada com aquela tempestade em copo dágua. Ah, às vezes, eu não tenho paciência mesmo. Mas nem encano com isso. Sou gente e meu filho precisa "conviver" com essa realidade desde cedo!

E tem sido assim nossos dias, cheios de palavras. Gosto tanto dessa troca. Gosto de abraçar, beijar, dar risada e brincar com meu Gutão, mas ouvi-lo "verbalizar" suas descobertas e seus sentimentos realmente é algo que me emociona. É que ele é tão pequeno ainda, e já entende tanta coisa...Ontem à noite, antes de dormir, já sentadinho em sua cama, ele soltou: "A Bá ficou braba com o Eu". Aí, eu perguntei o que tinha acontecido e ele continuou: "Jogou a comida no chão, depois subiu pra pegar a petita e a Bá ficou triste com o Eu". Eu expliquei que não era legal derrubar comida no chão e que subir no móvel pra pegar a petita era perigoso, por isso a Bá ficou triste e falou pra ele que não era pra fazer essas coisas. Aí, ele já mudou de assunto e começou a dizer que queria ouvir a música do aniversário. É que desde que ele é bem pequenininho, o ritual de dormir inclui uma musiquinha suave. Há tempos o predileto era o CD do Palavra Cantada, o de cantigas de dormir. Recentemente, Gutão fez outra escolha e tem preferido as músicas de um CD feito especialmente pra ele, presente da vovó Lilica.

A primeira música, a tal que na cabeça dele, sabe Deus porquê, é a música do aniversário, é bem linda e suave mesmo. Me emociono toda vez que ouço. Diz assim:
"Quando você chegou, o mundo se animou.
Uma estrela acendeu pra ver um sorriso seu.
Abre os olhos, Augusto, e olha ao seu redor.
É o milagre da vida, ter você entre nós.
Feche os olhos, Augusto, nina junta ao meu coração.
Amanhã eu te acordo, meu anjo de pés no chão"


Falando em família, hoje pela manhã, antes da pracinha, o Rô tentando trocar a fralda e Gutão, p...da vida, querendo assistir ao Caillou, rolou estresse entre os dois. Aí, filhote veio no nosso quarto, e disse pra mim, vermelho de raiva: "Qué ir embola pra Floripa". Eu posso com isso!!!!!! E tem lembrado dos avós, e nos emocionado por isso. Final de semana passado disse, mais de uma vez, que queria "visitar o vovô Zeca". E toda vez que está no carro, "dirigindo", diz que "chegou em Recife". E hoje disse que queria "passear no carro do tio Bru". Ah, não vejo a hora do final do ano chegar pra gente curtir essa nova fase dele, todos juntos. Aliás, final de semana que vem, tem churrasco e chimarrão em Porto Alegre pra comemorar o aniversário de 30 anos do Rô. Gutão vai se esbaldar, tenho certeza, e vai voltar ainda mais cheio de histórias pra contar.



posted by JULIANA DE MARI 8:16 PM


Domingo, Julho 09, 2006


É tempo de férias


Julho é mês de férias e Gutão tem todo o direito de se esbaldar na dele. Verdade que tem ido pra escola durante a semana, mas não é pra "estudar", não. É que filhote tá participando do curso de férias. Vai no horário normal, pela manhã, mas nem uniforme usa. Leva brinquedos, bichinhos, e faz arte, muita arte. Cada dia a escola inventa uma coisa diferente pra estimular e divertir a garotada. Segunda é dia de circuito da bicicleta e, enquanto os maiorzinhos exibem suas proezas, os menores são convidados a entender as leis do trânsito e a "trabalhar" como guardas, orientando os bikers sobre o que pode e o que não pode na rua. Há o dia da fantasia, o do cineminha, o da maquiagem (Gutão voltou na quinta todo "pintado". A gente perguntava o que ele tinha feito e ele fechava os olhos e dizia: "maquiage, mamãe"), o da festa de aniversário (eles mesmos fazem o bolo e os brigadeiros, delícia) e por aí vai. Tudo muito lúdico e educativo.

Aliás, essa semana Gutão fez uma engraçadíssima que eu preciso registrar. Chegou da escola com uma mini-pizza de barro na mochila. Chegou na hora do almoço, pediu pra Bá sua comidinha e, enquanto ele brincava com os carrinhos, lá se foi ela pra cozinha arrumar o pratão. Quando deu a primeira colherada, Gutão falou: "Tá ruim, Bá". E ela achou estranho. Foi olhar na boca do figura e o que viu? Um pedação de barro lá dentro, haahhhaahahaa. Filhote tava com fome e não teve dúvida: tascou o mordidão na pizza de barro mesmo!

E férias que se preze têm que ter programa em família. Hoje foi dia de Zôo Safári, o antigo Simba, local mui frequentado por essa que vos escreve quando era criança e vinha de Recife passar as férias em Sampa. Chegamos no meio da manhã e a fila de carros já era longa. Gutão tava ansioso (acordou falando: "vamo no zoológico, papai") e, sentado na sua cadeirinha, não parou de balançar as perninhas um só minuto. Para quem não sabe, o passeio de 4 Km no Safari se faz de carro. Os bichos estão lá, soltos, e vêm nos saudar na janela, um barato. Claro que com os leões e os tigres a coisa é diferente. Esses aí se exibem dentro da "jaula", que não tem grades, mas telas de proteção e cerca elétrica. Assim mesmo, da janela do carro, dá pra observá-los muito bem.

Os primeiros bichos que nos saudaram foram os pavões, aqueles, lindos, de rabo azul. Eu e Gutão na janela, eu digo: "Vem aqui, pavãozinho" e não é que o bicho responde? Do jeito dele, mas responde, hahahahaaa. E Gutão leva um susto, mas morre de rir. E eu falo com ele de novo, e, de novo, o bicho responde, e Gutão adora. Daí por diante, foi uma farra. Como o trajeto tem velocidade controlada, 10 Km no máximo, Gutão foi na frente, no meu colo. A janela ia sempre aberta, menos na parte dos macacos. Aí, a gente deixava só dois dedinhos pra respirar. Eu achei que a hora dos macacos ia ser a mais divertida. De certa forma, foi. Eles ficavam fazendo acrobacias na nossa frente, chegavam a pular em alguns carros, mas não estavam muito animados pra ganhar amendoim, não. Compramos cinco saquinhos (que exagero, hein, Rô?!) e quem comeu boa parte deles foi Gutão!!!!! Pedia "mais, mamãe, mais" e devorava os amendoins. Os "bambis" comemoram na nossa mão, mas nem eles estavam, assim, tão empolgados com a oferta. Legal mesmo foi cruzar com as Lhamas. Uma delas, toda saidinha, enfiou a cabeça pra dentro do carro e nos deu um baita susto! Gutão adorou, claro. Fez carinho nela, deu tchau, uma graça. Também foi legal ver a zebra bem de pertinho. Que bicho lindo, incrível as listras. Gutão fez carinho nela também. Depois, vimos a girafa, outra maravilha da natureza, os patinhos, os cisnes, mais macacos, os leões, e, por fim, os incríveis tigres. O percurso levou uma hora e meia mais ou menos. No final, pausa pra fazer xixi (Gutão inaugurou nova modalidade na troca de fralda: em pé!) e comer pão de queijo pra dar uma segurada na fome.

Almoçamos com um casal de amigos num lugar lindo, uma antiga chácara que vendia plantas. Gutão viu mais bichos: tartarugas e peixinhos. Tava caindo de sono e, obviamente, não quis saber de comer. Ainda bem que tava com a barriga cheia de amendoim, meu macaquinho! Gostou mesmo é da colherada de doce de leite na sobremesa. Eu pegava um pouquinho só e ele dizia: "mais, mamãe, qué grande!", hahahaahahaa. Chegamos em casa na hora da final da Copa. Claro que torcemos pra Itália (que bonito ver a comemoração da equipe no final e que vacilo do francês Zidane, perder a cabeça justo no último jogo da carreira...). Bom, Gutão capotou logo que o jogo começou. Acordou agora, quase sete da noite, super mal humorado (sempre que acorda à tarde é assim). Pra quebrar o gelo, eu e o Rô começamos a falar do zoológico, do passeio, dos bichinhos e ele lembrou do pavão e dos macacos pulando em cima dos carros. E olhou pra gente e soltou essa: "E o pelicano, mãe?". (Pai e mãe que se preze sabe que pelicano só no desenho do Nemo). Eu posso com essas associações, hein?!

posted by JULIANA DE MARI 7:09 PM


Domingo, Julho 02, 2006


Coletânea


Faz tempo que quero relatar os últimos acontecimentos e não acho brecha. Quer dizer, o computador de casa tava no conserto e isso também não facilitou as coisas. Mas, bom, agora que ele voltou e que eu tenho-tanto-pra-te-dizer, deixa logo eu começar. Pelo dia de hoje: a estréia do Gutão no cinema. Ah, foi tãooo legal! O filme não poderia ter sido outro: Carros, da Pixar. O cinema escolhido foi o de um shopping: tinha a comodidade do lugar marcado e da venda de ingressos pela internet (menos um estresse na empreitada!). Pra entrar no clima, na sexta-feira dei pra ele um álbum de figurinhas do filme e contei um pouquinho da história. Eu e o Rô contamos também que cinema tem uma tela grandona, praticamente uma TV gigante. Gutão chegou lá animadíssimo. Antes de entrar na sala, pipoca com miniatura dos carros de brinde. Gutão ganhou o "Mate" e a "Celi". Queria o carro vermelho, o McQueen, "protagonista" do filme, mas, é claro, esse esgotou em um instantinho.

Quando entramos na sala, Gutão ficou maravilhado com a telona. Sentou na cadeira e vidrou. Deu muita risada com os trailers, todos escolhidos pra uma matinée (a sessão começou às 11h30). Viu o filme propriamente dito com muita atenção. A sala tava cheia, mas não lotada. Muitas crianças, de idades variadas, acompanhadas de pais, mães e babás (eu não me acostumo com essa coisa de andar com babá fazendo sombra, não. Dá trabalho, mas acho bem possível um pai e uma mãe darem conta de seus dois filhos, especialmente em programas dito "família" como esse, vai. Mas deixa eu ter o segundo pra contar o que passa na vida real, né?). Filhote só começou a dar sinais de cansaço depois da primeira hora do filme. Eu que achava que ele só ia aguentar os primeiros 20 minutos, fiquei besta de vê-lo ficar até o final. É certo que, na última meia hora, ele já tava em pé, pulando do meu colo pro colo do Rô, tentando se aninhar, mas sem conseguir tirar os olhos do filme.

Valeu o programão de domingo. Valeu ver Gutão tão crescido, curtindo as novas experiências. Valeu estar lá, no meio daquelas famílias, emocionada por ter a minha.

Depois do filme, comprinhas na Zara e almoço no America. Gutão nos deu um drible mais uma vez. Parecia que ia estressar, mas ficou firme, comeu toda sua comidinha direitinho, brincou enquanto eu e o Rô comíamos, manteve o bom humor e não deu trabalho algum. Foi capotar só no carro, a caminho do supermercado. É que fiz uma mini-comemoração dos meus 33 em casa e precisava comprar o pão de cachorro-quente. Vieram cantar parabéns o Julius, a Alê, a Patty, com o barrigão do Pedro, e o Julio, e a Dani e o Duda, com o Miguel e a Nina. Gutão dormiu até depois das seis, tava esgotado, tadinho. Acordou mal humorado, como sempre acontece depois da soneca da tarde. Tava manhosinho também. Mas se animou na hora do bolo e pediu "estrelinhas" quando fui acender a vela. E ainda disse que "não são as estrelinhas que moram no céu". De onde ele tira essas coisas, hein?

Filhote tá muito sabido. Cortou o cabelo curtinho no sábado. Não deu o menor trabalho, como sempre. Saí do salão com um moleque. Parece que cresce quando apara os cachos, sei lá. Eu olho pra ele com esse cabelo joãozinho e me vejo nas fotos que tenho com essa idade (sim, eu tinha cabelo joãozinho), é tão emocionante, né? Depois do salão, fomos, eu e ele, comer brigadeiro na doceria da Vila Madá. Gutão adora brigadeiro. Fica tãooo feliz quando a gente anuncia o "docinho", precisa ver! Ainda passamos numa lojinha pra comprar aromas pra deixar a casa cheirosa, até que o papai, depois da natação, veio nos buscar. Fomos almoçar na casa dos dindos. Torcemos por Portugal e ficamos empolgados com o resultado. Vovô Beto foi lembrado a cada instante. Devia estar lá em Recife tomando vinho e fazendo suas rezinhas pros portugas se confirmarem na semi-final. Já o Brasil, bem, o Brasil...Gutão que fez certo: dormiu antes do jogo e continuou dormindo até depois que o segundo tempo terminou!!! Ah, fiquei com vergonha dessa seleção. Como diz a manchete do Estadão de hoje: é mesmo "Um time pra esquecer". Analiso da seguinte forma: faltou "gana" pros talentos individuais se apresentarem em jogo e faltou liderança pra fazer as estrelas renderem o seu melhor. Porque nem todo grupo é uma equipe. E quem conhece os conceitos da administração, sabe que esse "espírito" faz toda a diferença: equipe é um conjunto de pessoas que estão reunidas porque são talentosas e porque, juntas, podem alcançar um resultado superior. O que se viu no jogo do Brasil foi praticamente um descaso. Roberto Carlos arrumando as meias na hora do gol? E o Parreira lá, impassível???? Pelamordedeus!!!! Copa agora só daqui a quatro anos. E eu vou é torcer pro Felipão!!!!

Ai, tenho um montão mais pra contar, mas tou com um baita sono. Falando nisso, só um aparte, Gutão tem ido pra cama bem tarde ultimamente. E tem demorado um bocadinho pra se render ao sono. Agorinha há pouco, me chamou pra dizer que tava com medo do "morcego". Onde, filho? Aqui não tem morcego, não. Filhote pediu pra cobrir os "pés", abraçou a Pig, virou pro lado e tá lá, espero que dormindo o sono dos justos até amanhã de manhã.




posted by JULIANA DE MARI 11:26 PM


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