Dois anos de novidades
Gutão ganhou um penico ontem. Penicão, na verdade. Da Safety First, parece um verdadeiro troninho. Dá pra usar até como assento redutor na privada. Filhote já vinha falando nisso, em fazer xixi no peniquinho, e eu achei que esse era um bom sinal de que podemos começar a transição da fralda para o "trono". Hoje, pra minha surpresa, filhote acordou dizendo que queria usar o penico. Fomos ao banheiro dele correndo, mas só deu tempo de tirar a calça do pijama. Gutão sentou meio cambaleante no penico e mandou ver. Um pouquinho ficou lá dentro. Um montão inundou o chão! No problema. Falei pra ele que estava orgulhosa dele ter tentado e que, daqui pra frente, toda vez que ele quisesse fazer xixi era só avisar. Não aconteceu outra vez. Sendo assim, acho melhor esperar os sinais se alumiarem pra recomeçar o treinamento.
Gutão anda bem birrentinho, vou te contar. Pede atenção a toda hora e, se não consegue, haja paciência pra lidar com o "enfurecido". Quer bater, quer machucar, quer empurrar. Só hoje pela manhã tive que dar dois castigos. Funciona assim: pego na mãozinha dele, levo pro quarto, sento no pufe e digo o motivo do castigo. Deixo ele ali cerca de um minuto, no máximo. O suficiente pra ele soltar um "depuca" (desculpa). Na hora em que o libero, reforço o motivo do castigo e explico qual é o comportamento esperado. Gutão insiste em testar nossos limites. E eu insisto em ser firme em ensinar o que é o certo (ao menos, na nossa casa, de acordo com os nossos valores), embora, ás vezes, tenha a maior dó de ver meu pequeno ali, em lágrimas, reclamando da vida, da mamãe e da impossibilidade de fazer o que quer na hora que quer do jeito que quer. É isso, né? Frustrações muito maiores ainda virão...
Quê mais? Gutão teve festinha de aniversário na escola. Como é no horário do lanche e os pais não podem participar, as "tias" tiraram várias fotos pra gente. Festeiro do jeito que é, filhote se esbaldou. Chegou em casa podre de cansaço. Aliás, tirei duas semanas de férias e nessa agora tive o prazer de ir buscá-lo na escola. Ah, que coisa linda ver aqueles pirralhinhos de mãozinhas dadas, cantando em roda, felizes, felizes. E o sorrisão que eles dão quando avistam o papai ou a mamãe no portão? Não tem preço, viu? Quem me dera poder ter essa alegria no meu dia todos os dias. Vamos ver se, daqui pra frente, consigo pegá-lo ao menos duas vezes por semana.
Então, voltando ao cansaço, hoje filhote chegou com tanto sono que só deu tempo de tomar banho pra tirar a areia e pronto. Gutão capotou sem nem almoçar. Deu chilique porque eu tentei tirar a chupeta e oferecer uma colherada de carne moída com batata! Dormiu quase três horas seguidas. Acordou no meio tarde, não quis comida salgada. Tomou iogurte do "solzinho" (tá viciado naqueles ninho soleil) com banana e suco de goiaba. Agora, quase seis, disse que tá com fome e queria comidinha. Tá ali, na cozinha, comendo seu pratão com a Bá. Sentadinho no cadeirão novo. Quer dizer, uma cadeira desmontável, super prática, também da Safety First, acoplada à cadeira normal que a gente usa. Diz na embalagem que dura até os quatro anos. Queira Deus, porque como essas "facilidades" custam caro, viu? Bom, filhote levou junto todos os bichinhos que encontrou. Tá vidrado no Ursinho Pooh e no Tigrão! Ganhou das queridas Bellinha e Lulu, filhas da Amanda, o DVD do Tigrão. Vai e volta e quer o danado. E como é linda a historinha! Eu me divirto junto, observando as reações do pequeno. Impressionante como ele adoraaaaaaa barulho, bagunça. Tudo que remeta à folia e agitação, Gutão tá dentro. Morre de rir nas cenas em que o Tigrão, desajeitado, derruba os potes de mel do Pooh, coitado. Ou quando o Tigrão derruba uma baita pedra em cima da casa do Ió, uma dó! Uma alegria esse meu filhote.
posted by JULIANA DE MARI 5:53 PM
Um grande dia
Gutão completa hoje 730 dias de vida fora do barrigão. Dois anos de pura felicidade. Nem consigo mais lembrar como era acordar sem encontrar o sorriso dele e ir dormir sem sentir seu cheirinho. Como é grande esse amor! Como transforma a vida da gente. Ao ver meu menino crescer, eu me sinto renascendo. Feliz, realizada. E ele cresceu tanto! Tá falante, sapeca, cheio de graça. E tá um grude comigo, uma coisa. Não posso mudar de ambiente que ele começa "mamãe, mamãe, qué vê a mamãe!". E se eu não apareço logo, ai de mim. Lá vem a ladainha: "qué batê na mamãe, que machucá a mamãe, que empurrá a mamãe".
A tal da agressividade se manifestando. Em boa hora, diga-se. Gutão tá aprendendo a dar seus limites, fazer valer suas escolhas e defender seu espaço. Sim, estávamos alertas ao fato de que ele vinha recebendo uns tabefes dos amigos e nem pensava em revidar. Só sentia --muito!--, e chorava, e, magoado, falava no assunto depois. Pra alegria do pai (eu sabia que a reação, mais dia menos dia, viria!), preocupado com a possibilidade do filhote virar alvo fácil, Gutão começou a reagir. Ah, eu jamais ensinaria meu filho a bater, a ser violento, a machucar alguém. Da mesma forma em que procuro não extrapolar mesmo quando perco a paciência. Não acredito que castigo físico eduque alguém... Mas fico realmente tranquila em ver que ele, sozinho, se sentiu seguro pra experimentar a própria "força". Ninguém gosta de ver o filho apanhar, certo? Assim como, imagino, ninguém gosta de ver o filho bater...Tenho procurado não valorizar nem um comportamento nem outro, pra não criar modelos que vão se cristalizando, coisa do tipo "fulaninho é brigão", "cicraninho é bobão". Entendo que essa fase é de disputa mesmo. Por atenção, por um brinquedo, por um espaço. Assim, entre tapas e beijos, os pequenos vão se entendendo. E tantas outras fases e tantos outros motivos pra "sair na briga" virão, né? Meninos, ah, meninos.
Deixa eu contar do aniversário. A festinha do aniversário foi sábado, no salão do prédio mesmo. Contratei brinquedos, bufê e animação. A decoração ficou por minha conta. Com a ajuda da super Alê, fizemos a mesa em referência ao tema da festa: carrinhos. O grande tchans eram os caminhões carregados de docinhos. A Alê deu a idéia de "montar" a decoração como se os brigadeiros estivessem caindo das caçambas, sabe? Depois soltamos os balões, azuis e amarelos, cheios de gás hélio e o teto ficou todo colorido. Gutão desceu às 16h30 e, pra nossa sorte, boa parte dos convidados chegou já no primeiro horário. Um dia lindo de sol e Gutão recepcionando os amiguinhos na cama elástica, pulando e sorrindo!! Teve ajuda da Mandioquinha, uma palhaça baixinha e divertida, que recebeu nossos convidados com malabares e esculturas de balão. Depois, virou o centro das atenções quando abriu sua caixa-mágica e ofereceu pra criançada as tatuagens. (Como esses pequenos gostam de tatuagem, né? Vi uns meninos saírem se exibindo com o braço coberto de tattoos. Será que vão ser da turma do piercing e do corpitcho tatuado quando crescer? Ai, que medo.)
Tudo ia lindamente bem na festa, até que a chuva chegou. Eu sabia que ela viria, mas não tinha previsto esse dilúvio. Foi um temporal de fazer o dia escurecer. Ainda bem que a piscina de bolinhas ficou dentro do salão. Mas dá pra imaginar o resultado da equação criançada num local fechado mais fumaça do crepe na cozinha mais barulho dos adultos, né? Estresse. Eu, ao menos, fiquei estressadíssima com aquele mini-caos. E resolvi antecipar a hora do parabéns. Foi o jeito que encontrei pra mudar o foco da festa e voltar a atenção dos convidados ao que realmente interessava: meu Gutão! Na hora do parabéns, filhote, meio tímido, mas sorridente, veio pro colo pra soprar as velinhas. Praticamente não desceu até o último convidado ir embora (nem preciso dizer que acordei no domingo como se tivesse sido atropelada por um caminhão!). O bolo foi um acontecimento à parte. Era um fusca verde, com prancha de surf amarela no bagageiro. As crianças ficaram rodeando a mesa pra ver se era um fusca de verdade. E eu fiquei sem saber por onde começar a cortar depois do parabéns! Foi mais uma "obra de arte" da minha querida Fabíola Toschi (www.fabiolatoschi.com.br), um delicioso bolo esculpido de chocolate com recheio de brigadeiro.
Gutão brincou a valer. Nós (e ele, certamente) ficamos muito felizes em ver o tanto de amiguinhos que já fazem parte da vidinha dele. Fiquei encantada com a fofíssima Bellinha, irmã da Lulu, filhas da Amanda. Amizade virtual com direito a poucos, mas muito bons!, encontros reais. De amigos de blog, tivemos também a presença do Theo, da minha amada Rê Quintella, que veio acompanhado da vovó. Engraçado mesmo foi ver as grávidas do ano passado --Tita, Julieta e Márcia-- com seus respectivos rebentos --Lívia, e a dupla de Sofias. Eram as princesinhas de uma festa dominada pelos meninos. Sorte dessa geração de mulheres, que vai poder escolher o pretê!!! E eu tou dizendo que atraio barriga: este ano, eram quatro desfilando no salão!! A Patty, que vai ter o Pedro; a Anne, barriguda do Téo; a Ieda, mãe do João e do Eric, a caminho do terceiro, e a Bá, sim, a Márcia, babá do Augusto, que espera pra dezembro o segundo filho. Só sentimos falta, por motivos óbvios!, da pequenina Nina, minha afilhadinha, que hoje completa 20 dias de vida. Pois é, pois é, logo, logo essa tchurma aumenta. Gutão merece um(a) irmãozinho(a) e eu já tou mais do que animada pra nova encomenda!!!
Dois anos de vida, filho. (E eu às vésperas dos meus 33, me sentindo cada vez mais leve).
Gutão, lindão, muita saúde, muita serenidade, muitas alegrias no teu caminho. Que teu sorriso se mantenha assim como é, encantador, e que teus olhinhos brilhem sempre diante das tuas paixões.
Mamãe te ama do tamanho do mundo, hoje, sempre e muito. Feliz aniversário e que teu Anjo da Guarda sempre te acompanhe. Te amo.
posted by JULIANA DE MARI 10:39 PM
Fertilidade
Só pra atualizar: minhas queridas Rachel, mãe da Lara, e Andrea, mãe da Celina, estão grávidas!!!, Sintam-se virtualmente abraçadas e felicitadas!!! Desconheço outro estado de graça tão intenso quanto à gravidez.
Aliás, li um texto muito bonito hoje cedo. Sobre encantamento. É do Fabrício Carpinejar, poeta gaúcho, colunista da Superinteressante e autor do blog www.carpinejar.blogger.com.br. Pra falar do arrebatamento que nos acomete no início do relacionamento amoroso, ele usa a imagem do que acontece quando recém tivemos filhos. Sabe aquela coisa de contar, orgulhosamente, os dias, as horas e os minutos de vida da criaturinha?
Leiam aí um trecho. Que sirva pra reflexão.
"Com o início de namoro ou com filho pequeno, contamos os meses. Comemora-se a convivência a prestações. Não deixamos de nos surpreender e festejar a permanência de alguém novo em nossa vida. É complicado localizar quando esfriamos o encantamento. Por preguiça no raciocínio matemático ou por acatar o senso comum, desistimos de aniversariar o amor diariamente.
Até os dois anos da criança, conta-se a idade dela desse jeito. Quando ela junta os dedos, a data se dilata para a distância dos anos e nunca mais os números quebrados, longos e definitivos. Eu fico emocionado ao ouvir uma mãe e um pai, neste período, a soletrar a idade inacabada do filho. O cuidado em ser preciso, exato, a preocupação ligeira em mostrar o quanto o nascimento não é esquecido, nem por 24 horas. Posso descobrir o mês do aniversário e, com sorte, o signo da criança. Nenhum dia parece em vão, nenhum dia é descartado..."
posted by JULIANA DE MARI 5:20 PM
E o mundo gira...
Obrigada pelos recadinhos carinhosos em relação ao post anterior. De fato, eu estava exausta e o desabafo valeu. E sabe que Gutão começou a dormir melhor depois daquele ataque? Nossas três últimas noites até que foram bem razoáveis. Introduzi o ritual de contar histórias e parece que ele gostou. Pede pra repetir milhares de vezes, claro. Mas é divertido. A cada vez, eu mostro uma coisa diferente da história. E ele sempre pede a "histolia da Ana". É a de um livro chamado "Ana, Guto e o Gato Dançarino", que a Dinda deu. Uma graça.
Pois bem, estamos nessa etapa, de construir um novo ritual pra hora de dormir. Já temos nosso "momento" com direito a luz baixa, música do Palavra Cantada rolando, muitas risadas, muitos beijinhos. Agora, além disso tudo, temos as histórias. E Gutão veio com uma nova: "qué domi na cama da mamãe". E eu tenho explicado que cada um tem a sua cama e que estamos pertinho um do outro. São apenas dez passos até o quarto da mamãe! Ele tem ficado tranquilo depois da explicação. E tem adormecido mais rapidamente e chamado apenas uma ou duas vezes na madrugada (culpa da chupeta caída, na maior parte das vezes). Enfim, seguimos em frente. Tenho certeza que, mais cedo ou mais tarde, filhote aprende que dormir é bom, que sonhar é estar perto dos anjos e que mamãe e papai estão sempre atentos às necessidades dele (mesmo quando ele está de olhinhos fechados).
Não adianta estressar, né? Aliás, estressar só gera mau humor geral. Difícil pensar nisso às 4h da madruga, depois de um chilique daqueles. Mas, depois que passa, a gente racionaliza o acontecido e pode escolher fazer diferente das próximas vezes. Estou focada nisso. Tem um livro muito bacana que descobri recentemente que tem me ajudado a manter o foco no que vale a pena: o bem estar do meu filho. Chama-se O Dom da Maternidade, da ed.Rocco. Gostei porque não é mais uma daqueles livros de auto-ajuda rasos. É uma análise interessante do que acontece na vida da mulher depois que o filho nasce, e só depois. Porque, enquanto ele está na barriga, vamos combinar, é tudo abstrato e a gente ainda acredita que detém algum controle. Que bobagem. O legal de ser mãe é justamente esse novo aprendizado, essa nova possibilidade de fazer melhor, escolher melhor, sentir melhor. Eu acredito nisso. E estou encantada com essa leitura. Recomendo a todas as que estiverem afins de um papo profundo sobre o sentido -- e as dificuldades -- da maternidade. Em certa medida, é tão reconfortante saber que, em maior ou menor grau, a impressionante transformação que a maternidade traz acontece na nossa casa e na casa da vizinha também. Taí, esse é o primeiro livro que me "falou ao útero" de verdade, como dizem.
Falando em útero, o meu tá super preparado pra receber um novo bebê. Fiz uma série de exames de rotina pra checar se está tudo em cima e a gineco já me deu o Ok pras novas tentativas. Ela, aliás, está barriguda do segundo filho (outro menino!). Eu pretendo me entregar a essa missão no segundo semestre mesmo. Quero respeitar esse meu tempo. De me cuidar um pouco antes da nova barrigada, de ver meu Gutão adaptado à escola, de realizar as metas profissionais que me propus pra este ano. É que olhando pra minha afilhadinha linda, a pequenina Nina, me bateu um flash-back dos primeiros dias do Gutão, uma saudade tão boa...(Avó deve sentir isso ao quadrado na hora em que pega um neto no colo). Eu fiquei ali, com aquele pacotinho rosado, vendo a dificuldade dela pra mamar, pegando em sua mãozinha petetica, observando os sorrisos involuntários, ah, como é lindo viver esse milagre!! A Nina nasceu menorzinha que o Miguel, com 2,8kg e 49 cm. De todo modo, foi maior que o Augusto, que chegou com 100 gramas e 3 centímetros a menos, vocês lembram?! Ela é toda doce, tem cabelinho preto, e, à primeira vista, me pareceu parecida com o Duda, o pai. Também não engatou de primeira nos peitões da mamãe, assim como aconteceu com Gutão. A Dani está usando de técnicas que eu usava, como deixar a bichinha pelada, pra ver se ela reage. Vai reagir, tenho certeza. É um baita aprendizado pra quem estava acostumado ao bem-bom do barrigão. Estamos aguardando pra essa semana também a chegada do Enrico, filho do Ale e da Evelyn. Esse aí parece que não quer deixar a vida boa, não. Mas hoje é mudança de lua, se não me engano, e a gente tá torcendo pra receber notícias da chegada dele!!
Gutão fica todo animado quando fala dos "amigos". Já decorou o nome de todos os da turma da escola: "Aninha, Gabiel, Buno, Gabiela, Kailani, Equile (Eric!), Clara". São oito, com ele. E já estão super entrosados. Filhote está um tanto mais seguro. Ontem chegou na escola carregando a lancheirinha e foi em direção ao pátio assim que a tia ofereceu a mão. Dei tchau praticamente no portão de entrada. Fiquei tão orgulhosa de ver meu pequeno "indo"! Hoje já não foi, assim, tão de primeira. Gutão pediu preu ir junto até o carrossel. Eu me despedi e ele quis colo. Mas, aí, a tia Verônica lembrou que era dia de aula de música e ele foi pro colo dela na hora. Seguiram juntos pra procurar o violão do "Jack Johnson". Gutão a-do-ra as músicas do surfista! Nós também adoramos e dançamos muito, os três, juntos. Gutão balança o corpinho e morre de dar risada. Ouvir música é sempre um momento de diversão garantida.
Hoje é quarta, dia 15. Dez dias pra festinha do segundo aninho do filhote. Praticamente tudo pronto. Os convites, feitos pela Malu, do Matheus, já foram impressos (ficaram lindos, em papel reciclado!). As lembrancinhas já estão devidamente arrumadas nas sacolas. Os doces e os salgados, encomendados. Os palhaços-recreadores, contratados, e os brinquedos, idem. Só falta agora descobrir como vamos fazer pra encher os balões com gás hélio (quero enfeitar o teto do salão, sabe?). A loja onde compramos tem o compressor, mas minha dúvida é: como é que vamos transportar 50 balões cheios num carro só??? Se alguém tiver uma dica, será bem-vinda. Já pensei até em ver se tem loja que aluga o compressor pra gente fazer tudo no salão de festas mesmo...E viva o Gutão, lindão!!!
posted by JULIANA DE MARI 11:07 AM
Testando os limites?
Foi só eu elogiar que a coisa desandou. Gutão dormiu pessimamente ontem, sexta pra sábado. E quando eu digo péssimo é péssimo mesmo...Não me lembro de uma madrugada tão difícil, nem nos piores dodóis dele...Embora tenha ido deitar com certa facilidade e tenha adormecido logo, duas horas depois, exatamente no momento em que eu e o Rô estávamos começando a pegar no sono, Gutão despertou e o drama começou. Filhote já chamou chorando. Queria minha presença na cama. Fui lá, tentei relaxá-lo e ele quis o pai. Eu expliquei que o papai estava dormindo no quarto ao lado e coisa e tal. Não bastou. Gutão queria "ver" o papai. Depois de uma meia hora tentando convencê-lo a adormecer outra vez, o Rô apareceu. E quem disse que filhote se acalmou? Tá, voltou a dormir, mas, pouco tempo depois, acordou e começou a chorar novamente. E lá vamos nós: chororô digno do pior dramalhão mexicano como trilha sonora, pai e mãe zumbis, criaturinha que não sabia o que queria. Ora era leitinho, ora era ver a lua, ora era ficar no colo. Foram tantas as idas e vindas do nosso quarto pro quarto dele que, a certa altura, eu joguei a toalha. Perdi a paciência. Falei grosso, coloquei o menino de volta no travesseiro e esperei a "rebordosa".
E ela veio. Gutão chorou ainda mais alto, insistiu ainda mais que queria colo (e dessa vez só servia o do papai!). E lá se foram mais uns quarenta minutos sentados, eu e o Rô, porque filhote só queria saber de ficar em pé na cama, chorando aos berros, nervoso, contrariado, irritado. Enquanto ele queria sair da cama a todo custo, eu repetia meu mantra: "não vai sair, é de noite, é hora de dormir". E ele berrava, e dizia "qué colo do papai". E se agarrava no Rô. E eu repetia tudo outra vez. Não faço nem idéia de que horas eram, certamente pra lá de três da madrugada. Por volta das 5h, nova solicitação. O Rô foi atender. Gutão queria leitinho (embora não tenha tocado no copo todas as vezes que assim solicitou). Gutão queria ver desenho. Gutão queria ver a noite. Fomos, os três, pra sala. Sentamos no sofá, e, depois do chilique, Gutão se aninhou no meu colo. Não achava posição, obviamente. Voltamos pro quarto da televisão. Deitamos juntos no Futon. Ele virado pra janela, porque queria-porque-queria adormecer olhando a noite (eu posso com isso!!!!!!). Até que dormiu. E eu fiquei ali, completamente torta e espremida, agradecendo aos céus o fato dele ter se rendido. O Rô dormia no nosso quarto. Eu voltei pra nossa cama por volta das 6h, eu acho.
Gutão acordou, dessa vez pra valer, às 7h30. O pai acudiu até a babá chegar (graças ao bom Deus, havíamos combinado que ela viria hoje pra nos liberar para o programão "compras de lembrancinha de aniversário na 25"). Gutão acordou com olheiras, irritado, choramingão. O Rô voltou pra cama por volta das 9h. Combinamos de dormir só meia hora pra não sairmos às compras na hora do almoço. Hã-hã. Capotamos até às 11h30. Fomos voando pro Centro. Gutão ficou dormindo, completamente exausto, no Futon. As compras? Foram ótimas. Tudo baratinho, lindo, exatamente do jeito que eu imaginei. Até já arrumei as sacolinhas. Tem pra menina e pra menino. As delas vão recheadas de pulseirinhas, ferrinho de passar roupa, jujubas e carrinhos delicados (já que o tema da festa é esse). As deles têm...adivinhem? Carrinhos de todos os tipos, adesivos, bonequinhos, apitos e coisas do gênero. O mais legal de organizar a festa em casa é essa parte: fazer as coisas do jeitinho da gente, imaginando o que vai agradar, o que vai ser útil, o que vai ser apenas pra "ver" e deixar de canto. Curto muito esses preparativos; é meu jeito de celebrar a chegada do meu Gutão. Falando nele, passou o dia otimamente bem com a babá e com a filha dela, a Renata. Deu risada vendo o Nemo, dançou, passeou no prédio. Elas voltaram pra casa no final da tarde e Gutão foi com o papai na pracinha, enquanto eu tentei descansar um pouquinho. Não deu. Quando fico muuuito cansada, não consigo dormir assim, de bate-pronto. O Rô foi cortar o cabelo, Gutão foi junto (e, segundo o papai, ficou super comportado, observando as tesouradas na cadeira ao lado!) e eu fiz calda de chocolate prum bolo simples que a Marcia deixou no forno.
Veio a noitinha, Gutão tomou banho e a ladainha recomeçou. Deu de, a todo instante, dizer que quebrar alguma coisa. E eu explico que, se quebrar, vai ficar sem o brinquedo ou a coisa em questão. Aí, ele diz que quer jogar o objeto no meio da rua (sim, ele sabe que, no meio da rua, o carro vem e machuca!). E emenda que quer sair de casa (hein, fugir aos dois anos não vale!!). E pede, chorandoooooo, pra comer o iogurte do solzinho (Ninho Soleil, descoberta recente). E choraminga, e grita, e enche o saco. Jantou parcas colheradas, quis suco de manga, pediu bolo de sobremesa. Depois quis leitinho. Tomou tudo, pelo menos. E pediu iogurte outra vez. Eu disse "acabou, amanhã a gente vai no supermercado comprar mais". Pronto. Senha pra novo chilique. "Qué quebrá, que se jogá", qué não sei o quê. Eu e o Rô ficamos no quarto da televisão, passados, e ele foi perambular pela casa resmungando, chorando, dramatizando. Voltou e eu já tava aqui, escrevendo no blog, pra ver se, botando no papel, tudo isso faz algum sentido. Haja paciência pra lidar com um ariano birrento, vou te contar. Será essa a temida fase do teste dos limites? Será dente nascendo? (aliás, quem souber responder: aos dois anos tem algum dente previsto?). Será insegurança? Será que ele tá sentindo muito a nossa falta? Será que a disputa com os colegas na escola tá gerando medo? Será que ele tem pesadelos????????? (sim, porque doença não é. Ele passa o dia bem e só se revolta na hora de dormir, certo?) Ou será que é assim mesmo, que toda criança e toda família passam por isso até encontrar a sua normalidade?????????
Só sei que são dez da noite e Gutão já capotou, literalmente. Quase não aguentou colocar o pijama. Dormir foi fácil. Deus permita, de verdade, que essa madrugada seja só um pouquinho mais tranquila pra nós três. Amém.
posted by JULIANA DE MARI 10:36 PM
O tempo de cada um
Gutão tá um figuraça. Fala que nem uma matraca. Repete absolutamente tudo que a gente diz. Capta fragmentos de frases nossas e repete na versão dele. Completa as músicas, imita os bichinhos e dança rebolando, na ponta dos pés. Tá tentando pular, na verdade. Acho que logo, logo vai conseguir. Mais adaptado na escola, já fala em ir depois do leitinho da manhã e, pasme, em voltar depois que já voltou pra casa! Ainda solta um "mamãe vai junto" quando o portão se abre e a tia o convida a entrar. E eu vou, claro. Fico meus dez minutinhos de praxe, falo o bordão "mamãe vai trabalhar", ele devolve dizendo onde, eu dou beijo e abraço, e, aí, sim, me vou. Mas, hoje, uma grata surpresa: Gutão não só entrou carregando a própria lancheirinha como andou metade do caminho até a turminha dele. Foi que foi. Até que lembrou que eu tinha ficado pra trás. Virou, me chamou, "mamãe vai junto", e voltou pra me buscar. E eu fui, segurando na mãozinha dele, tão feliz de ver que o tempo dele tá chegando, sabe? Que é melhor fazer assim, respeitando o processo dele sem atrapalhar o dos outros, claro. É tão melhor passar a mensagem de que ele pode, sim, sentir o terreno antes de se atirar, que é legítimo querer segurança e que tentar e tentar e tentar é mais do que necessário. Porque pra quem arrisca dar mais um passinho, como Gutão deu hoje, chega uma hora que o caminho já se foi todinho. Ruim é só empacar...
Pois bem, a vida com Gutão anda muito divertida. Ele continua soltando cada uma que eu realmente não sei de onde tira. Ontem, hora do nosso jantar, Gutão sentadinho no cadeirão, pertinho da gente, começa: "mamãe é mainha", "vovó é mainha" e pára, e pensa, e continua: "vovô é mainho!". Perfeito! Hoje, me pedindo pra cantar a música do "irmãozinho", pega o guarda-chuva dele, começa a bater no chão (pra quem conhece, imitando o que a dupla do Palavra Cantada faz no DVD) e aí o papai é quem começa a cantar: "mamãe vai me dar um irmãozinhoooo..." e Gutão continua: "que booom!". Hilário!!!!! Quê mais? Já sabe enrolar a gente, esse menino. Despertou hoje às 6h da matina e não houve cristão que o convencesse a ficar mais 15 minutinhos na cama. Entre um e outro argumento, diante da insistência dele em assitir o Cocoricó (hein?), eu digo: "filho, tá todo mundo dormindo ainda. O Julio, o Nemo, o Caillou...". E ele, abismado, olha pra janela, fechada, diga-se, e manda: "O sol já chegou" (como quem diz, não me enrola que eu não sou bobo!). Tá, aí, a gente não teve outra opção: vamos lá fazer leitinho e comer melancia antes das sete da matina.
Falando nisso, hoje resolvi adotar uma nova tática pra ver se Gutão ganha mais confiança pra adormecer sozinho. Ele tá numas de ter uns chiliques de vez em quando e eu sempre converso dizendo que, enquanto ele chora, eu não consigo entender o que ele quer. Hoje comecei a dizer que é nenezinho que choraminga. Contei que a Nina choraminga porque é pequenininha, mas que ele já cresceu, já vai fazer dois anos e não precisa mais choramingar pra conseguir atenção. Ele já sabe pedir. Ele já sabe falar. Claro que, no meio do escândalo, dificilmente, ele me atende. Mas sei que tá ouvindo. Claro também que criança fazendo manha enche a paciência de qualquer um e claro que eu também não sou de ferro e deixo claro o limite da minha boa vontade. Antes, explico, converso, pergunto. Depois, é chega e pronto. Se quiser, que fique chorando sozinho no chão do quarto. Ah, eu preferia pegar no colo, dar mil beijinhos, acalentar, mas não iria resolver absolutamente nada. Quando Gutão fica, assim, brabo e descontrolado, o melhor a fazer é deixar rolar. E tentar não se importar. Aí, ele mesmo se percebe, se manca.
Bom, retomando o assunto, Gutão teve um chilique antes de dormir hoje, ainda no quarto da televisão. Não queria deixar trocar a fralda e colocar o pijama de jeito nenhum. Já tinha tomado o leitinho, tava ali brincando, mas, sei lá porque cargas dágua, se irritou com a Girafa e pronto, começou a ladainha. Tava cansado, meu bichinho, visivelmente cansado. Muita calma nessa hora, com a ajuda do Rô, consegui trocar o menino e levar pro quarto e já fui, eu, engatando na minha ladainha. Com voz de historinha, bem tranquila, comecei: é que Gutão já vai fazer dois aninhos e, nessa idade, as crianças estão aprendendo a dormir sozinhas. Porque dormir é uma coisa boa. E é só fechar os olhos e deixar o sono vir. E o papai e a mamãe vão estar sempre pertinho, no quarto ao lado, se ele precisar. (e ele, fofo, diz papai e mamãe mola no colação, ai!). E eu conto que ele era pequenininho e não sabia mamar, mas aprendeu. Que não sabia sentar, mas aprendeu. Que não sabia engatinhar, mas aprendeu. Que não sabia andar, mas aprendeu. Que não sabia vestir o pijama sozinho e (quase) aprendeu. Que não sabia comer sozinho, e tá aprendendo. E que não sabia dormir sozinho mas vai aprender.
E sabe que, por hoje, deu certo? Ele relaxou, chamou um tantinho, eu respondi dizendo que ia estar ali, no quarto ao lado, e ele arrumou a posição e dormiu em dez minutos???? Ai, meu Santo Expedito, permita que eu tenha achado a chave pra mobilizar meu Gutãozinho. Parece que é isso: reconhecer o tempo e o aprendizado dele. E deixar claro, muito claro, que estou (estamos) ali, disponíveis, atentos, pra sempre que ele precisar.
Boa noite, "mi" amor. Mamãe te ama do tamanho do mundo.
posted by JULIANA DE MARI 11:10 PM
Boa hora!
Acordamos com uma notícia maravilhosa hoje: a Nina está chegando! A Dani começou a sentir contrações na madrugada e me ligou por volta das 7h pra avisar da novidade. Parecia tranquila, aquela serenidade que bate quando a gente "realiza" o milagre que se avizinha. Não tive mais notícias, mas imagino que, a essa altura, a pequena já nasceu (sim, nasceu, terça-feira, dia 07, por volta das 11h). Que minha afilhadinha venha com muita saúde, muita alegria, preparada pros paparicos dos dindos babões!! Sim, porque o Rô tá numa ansiedade de dar orgulho!!!!!
Gutão acordou mais tarde que o habitual (mais uma vez, perdemos a hora da escola!) e a gente contou da novidade. Ele ficou feliz do jeito dele, repetindo: "a Nina nasceu". Vai ser bonito ver meu pequeno interagindo (se é que é possível) com a nenê. Já explicamos que a Nina vai chegar bem pequenininha e que vai merecer muitos carinhos. E eu não vejo a hora do final de semana chegar pra gente pegar o "pacotinho" no colo!!!!!! Vai ser bom reviver esse momento da chegada, essa alegria tão intensa, esse encontro tão especial. É bom pra ir atiçando a nossa vontade.
Por falar nisso, antes de pensar em "embarrigar" outra vez, preciso me cuidar. Fisicamente, digo. Psicologicamente, me sinto bem, à vontade com a maternidade, feliz com as minhas escolhas, inteira com o Rô, enfim. Retomo a terapia esse mês, só pra não deixar os parafusos "enferrujarem"! Mas preciso mesmo é ficar mais à vontade com o corpitcho pós-Gutão. Ah, muda, né? Tá, pra algumas felizardas não muda tanto assim...Não foi meu caso. Além de estar uns três quilinhos acima do desejado, me sinto, digamos, diferente. Minha barriga, então, putz. Olho e, definitivamente, não gosto do que vejo. Sei que não é pra tanto, mas é como me sinto, não me reconheço -- e é isso o que interessa. Bom, já me matriculei na academia e amanhã, sem falta, começo na esteira. Tenho que fazer o teste ergométrico pra começar a natação também. E entre uma coisa e outra, quero (e vou!) fazer uns abdominais, dar uma malhada, e tudo o mais a que me animar. Todo mundo me diz que é só começar que vira hábito. Vamos ver. Como vou levar Gutão na escola cedinho, estou chegando cedo no trabalho também. É esse tempo novo na agenda que vou aproveitar pra me cuidar. E vou retomar a drenagem também, uma vez por semana. Alguma transformação boa há de ocorrer!!!!
A escola vai bem, obrigada. Gutão ainda chega inseguro, mas logo se solta e vai com as "tias" numa boa. E é só eu dar a despedida (mamãe vai trabalhar) que ele desencana. Hoje a turminha tava brincando de "casinha". As meninas ninando suas bonecas e os meninos empurrando carrinhos de feira, uma graça.
Estou com preguiça. Amanhã falo mais.
posted by JULIANA DE MARI 11:09 AM
Estamos de volta
O feriadão foi uma delícia. Floripa nos recebeu com dias ensolarados, pouco vento e nenhuma chuvarada. O que significa que Gutão curtiu um monte a praia. Tomou banho de mar e até levou sua primeira "vaca". Tá pensando que vida de surfista-mirim é fácil? Foi assim: filhote tava no colo do papai, rodeado pela vovó Lilica e pela mamãe. Tava adorando bater perna naquele mar de águas clarinhas, clarinhas. Aí, veio uma onda maior que as outras e pumba. Só vejo o Rô levantando o pequeno e a espuma estourando na cabecinha dele. Tadinho. Ficou assustado, choramingou, mas não quis sair do mar, não! O mais engraçado foi rever a cena depois, no estilo pegadinha do Faustão, no filminho que o tio Bru fez.
O carnaval teve direito a muita animação no desfile de homem vestido de mulher, uma coisa! Vimos tudo de "camarote", no "deck" da edícula. Gutão usou colar havaiano e a camiseta do Eu Acho é Pouco, diretamente de Olinda, enviada pela querida Rapha, mãe do Igor. Se deu saudade do legítimo carnaval pernambucano? Ah, sempre dá. Especialmente quando eu vejo a folia na televisão. E esse ano, que teve Caetano e Ariano Suassuna cantando maracatu juntos, bateu um banzo danado. Mas vida de "expatriado" é isso aí, né? A vida segue aqui, mas as raízes estão lá.
A farra do filhote com os cachorros merece um comentário à parte. São dois cachorrões com cara de Pitbull (a raça é outra, mas eu não sei a grafia correta) e coração de Poodle. Mãe e filho; ela, preta, ele, branco. Gutão correu o tempo inteiro atrás dos dois, e não o contrário. Queria apertar, fazer carinho, dar "comidinha" (as pedrinhas do jardim da vovó Lilica!), mostrar seus carrinhos e bonequinhos. De tanta euforia, chegava junto e berrava na orelha dos dogs, coitados. Padang, o branco, é do Gutão. É maior, mais forte, mais "molecão". Nuza, a mãe, conquistou o direito de ficar dentro de casa, é mais tranquilona, toda amorosa -- parecida com o dono, o tio Bru. Os dois são super bem educados, respeitam um monte o pessoal da casa e souberam respeitar a euforia do pequeno visitante. Em uma ocasião apenas a Nuza estressou com os gritos agudos do Gutão. Deu uma rosnada mais feia, o suficiente pra gente redobrar, triplicar, os cuidados. Gutão adora cachorro, mas eu não o deixo sem supervisão de jeito nenhum. Eu também adoro cachorro, mas sei muito bem o quanto dói uma dentada...Acho saudável ver meu pequeno interagindo com os animais e espero mesmo que esse carinho e respeito o acompanhe pela vida. Bicho alegra a casa, levanta o astral, ensina a cuidar. Como Gutão é destemido, eu o incentivo, sempre por perto, sempre de olho. Pra que botar nele um medo que ele não tem? Eu prefiro ensinar o limite.
Falando em limite, Gutão tá uma pecinha. Muito falante, muito animado, muito lindo. Mas meio "insubordinado" com a mamãe. Não acontece a toda hora, mas quando acontece, haja paciência. Vez por outra, na hora de comer, se sou eu quem oferece a comida, partimos pra guerra. Ele trava a boca, diz não, pede isso, pede aquilo, e não come. Eu tento mudar de assunto, peço pra ele escolher entre duas opções nutritivas (comidinha salgada ou mingau, por exemplo), levo um brinquedinho e tal e coisa. Em geral, desencano e explico que ele vai ficar com fome até a hora da próxima refeição. Foi assim hoje no almoço (delicioso) na casa da Dinda (barrigudíssima da Nina, que deve chegar muito em breve, oba!). Miguel comeu tudo, sozinho. Gutão rejeitou tudo, só aceitou suco de uva e meia pêra. Tava fascinado com os brinquedos alheios e com sono. Ok, nada melhor que não insistir.
Tem vezes, no entanto, em que vamos num crescendo até o momento em que Gutão definitivamente se irrita e joga tudo no chão. Aí, castigo. Sim, castigo. Agora à noitinha, hora do jantar, aconteceu duas vezes. Levei filhote pro quarto, aos prantos, pedindo colo. Ficou de castigo porque se comportou mal na hora de jantar. Eu sempre explico: ele precisa saber o que fez de errado pra poder assimilar o certo. Ele pediu mingau, e não quis. Pediu comidinha, e não quis. Pediu leitinho, e não quis. Tá aqui, sem comer. O Rô ofereceu um potinho de banana com aveia e ele comeu um tanto, a contragosto. Deus queira que seja só falta de apetite mesmo. Toda vez que ele não come assim, com tanta resistência, eu tenho arrepios lembrando da maldita estomatite...ui.
Também continuamos na "luta" na hora de dormir. É fato que ele tem dormido melhor, desde que a escola engatou. Chama praticamente uma vez só durante a noite, estica até às 7h sem grandes alterações, uma grande conquista! A questão não é mais o "dormir": é aceitar deitar sozinho. Por causa da estomatite, passamos algumas noites deitando com ele. Nunca na nossa cama, muitas vezes na cama dele. E isso é mau hábito, eu sei. Aconteceu o previsto: Gutão agora só quer deitar, se eu deito junto. Chega a empurrar minha cabeça e pedir pra deitar no "travesselo do Gutão". Eu faço a rezinha, dou beijo e abraço, faço carinho no pé e não deito, não. Dou boa noite, e fico ali, sentada, sem olhar pra ele (tática que eu vi no super Super Nanny!). Ele reclama um pouquinho, mas acaba se arrumando e aceitando a condição. Quando ele fecha os olhos, eu saio do quarto. Dá cinco minutos, ele chama. Eu não vou. Ele chora e chora e chora. Eu volto e a gente começa tudo outra vez. Só que isso se repete, por baixo, umas três vezes antes dele capotar de uma vez. E eu tou tão cansadaaaaaaaaaa. Mas hei de continuar firme no propósito de ensinar meu filhote que dormir é bom, que a cama dele é dele e que a mamãe e o papai estão sempre no coração, e no quarto ao lado!!!
Quê mais?
Gutão tá falando tudo. Nos surpreende com frases inteiras, tiradas bem humoradas, lembrança de coisas que até Deus duvida! Vejamos:
- Outra dia, manhãzinha, ele no meu colo pedindo a "petita" e eu repito, pela enésima vez, "petita só na hora de dormir". Ele olha pra mim e diz: "qué domi".
- Gutão senta na motoca, olha pra trás, sorri e grita: "Não vai embola, mi amô!". (É que eu sempre falo isso quando ele assume o papel de motoqueiro da casa!)
- Papai trocando a fralda do menino e ele manda: "Gutão não tem pepeca". Papai sorri. Gutão emenda: "Gutão tem pintão".
- Gutão chegando em Floripa, entra na casa da vovó e diz: "A Bivó não veio, qué ligá pra Bivó". E a gente liga e ele escuta tudo. Fica todo feliz e diz: "Bivó Vandeca tá na casa dela".
- Almoço, hoje, na casa dos dindos. Gutão no carro, todo faceiro, solta: "A Nina tá na barriga da Dinda, a Nina é irmãzinha do Miguel".
Fora que o menino deu de falar as palavras terminadas em "o" de um jeito muito, muito engraçado. Parece sotaque de americano! Fala assim: "juntouuu", "certouuu", "querouuu". Vai saber de onde veio isso.
posted by JULIANA DE MARI 8:07 PM