Viva o Barrigão!

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Segunda-feira, Novembro 28, 2005


Mimos de Natal


Vou pedir emprestado o blog do meu Gutão pra fazer uma propagandazinha básica (e merecida) dos talentos da tia Lu. Minha irmã tem se revelado uma "estilista" de bolsas de mão cheia. As criações dela, que estão fazendo um baita sucesso entre as moçoilas descoladas da Itália e de Portugal (milagres da Internet!), são modernas e originais. Feitas com tecidos delicados, em lindas combinações, podem ser uma ótima opção de presente para quem ainda não sabe o que vai dar pr'aquela amiga especial, pra mãe, pra tia, pra sobrinha adolescente e por aí vai. Pra entender o que eu tou falando, espiem o site dela: www.flickr.com/photos/ludemari
Pena que Gutão é menino...Se fosse menina, imagina o preju pra titia Lulu! :)
posted by JULIANA DE MARI 7:59 PM


Sexta-feira, Novembro 25, 2005


Ainda bem que amanhã é sábado


Foi-se a estomatite, ficou a gripe. Não, em mim. É Gutão quem tá todo encatarrado, olhinhos caídos, energia em baixa. Não teve mais febre, ao menos isso. Também não perdeu o apetite. Hoje pela manhã, todo dengoso, tava lá assistindo (adivinhem?!) Caillou e mandando ver: primeiro, leitinho; depois, pêra; e depois, o próprio foi até a geladeira e escolheu um pêssego. Para meu espanto, comeu inteirinho. Na hora em que sai pra trabalhar, meu bichinho tava um pouquinho mais animadinho. Assim, no diminutivo mesmo. Vim com o coração apertadinho. Já liguei pra casa algumas vezes e a babá me disse que ele tá melhor, que continua comendo, que suou um tantão na hora da soneca. Tou torcendo pra ser sinal do vírus indo embora. O saco, me desculpem a palavra, é que o tempo já virou outra vez. Tá chovendo e o final de semana, pra variar, promete ser de frio. Saco, mil vezes, saco.

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Pra não terminar esse post no desânimo, seguem algumas pérolas animadoras do filhote:
- avós paternos dentro do elevador, últimas despedidas antes de irem embora, Gutão solta: "Até segunda!"
- eu, ontem, tentando convencê-lo a me deixar colocar o pijama, tiro dois da cômoda e ofereço pra ele escolher. Ele pega o do relógio e diz: "Que tal?"
- DVD do Caillou rolando, cena em que o menino tenta se virar por conta própria, e Gutão traduz: "Caillou tá botando sapato". Assim, frase completa!

posted by JULIANA DE MARI 5:22 PM


Quarta-feira, Novembro 23, 2005


E o mundo gira


Gutão melhorou sensivelmente depois da aplicação das pomadinhas na boca. A febre baixou. O lábio inferior não tá mais estourado e dentro da boca, ao que parece, a situação também tá controlada. Sim, porque o menino voltou a comer. Ainda não tem dormido às mil maravilhas, mas talvez nem tudo seja por causa da estomatite. Gutão detesta passar calor, fica muito, muito incomodado. Ontem dormiu com o ventilador/exaustor ligado. Hoje de manhãzinha, quando tentei cobrir seus pezinhos, deu chilique. Quis ficar totalmente descoberto. É por essas e outras preferências dele que eu prefiro sempre colocar um pijaminha de algodão, mas de manga longa e calça. São Paulo é uma cidade de tantas "estações" que, às vezes, o tempo vira totalmente entre o anoitecer e o amanhecer.
Eu é que baqueei feio. O corpo fala, né? Deve ter sido uma combinação de vírus + estresse em casa (Gutão doentinho, noites em claro) + estresse no trabalho = doença. Tou gripada, molenga, com dor de ouvido e tosse. Hoje trabalhei sabe Deus como. O bom da história é que, apesar do baque, o nariz não entupiu, viva!! Só quem tem rinite alérgica pode entender minha alegria! Aliás, tá no meu planejamento pra 2006 cuidar melhor do "físico" no ano que vem. Do "mental" e do "emocional", tenho cuidado com certo esmero. A terapia anda me proporcionando muitos bons momentos comigo mesma. Mas o fato é que passei 2005 inteirinho ensaiando voltar pra natação, voltar pra massagem, voltar pra acupuntura...Não tenho mais desculpas. Eu mereço esse cuidado.
posted by JULIANA DE MARI 6:58 PM


Terça-feira, Novembro 22, 2005


A saga das "ites"


E eu que achava que nosso infortúnio com as "ites" havia passado...Gutão ficou febril no domingo à tarde. Acordou depois da soneca e não quis lanchar. Mal sinal. A febre chegou a 38 graus. Meu Pirata foi ficando molinho, chatinho. Dormiu incomodado e acordou com febre ontem. Passou o dia assim, sem querer comer direito. Eu percebi que ele tava com o lábio inferior meio esquisito, como se estivesse rachando. Achei que podia ser de alguma comida ácida, sei lá. Quando cheguei do trabalho à noite, o lábio havia piorado. Tava todo esbranquiçado, como se estivesse prestes a estourar. E a febre estava lá, na mesma marca, 38 graus. Ah, não tivemos dúvida: direto pro Sabará. O hospital tava lotado de crianças. Uma agonia só. Mas valeu a espera. Gutão foi atendido por uma médica super atenciosa e o diagnóstico é o que eu temia: estomatite. Por fora tá mais feio que por dentro da boca, graças a Deus. Mais fácil de limpar e de cuidar. Ela passou duas pomadinhas e deu algumas recomendações pra alimentação. Nada de alimentos sólidos. Quanto mais fácil de engolir, melhor. Fruta, só que as que não forem ácidas: mamão e pêra são as mais indicadas. Banana só se estiver bem madurinha.
Gutão tomou leite no hospital, mas vomitou em seguida. Esperamos mais um pouco pra dar um remédio lá mesmo. Ah, preferi esperar do que ir direto dando injeção no bichinho. Foram quase três horas de observação. Chegamos em casa perto da meia-noite. Filhote incomodado, morto de sono. Dormi no quarto dele. Quer dizer, não dormi. Minha garganta incomodou, meu ouvido deu sinal, minha cabeça não desligou. Gutão chamou várias vezes na madrugada, suou um tanto, reclamou outro tanto. Mas hoje acordou melhorzinho da lesão no lábio. Tomou leitinho e comeu frutinha. Continua com febre e todo dengosinho. Ficou lá, aninhado no colo da "Bá", olhinhos fixos no Caillou. Eu tou aqui no trabalho com a cabeça lá em casa. Que esse dia passe depressa.
posted by JULIANA DE MARI 12:26 PM


Sábado, Novembro 19, 2005


As últimas


Vovô Zeca e vovó Lilica chegaram ontem. Ficam até segunda com a gente. Visita rapidinha, mas faz um bem danado pro netinho. Falando nele, tá um figuraça. Diz cada uma que nos deixa de queixo caído. Hoje, manhã de sol, pausa prum cafezinho na padaria, fiz o pedido de um suco de abacaxi. Quando chegou na mesa, perguntei: "Quem quer suco?". Deu-se um silêncio de alguns segundos até que Gutão soltou, em alto e bom som: "Eu"!!! Agora há pouco, já noitinha, Gutão pediu pra ver "desenho" na TV. Não, não são os DVDs, não. É desenho mesmo, na Discovery Kids. Ligamos na hora do desenho da família de Porquinhos, não sei o nome oficial. Gutão sentou todo esparramado no futon, cruzou as pernas, viu um pedacinho e mandou: "Que legal"!!!! E eu não resisto a tanto encanto: comprei o bonequinho do Caillou pro Gutão!!!! (Aliás, decidi que o "tema" do aniversário de dois anos vai ser o do menininho!). Dei o presente hoje à tarde, depois que ele acordou da soneca. Caillou, Sara e Rosie, tão bonitinhos. São bonequinhos articulados, que sentam, mexem braços, pernas e cabeça. Gutão ficou tãoooo feliz!

Ah, ia esquecendo de registrar: Gutão participou do primeiro evento em sua futura escola. As aulas começam ano que vem, mas, como nós já fizemos matrícula, as professoras nos convidaram pra conferir o bazar de final de ano. As mães prendadas ganharam barraquinhas pra expor artesanato e comidinhas e os trabalhos dos alunos ganharam as paredes, as salas, todos os cantinhos da escola. Uma graça. Fiquei tão emocionada: no quadro de avisos estão as listas com os nomes das crianças que vão compor as turmas de cada classe no ano que vem. Na do maternal I, lê-se, em primeiríssimo lugar, Augusto Cardoso Vieira da Cunha!!!!!
Passamos na escola rapidinho, quase na hora do almoço. Gutão não quis saber de outra coisa a não ser brincar na "piscina" de areia azul. Brincou e brincou e brincou. Até que chegou uma menininha, muito bonitinha e muito sapequinha, e começou a jogar areia no bichinho. Ainda bem que não acertou os olhos. Aliás, só não acertou os olhos. Cabelo, pescoço, braços, pernas, tudo, tudo ficou impregnado de areia azul. Gutão chegou em casa direto pro banho. Tava quase capotando, mas resolvemos sair pra almoçar assim mesmo. Farrista que é, resistiu o quanto pode e nos fez companhia o almoço todinho. Os dindos e o Miguel estavam lá também, mas o amigo não tava muito bem hoje. Meio febril, meio caidinho. Deve ser mais uma dessas viroses sem razão, tomara que passe logo. Eu também tou meio esquisita, pra falar a verdade. Depois de dois dias de enxaqueca, tou com a sensação de que vem gripe por aí. Garganta raspando, cabeça doendo. Vou fazer chazinho de limão e gargarejo pra ver se espanto a danada. Torçam aí.
posted by JULIANA DE MARI 8:51 PM


Quinta-feira, Novembro 17, 2005


Mini-férias


O feriadão do Gutão foi mesmo superlativo. Resolvemos viajar de última hora. Saímos de Sampa rumo ao litoral norte no domingo, depois que metade da cidade já havia descido. Ainda bem que economizamos tempo na estrada porque gastamos três horas até arrumar toda tralha e, finalmente, sair de casa. Ai, é tanta coisa que não pode faltar, né? Fralda, sunga, papinha, frutinha, casaco, banheira, bichinhos...E o carro vai que vai, lotadaço.
Almoçamos no caminho. Gutão tirou uma bela soneca e só acordou quase lá. Paramos de novo pra ele comer. Gutão vibrou quando viu a estrada, os carros, a água de coco. Levamos cerca de duas horas até nosso destino, um lugar especial. Um chalezinho no meio da mata, um lindo jardim, piscina de pedras, coelhinhos e ovelhinhas passeando e vista pro mar. Ah, a vista. Tomar café ao ar livre olhando o marzão não tem preço!
O tempo ajudou. Fez sol e calor. Gutão foi à praia. Adorou! Virou bife à milanesa na areia, todo grudado por causa do protetor solar. Claro que não ficou no sol. Fizemos uma mega-barraca com vários guarda-sóis (é assim que escreve?) e filhote ficou ali, todo entretido, enchendo os baldinhos, fazendo castelos. Tomou banho de mar. Reclamou da água gelada ("fia, fia"), mas não se conteve. Chegou a gargalhar de tanto prazer diante das ondas! Eu e o Rô gargalhamos junto e experimentamos uma alegria indescritível. Que coisa boa viver a felicidade de um filho!!!
Praia mesmo só na segunda. Nos outros dias (metade do domingo e metade da terça), outras brincadeiras. Gutão "voou" no balanço, jogou bola com o papai, correu atrás da Moa, uma cadelinha Lhasa-Apso linda, linda, viu os coelhinhos, deu casca de banana pras ovelhas, curtiu o pôr-do-sol no penhasco. Graças ao repelente e aos cuidados da mamãe, não levou nenhuma picada de borrachudo. A mãe que vos escreve, no entanto, voltou pra casa com os pés inchados de tanta mordida. Além dos mosquitos, tive o azar de pisar num caminho de formigas e fui dolorosamente atacada. (Aliás, uma dica do meu médico pra quem vai encarar praia com mosquitos: ingerir vitamina B1 uns dias antes. É que ela exala um cheiro forte, que a gente não sente, mas que repele os malditos.)
Gutão aumentou consideravelmente seu vocabulário. Agora, fala absolutamente tudo. Chega a conversar com a gente. Voltou da viagem, na terça, todo feliz, falando pelos cotovelos no carro, lembrando disso e daquilo, uma graça. Tá companheirão, nosso menino. Participa dos programas, não faz mais tanta birra, curte os lugares, as pessoas, os momentos. É carinhoso, curioso, disposto. Ainda dá um certo trabalho durante a noite, não dorme direto. Acorda pelo menos uma vezinha, em geral procurando a chupeta. Mas agora, pela manhã, é só a gente falar "não precisa agora, né?" e Gutão imediatamente entrega a petita. Segue comilão, devorador de frutas. Incluiu abacaxi entre as suas prediletas. Durante a estada na praia, segunda à noite, não quis saber do jantar. Tava num clima, digamos, natureba. Comeu uma baita salada de frutas, com banana, pêssego, maçã e melão. E ainda tomou leitinho antes de dormir!
Voltamos da praia sob efeito do sol: reenergizados. Treino bom pras férias do final de ano, oba!!!!!!!!!!!
posted by JULIANA DE MARI 9:20 PM


Sábado, Novembro 12, 2005


Saúde é o que interessa


Estamos, eu e Gutão, cuidando das nossas "ites". Rinite minha, otite dele. Vivo com o nariz entupido desde que me conheço por gente. Já fiz inúmeros tratamentos, alopatia, homeopatia, natação, injeção, enfim. Desde que mudei de Recife pra Sampa, há sete anos (já??), a alergia respiratória só fez piorar. E eu tenho certeza que não preciso dizer por quê, né? Em uma frase: o ar dessa cidade é irrespirável. Fato é que, no mês passado, engatei numa crise de rinite terrível. Acordava espirrando, passava o dia com o nariz tapado, respirando pela boca, Sorine à mão. Estava tentando tratar com homeopatia já há alguns meses, mas não deu o resultado esperado (acho que as bolinhas funcionam melhor preventivamente. Na crise mesmo, tem que rolar um remédio alopata pra desobstruir as vias). Voltei, então, ao médico que operou meu nariz (septo nasal) e cuidou da minha alergia durante um tempo. Hoje completo uma semana do tratamento com corticóide. Daqui por diante, fico só com um spray nasal à noite. Voltei a respirar. Tenho dormido melhor. Estou feliz.
Já Gutão teve retorno na otorrino ontem. Levamos os resultados do raio-X do nariz, onde ela viu que as adenóides dele estão de tamanho normal e que a passagem do ar não está comprometida. Já a impedanciometria mostrou alterações no ouvido esquerdo, o que sofreu mais com as otites. O funcionamento do ouvido direito está normal. O do esquerdo, bem abaixo do esperado. Não é uma perda auditiva estrutural, não há nenhum problema no ouvido médio. É circunstancial, consequência das otites. Não temos muito com o que nos preocupar, já que Gutão tem um ótimo desenvolvimento cognitivo e não teve a linguagem comprometida durante as crises. Muito pelo contrário! Agora, é cuidar pra estrutura do tímpano voltar ao normal -- e cuidar muito pro filhote ficar imune a outras infecções do gênero. Vento e friagem, por exemplo, nem pensar. Mas passeio na praia e banho de mar estão totalmente liberados! E que venham as férias!!!
posted by JULIANA DE MARI 10:58 AM


Quinta-feira, Novembro 10, 2005


O melhor da vida é fazer bagunça


Este bem que poderia ser o lema que define a fase atual do meu Gutão. É impressionante o tanto de energia que esse menino tem, o tanto que ele gosta de barulho, de agitação. Já acorda falando, correndo pela casa, chamando os "amiguinhos", elétrico com o que há por vir durante o dia. É uma alegria só às 7h da matina -- um aprendizado pra mim, canceriana assumidamente dorminhoca.
Gutão acorda com gosto, sabe? Todo dia é igual: ele desperta e me chama. Mesmo assim, é o Rô, invariavelmente, quem o pega no berço. Daí, eles vêm me dar beijo e segue-se o ritual. Filhote cata tudo o que fica em cima da minha mesinha de cabeceira e vai me oferecendo: "mamãe, água" (não durmo sem um copo dágua ao lado), "mamãe, zológio" (meu relógio-despertador), "mamãe, livo" (pega todos os meus muitos livros da pilha, bota em cima da cama, abre um a um e fica procurando "figula". Aí, eu digo que só tem "letra" e meu pequeno leitor segue folheando, conformado).
E vem a hora de tentar me tirar da cama. Gutão pega a "salaça" e fica procurando meu pé. Eu digo pra ele ir tomar café com o papai e dar bom-dia pros amiguinhos que a mamãe vai descansar mais um pouquinho. Ele não se conforma na primeira tentativa, claro. Fica lá, repetindo seus argumentos: "sala, mamãe, bagunça, Caillou". Eu insisto que preciso dormir mais cinco minutinhos, que é pra ele tomar o leitinho e vir me acordar depois. Ele resmunga, mas vai. Agora, não quer mais ir no colo do pai, não. Vai correndo, gritando "guli, guli", uma espécie de código que anuncia a farra entre os dois. Mais ou menos assim: o Rô grita "guri, guri" e Gutão sai tirando fino das paredes, morrendo de dar risada, pronto pra se jogar na primeira pilha de almofadas que vê pela frente!
O dia mais feliz da vida do menino? Dia da Isaura, claro. A "Lá", a faxineira. Mais precisamente, segundas e quintas. É só falar no nome dela que ele sai a milhão pela casa, à procurado do "balulho" (o aspirador da moça!). E a Isaura dança com ele, e faz cosquinha, e ele pega a mini-vassoura e sai atrás dela limpando os cantinhos que ela não limpou ainda, e pega o pano de chão e esfrega, esfrega, esfrega. Hoje, na hora em que vim trabalhar, ele tava lá, todo faceiro, metade do corpo à vista apenas, deitado, limpando embaixo do sofá!!
Tem uma coisa legal nessa história, o bom exemplo da faxina: Gutão adora brincar, mas, depois que a farra passa, quase sempre é muito cooperativo, ajuda a colocar cada coisa em seu lugar e não gosta de ficar sujo, não. Sempre que volta das brincadeiras, no prédio ou na praça, ele pede pra lavar as mãozinhas -- "mão, tonela". Lava com gosto, esfrega uma na outra, mexe no sabão, enxuga devagarinho depois. O máximo é que ele sabe que as mãos ficam cheirosas e, às vezes, me mostra as dele, puxando as mangas da camisa pra cima, pra ganhar um beijinho e um elogio. Um fofo. Aliás, dia desses, cheguei em casa e Gutão soltou: "mamãe, chelosa". Coisa boa um filhote que cuida da auto-estima da mamãe! :-)
posted by JULIANA DE MARI 3:24 PM


Segunda-feira, Novembro 07, 2005


Criança diz cada coisa


Estávamos, eu e Gutão, acompanhando o primeiro capítulo da nova novela das oito. Eis que, depois das primeiras cenas, vem a abertura. E aparece aquela modelo, magérrima, num longo lindíssimo, e começa a se despir. E Gutão, prontamente, diz: "menina pelada". Pasmem!!! E filhote ficou falando "menina, pelada, menina, pelada" até passar a vinheta outra vez. E eu dizia: "Filho, já passou a menina pelada". E, então, veio um comercial de bronzeador. Juliana Paes, bundudíssima, desfilando numa praia artificial. E Gutão não se conteve: "menina, pelada". E eu, quase morrendo de rir, devolvi: "não, filho, a menina tá usando biquini!!!". Demais pruma cabecinha loura cacheada compreender que sutiã e calcinha é quase pelado e biquini, que cobre muito menos, é Ok, né? Imagina o que ele não vai pensar quando visualizar a cena numa praia de verdade!!!!!!

posted by JULIANA DE MARI 10:58 PM


Domingo, Novembro 06, 2005


"Quê cê qué?"


Gutão manda essa aí de cima toda vez que quer alguma coisa. Traduzindo: é o nosso "o que você quer, filho?". Hilário. Ele segue tagarelando. Tem trocado algumas sílabas e criado suas próprias palavras, sempre derivadas das nossas. Caminhão, por exemplo, virou "pocainhão". E não há cristão que o faça falar "sandália". É "salaça" e pronto. A palavra é tão contagiante que até o Rô anda se referindo às dele desse jeitinho. A gente acha graça dos termos que filhote cria, mas eu insisto em dizer a palavra certa pra ele ir treinando mentalmente. Gutão tá numa fase repeteco total. Repete absolutamente tudo o que a gente diz. Não passa nada. O que significa cuidado redobrado. Ontem o Rô tava vendo jogo do Grêmio e soltou um "FDP". Gutão arregalou os olhos. O pai emendou com outra coisa qualquer, apavas, claro. Foi por pouco que o palavrão não virou doce na boca do menino!

Nesse final de semana me toquei: a irritação do Gutão é inversamente proporcional ao tempo que ele passa na rua. Ou seja, o que irrita o menino é ficar trancado em casa. Ele adora passear, adora a companhia do papai e da mamãe, adora encontrar outras crianças, adora andar de carro, ver os cachorros, sair correndo pela calçada, sentar no banquinho pra ver a vida passar, cidadão que é da Vila Madoca.
O sabadão foi assim: rua, rua e mais rua. Começou na pracinha com o papai. Só o tempo da mamãe escapar até a manicure. Gutão tinha compromisso em seguida. Cortou o cabelo pela quarta vez desde que nasceu. Tava lindo, cheio de cachinhos, mas muito incomodado com os fios que insistiam em cair nos olhos. E a mamãe aqui não arrisca fazer uma franja à la Aritana no menino. Então, lá foi Gutão, todo prosa, cortar as madeixas sentadinho ao lado do papai. Sim, os dois cortaram ao mesmo tempo. Gutão não deu nenhum trabalho. Parece que ficou mais moleque ainda depois do corte. Um ou outro cachinho preservado, franja curta, lindo, lindo, lindo. Depois, pausa prum cafezinho na padaria. Gutão aproveitou pra tomar suco, almoçar e comer melancia. Eu só levei o suco e o almoço. A fruta, não. Ele que viu um pedaço exposto no buffet de longe e pediu "melancia, melancia". Nem preciso descrever a cara que nós, os pais babões, ficamos, né? Orgulho puro!!!

Gutão de barriga cheia, ficamos mais sossegados pra garantir o nosso almoço. Tentamos um natureba pertinho de casa. Além de lotado, tinha uma mega escada na entrada e não tinha cadeirão. Vetado. Andamos mais um pouquinho e tentamos um outro com cara de mercearia e comidinha honesta. Lotadaço. Sem chances manter o guri preso ao cadeirão naquele barulhão. Já que o carro tava no estacionameto, saímos andando à procura de um lugar minimamente tranquilo. Paramos em outra padaria. Tomamos um senhor brunch: pãezinhos, ovos, salsicha, bolo disso, bolo daquilo. Gutão se comportou muitíssimo bem. Ficou sentado no cadeirão o tempo todo, coisa cada vez mais rara de acontecer, brincou com seus carrinhos, tomou um copão de suco de abacaxi e mandou ver quando o papai cortou uns pedacinhos da fruta. No final, ganhou mais um carrinho pra sua coleção. Dessa vez, um Ford antigão, com prancha de surf no rack!!! Diz o pequeno que é o "carro suf", "carro pancha". Nem preciso dizer que o Rô tá fazendo uma forcinha pra ganhar um companheiro de bate-volta!!!
Todos de barriga cheia, saímos às compras. Gutão entrou no carro e capotou. Antes, avisou que tinha feito coco, mas, como a padaria não tinha trocador, eu e o Rô achamos que tudo bem trocá-lo quando chegássemos em casa. Hãhã. O pior estava por acontecer...Bom, Gutão precisava de fralda e chupeta. Comprei. O Rô queria vinhos. Compramos. Paramos na locadora também (vimos o ótimo Batman Begins). E Gutão lá, dormindo. Chegamos em casa e veio a reveleção: cadeirão do carro completamente cagado!!!! O pior é que não dava pra tirar só o pano e trazer pra lavar. O Rô teve que tirar a porcaria da cadeira inteira. E o fedor? Pelamordedeus! Gutão, tadinho, acordou assim que entrou em casa e teve que trocar a roupa toda. O bumbum já tava quase assando...E veio a culpa e eu e o Rô nos prometemos nunca mais minimizar um aviso de coco.

No final do dia, visita do Duda, da Dani e do querido Miguel. Meninos se esbaldaram com os carrinhos. Depois jantaram juntos na cozinha. Miguel no cadeirão do Gutão e Gutão sentado dentro de uma bacia! Sim, a imaginação do filhote anda a mil e eu acho saudável embarcar nas viagens dele. Eu sentei no chão. Gutão ficou sentado, pernocas espremidas na bacia, bocão afoito, e comeu todo o jantar. No final, quis até comer sozinho. Fez uma lambança, mas saiu do cadeirão improvisado feliz, feliz. Ah, feliz, feliz, ficamos nós com a notícia maravilhosa que os dindos nos deram: vamos ser nós os dindos da menina! A irmãzinha do Miguel vai ser nossa afilhada! Que venha a querida, cheia de saúde, viver uma vida linda. Os dindos aqui prometem muito carinho. E Gutão, bem, do jeito que gosta de uma menininha vai cuidar da Nina (será mesmo esse o nome?) como se fosse dele a irmã!!!!

Hoje, domingão, fez frio pela manhã. Esquentou na hora do almoço. E à tardinha o sol caiu alaranjado. Corremos pra pracinha. Encontramos os dindos e o Miguel, a Rê e o Theo, a Gica, o Villela e o fofíssimo Gustavo. A Alê, minha querida que está de volta, também foi. Delícia terminar o final de semana assim, meninos felizes, nós mais ainda. Gutão chegou da praça direto pro banho. Jantou mingau. E quis comer um pãozinho Seven Boys. Foi a primeira vez que comeu um inteiro. Quis suco e Caillou. Não desgruda mais desse DVD. Já sabe os episódios decorado, dá sempre risada nas mesmas situações, repete tudo o que o Caillou diz: "peguei, ganhei, sapato, palhaço". Tou pensando até em comprar outros filmes pra variar. O desenho é mesmo uma graça. Pra quem não conhece, um resumo: um menininho de 4 anos, uma irmãzinha de dois, papai e mamãe dispostos a cuidar da auto-estima e do entrosamento dos dois. Caillou é protagonista em situações cotidianas como amarrar o sapato, assumir que quebrou um vaso, lidar com a raiva de um amiguinho, com o mau humor, com a vontade de fazer xixi fora de hora e por aí vai. Super educativo, super bonitinho mesmo. Eu confesso que também virei fã!

Bom, Gutão se entregou a Morfeu agora há pouco, quase 22h30. Os dias têm sido compridos aqui em casa. A energia do menino é impressionantel. Além do que, meu Chicletinho Adams não se conforma em me largar nem na hora em que vai nanar. Tenho que ficar ali, mãozinha com mãozinha, fazendo cafuné, até que ele finalmente se entrega. O Rô também cumpre o ritual -- e bem. Mas sempre que o pai sai do quarto, Gutão me chama, meio que pra conferir, eu acho, se eu vou atendê-lo ou não. Eu sempre vou, claro. E nessas horas, ele vira pro lado e parece dizer: "ainda bem". Sempre rezo a oração do Anjo da Guarda antes dele fechar os olhinhos. E ele aprendeu a dizer "amém". Taí, uma coisa que eu faço questão de preservar. A fé do meu filhote. Fé nele, na vida, num mundo melhor, numa energia que nos mantém pra cima, num algo mais. Deus pra quem quiser. Eu imagino que sim. Sou devota de Santo Expedito e só eu sei o quanto ele já iluminou meus (nossos) caminhos. Tá, meu processo terapêutico, minha fé na minha força, também têm ajudado. O santo ou eu, tanto faz, na real. Fé na vida, fé na mudança, fé no melhor, é o que importa. Essa lição Gutão vai aprender desde pequeninho.
Boa noite!
posted by JULIANA DE MARI 11:32 PM


Quarta-feira, Novembro 02, 2005


Ele é uma figura


Gutão já fez um ano e sete meses. Cresceu tanto esse guri. Tá cabeludo, falante, carinhoso, cheio de energia. Meio birrento, é verdade. Meio chantagista também. Quando faz coisa errada e prevê advertência, grita um "mamãeeeee" lamuriento, praticamente um pedido de socorro. O figura testa nossos limites o tempo todo. Deu de querer subir onde não pode. Vira pra gente, abre um sorrisão e vai. E leva cartão vermelho, claro. E escancara os dentões de novo. E nova bronca. Até esgotar nossa psicologia e ter que ser tirado à força da situação. Aí, lá vem bocão. Gutão fica vermelho, chora grossas lágrimas, se joga no chão, vira de um lado pro outro. E a gente ali, impassível. Ouvi dizer que a melhor coisa a fazer nessas horas é fingir que não está vendo o barraco. E é assim que a gente tem tentado proceder, mesmo quando o chilique atinge os mais altos decibéis. Tem funcionado. Ainda não conseguimos eliminar o protesto, mas, quando acontece, tem durado cada vez menos.

Hoje é feriado e a Rê e o Theo vieram nos visitar pela manhã. Gutão ficou todo feliz quando contei da novidade, chamando o amigo Tetéo entusiasmado pela casa -- até que ele, de fato, chegou. Acho que tem caído a ficha do pequeno a respeito do seu território, das suas coisas, das suas "pessoas". Ele já teve fases bem mais amigáveis. Deu sorrisos meia-boca e reagiu ao Theo com uma certa desconfiança. Não quis emprestar os brinquedos por bem. Precisou de uma ajudinha minha na hora de abrir mão das suas "posses". Os meninos ficaram na sala, fazendo cada um a sua bagunça, falando pelos cotovelos, mas não chegaram a brincar juntos. E, por falar em falar, fiquei impressionada: o fofíssimo Theo fala ainda mais que Gutão! E fala perfeitinho. E pede "licença" e "por favor". E tá tão lindo e sapeca. Ficou se escondendo atrás de mim e dando altas risadas enquanto Gutão o procurava! Coisa boa ver meu filhote fazendo amigos. Coisa boa ter a Rê por perto.
O Rô aproveitou o feriado pra ir à praia. Não há tempo ruim, nem chuva nem frio, que detenha um surfista na paulicéia! Eu e Gutão curtimos a manhã juntos. Depois da visita da Rê e do Theo, filhote capotou. Eu aproveitei pra colocar a vida virtual em dia. Tava devendo resposta pras minhas queridas Mic, Elza e Lu Brasil. (Assim como tou devendo um baita agradecimento a todas as queridas que passam pelo blog e nos deixam recadinhos carinhosos, animadores, especiais!!!!!) Também mandei umas fotos de Parati pra revelar. Tudo online (se alguém se interessar, o site é www.netphotos.com.br). Ah, eu tou cada vez mais adepta das facilidades virtuais. Supermercado, por exemplo, não vou há séculos. Desde que o Augusto nasceu, a gente tem feito compras só pela internet. O melhor de tudo é que a lista chega em caixas separadas, o que facilita um bocado a chata tarefa de guardar cada coisa em seu lugar. É tão bom me dar o direito de ser preguiçosa --ou será prática?-- de vez em quando!!
posted by JULIANA DE MARI 4:28 PM


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