Rapidão
Só pra compartilhar com vocês do nosso espanto --e da nossa alegria também, por quê não? Como faz todo dia, o Rô levou Gutão pra tomar café com ele hoje pela manhã. Depois do leitinho, ofereceu um pedacinho de pão com geléia de laranja. Gutão gostou. O pai deu outro. E aí, veio a pérola: "maixxx pão". Sim, Gutão quase formulou sua primeira frase!!! Primeira, não. Foi ontem que a surpresa começou. Estávamos esparramados no chão do quarto dele, brincando e rindo, quando ele vira pro pufe, olha pro pai e diz: "qué xentá". Pelamordedeus!!! Ficaram algumas certezas: ele parece mesmo precoce nesse quesito e a Lua em Gêmeos vai atuar tão bem no desenvolvimento oral do filhote quanto tem atuado no da mamãe!!!
posted by JULIANA DE MARI 7:29 PM
Os dias são dele
Gutão completa 1 ano e 4 meses hoje. Mais precisamente, 16 meses do lado de fora do barrigão. Já??! Tá um moleque, o meu filhote. Falando um monte. Ontem, disse "me-ni-na" com todas as sílabas. Também fala umas palavras com "sotaque" próprio: "xuco", "calxa" e por aí vai. Dá risada quando houve "engraçado", mesmo quando o contexto não é risível (ele mexe no aparelho de som, por exemplo, eu digo que "não é engraçado" e ele abre o bocão, todo feliz!!). Já tem suas preferências: pede pra ver esse ou aquele DVD ("cocó", "baldo" (Barney) ou "neném" (Palavra Cantada) e indica, vocalmente, a música que quer ouvir. Anda vidrado na da Barata, que o Palavra Cantada interpreta graciosamente no DVD. Aquela, que todo mundo já cantou um dia: "a barata diz que tem sete saias de filó...". A parte que ele mais gosta? Obviamente, é o "rárárá, róróró". Volta e meia, ele solta um "rárárá" do além. Mui engraçado.
Também já está ligando o nome às pessoas. Esses dias, o dindo Duda esteve em casa à noite. Gutão já estava no berço e ele entrou no quarto apenas pra dar um beijinho. Hã-hã. Não sei o que dá no menino, mas, antes de dormir, fica altamente energizado. Corre pra cá e pra lá no berço, e não é sentido figurado!, cata e beija todos os bichinhos, balança a cabeça, abraça a gente. Foi essa cena que o Duda presenciou. Depois que ele foi embora, quem disse que o Augusto parava de chamar seu nome? Falava "Duda, Duda, Duda" e olhava, desconsolado, pra porta do quarto. Em relação às coisas, ele já liga o nome ao dono há tempos. Dentre tantos brinquedos, sabe exatamente "quem é quem". Vai na cabaninha ou no baú do quarto e cata a vaquinha, a dona sapa, a bola, a "muuu" (uma cabra que a gente achou que era vaca!), a menina, o Haroldo...Ah, a coisa mais linda: aprendeu que o papai é o Rodrigo e que a mamãe é a Juliana. Se a gente fala o nome um do outro, ele olha e ri. Também aprendeu a dizer "não" mexendo o dedinho pra lá e pra cá. Flagrei um momento desses, no qual ele explicava, gesticulando pro tigre Haroldo, todo compenetrado, que "não podia, não". O quê, eu não sei. Mas sei que Gutão segue aprendendo a respeitar os limites. Não gosta de ser contrariado, não. Range os dentes, balança as pernas. Às vezes, chora de raiva. Mas é assim na vida. Nem tudo é do jeito que a gente quer, na hora que a gente quer. Compreender e respeitar esse "ritmo" faz uma baita diferença no nosso estado mental, eu acredito nisso -- embora nem sempre consiga lidar com minhas frustrações de um jeito construtivo...Falando de mim, fico pasma de ver o quanto esses pequenos aprendem tanto em tão pouco tempo. E tudo na base da observação. Verdade que eu e o Rô estimulamos bastante o Augusto. Mas sem paranóias. Não temos a preocupação de fazer dele um menino "inteligente". Temos, sim, a preocupação de proporcionar um ambiente interessante e um diálogo franco, capaz de fazer florescer todas as potencialidades dele. Estamos cultivando valores, isso é o mais importante na nossa concepção. O que eu acho mais bacana nesse processo? É que Gutão não demonstra aquele ímpeto destruidor, sabe? Ele é muito curioso, mas é cuidadoso em suas explorações. É observador, mas quer experimentar, quer ter suas próprias sensações. Acho bacana ele tentar ligar o DVD como a gente, tentar colocar a meia sozinho, tentar abrir a porta pra passear...Cuidamos pra ele não se machucar, claro, mas, na medida do possível pro tamanho dele, damos liberdade pra que ele exercite a lei da "ação e reação".
Quê mais? A platéia do Gutão vai crescer no fim de semana. Tio Bru chegou hoje. Vovô Zeca e vovó Lilica chegam no sabadão. Eu e o Rô estamos felizes. Filhote certamente vai ficar também.
posted by JULIANA DE MARI 5:06 PM
Pra comemorar
Amanhã é aniver do Rô, mas a comemoração já começou. Tivemos um final de semana gostoso em família. Sabadão foi dia de levar Gutão pra vacinar. Ganhamos, eu e o Rô, um presentaço: filhote não chorou na hora da agulhada, dá pra acreditar? Nem resmungou depois. Optamos por uma vacina só esse mês. Ele precisava tomar duas, mas, como andou chatinho esses últimos dias, achamos melhor não provocar reações agora. Ficou a Prevenar pro mês que vem. Depois da clínica, fomos almoçar num cantinho especial na Vila. Um dia de sol, um lugar agradável, Gutão passeando pra lá e pra cá nos braços das donas da "casa". Tinha que ser assim. Ele é habituée do lugar desde que ainda estava na barriga! À tarde, soneca e, depois, passeio no supermercado. O pai resolveu retomar seus dotes culinários e nos brindou com uma deliciosa massa no jantar. Gutão não comeu muito bem -- da comida dele, claro. Ainda não ofereço pra ele exatamente o que eu e o Rô consumimos. À noite, hora de dar risada com o DVD Os Incríveis, increvelmente bem feito. Recomendo muito. Gutão viu as primeiras imagens com olhos esbugalhados, super excitado. Mas tava como sono e não teve paciência pra ficar sentado na frente da TV por mais que dez minutos. Tá certo. É o tempo dele. Dormiu gostoso e nos brindou com mais um presentaço hoje, domingão, véspera dos 29 do Rô: acordou às 9h da matina!!! Fato inédito em casa!
Bom, domingão foi assim, caseirinho. Com direito a soneca gostosa antes do almoço e mais um tombo e mais um galo na cabeça. Comparado com o primeiro, é um galinho. O chato é que foi praticamente no mesmo lugar. E eu tava ali, na frente dele. Fiquei tão chateada...Não consegui evitar que ele cambaleasse e batesse o lado da cabeça na parede outra vez...Chorou ele; eu fiquei mal. Mas passou. Nele, quase nem dá pra ver. À tarde, brigadeiro, cachorro-quente, alguns amigos queridos, muita energia boa pro meu Rô. Gutão tava um pouquito estressado, não sei por quê. Me chamava a cada minuto. Brincou, sim. Fez charminho, sim, mas não ficou à vontade como de costume. Não sei se é porque não havia outro bebê por perto...ou se é resquício ainda dos dentes novos chegando. Fato é que hoje ele não quis saber de almoçar nem de jantar direito. Passou o dia comendo frutas --goiaba, morango, melancia, banana e melão--e tomando suco e água de coco. Aprendi que ele tem dias assim. E que já sabe escolher o que cai bem e o que é melhor deixar pra depois. Tá um querido, esse meu menino. Tão carinhoso, tão companheiro. Não consigo lembrar mais de como era a vida antes desse amor...Antes do nosso amor.
Rô, te amo, meu lindo. Que o teu dia, amanhã, seja tão glorioso quanto o teu sorriso.
posted by JULIANA DE MARI 11:14 PM
As boas
Os dentes despontaram. São seis a mais. Não nasceram por inteiro ainda, mas já estão lá, pontuando a boca do filhote. Gutão tá melhor da gripe. Restou uma tosse muito chata só. E como o frio continua (e que frio!), continuamos fazendo inalação à noite. Ele detesta. Aliás, limpar o nariz agora virou operação de guerra. Uma pessoa só não consegue. Tem que ser dupla pra segurar o menino, que esperneia, vira pra lá, pra cá, mete a mão na "bombinha", ai, ai, ai. No mais, tudo bem. Gutão segue muito sapeca. Ganhou um galo na testa na segunda-feira, mas sobreviveu ao susto! Segundo relatos, foi assim: ele tava andando em casa, a vassourinha numa mão e o cachorrinho de empurrar na outra. Enroscou os cabos e tropeçou. Bateu com a testa na quina da porta do nosso quarto. Chorou horrores. A babá chorou junto. A faxineira, idem. O galo na testa cresceu rapidamente. Enorme, roxo, com um risco vermelho no meio. Só fui informada do acontecido algumas horas depois. A babá, sabiamente!, preferiu avisar o pai primeiro. Ele, sabiamente, recomendou que ela ligasse pra dra.Ketty. A médica ligou de volta e disse que quanto maior e mais roxo o galo, melhor. É que se não sangra "pra fora", pode ser indício de sangramento interno, fissura, essas coisas ruins. Bom, só vi meu Gutão quando cheguei do trabalho, por volta das 20h30, duas horas depois do tombo. Ele tava ótimo, todo animado, brincando a valer. Eu fiquei péssima. Gente, que coisa feia aquele galo enoooorme no meio da testa. Parecia um unicórnio!!! Impressiona muito, ainda mais que ele é branquinho. Ligamos pra dra.Ketty outra vez. Outra vez, ela explicou que é assim mesmo e que o galo é sinal que nada de grave aconteceu. Ufa. Ainda bem que o menino tava ligado no 220 volts, se não, eu ia encanar que o tombo tinha afetado o cérebro dele! :-)
Gutão tem dormido tarde. Não sei se o ritmo dele é assim mesmo ou se ele fica mais animado depois que eu chego em casa...O fato é que ele tem ido pro berço por volta das 21h30/22h. E tem acordado no horário de sempre, faça chuva ou faça sol, sete da matina. Não tem chorado durante a noite. Às vezes, reclama porque perdeu a chupeta ou se meteu numa posição complicada. Mas é só ir lá e aplicar a técnica "misto-quente", virando o menino de lado, que ele volta a dormir. Eu tava sentindo falta dessa paz...Quê mais? Gutão anda ainda mais falante. Repete absolutamente tudo, tudo, tudo que a gente fala. Aprendeu a dizer casa, calça, chave, mão, xixi, e por aí vai. Aprendeu a arrumar a cama com a gente. Faz direitinho, imitando tudo o que a gente faz. Ganhou o DVD de Clipes do Palavra Cantada (Rê, do Theo, valeu a dica!) e se encantou. Ouve -- e vê -- "Sopa", "Pindorama", "Rato" e "Eu" inúmeras vezes por dia. Ah, e tá muito carinhoso. Muito mesmo. Dá abraço, manda beijo, vem correndo fazer carinho na gente. Trata bem todos os seus "amigos" de quarto e berço. Antes de dormir, todo santo dia, cumpre o mesmo ritual: dá beijo de boa noite na Pig, no Leleco, no Fofinho, no Coelhinho, no Caco e no Anjinho (e os empurra pra gente acarinhar também), os bonecos que velam o sono dele. Coisa linda de se ver.
posted by JULIANA DE MARI 6:20 PM
Abuso, não
Já aconteceu uma vez. Uma foto só, quando eu ainda estava grávida. E eu garanto que a sensação não foi nada boa. Como não quero sentir aquela raiva novamente, resolvi aderir ao time daqueles que usam o blog como diário mesmo, postando apenas texto. Sem fotos. Ah, gente, eu realmente não queria tomar essa decisão, mas, nos últimos dias, tem aumentado o número de casos de mães que flagram as fotos de seus lindos bebês em blogs alheios. E tem aumentado o número de amigas que estão tomando a mesma decisão que eu. Certamente o blog vai perder um pouco de sua graça, que é a carinha faceira do meu Gutão online. Fazer o quê? Amigos e familiares, dont worry. Vocês vão continuar acompanhando as peripécias do menino via fotoblog. Em breve, informo a todos, por email, como fazer para acessá-lo. A internet tem nos proporcionado muitos bons momentos e eu não quero correr o risco de estragar essa história. Fui.
posted by JULIANA DE MARI 8:59 PM
Pensando no próximo
Mais um tema do post comunitário, enviado pela Carol: "Próximo filho: o que você fará de diferente?"
Bom, certamente teremos mais um filho. E eu não pretendo demorar muito na encomenda (quem sabe ano que vem?). Tenho receio de não ter pique se adiar demais essa nova chegada...Tou falando da canseira que dá cuidar de uma criança. É lindo, é maravilhoso, mas exige uma condição física e mental minimamente OK. Tudo bem que a mudança fundamental já aconteceu, que o Augusto já abriu caminho e que já somos uma família. Isso, sem dúvida, facilita as coisas. Mas cada um é cada um -- e eu me mantenho firme na vontade de me entregar tanto para o segundo quanto me entreguei ao primogênito. Isso, é claro, sem deixar de dar a atenção que meu Gutão merece.
Penso em fazer algumas coisas diferentes em relação à gravidez (menos estresse, mais exercícios, menos quilos a mais). Em relação à chegada do bebê, vai ser bom saber que ele não vai morrer de fome se não mamar que nem um bezerro logo de cara...Eu achava que o Augusto não ia aguentar -- ah, e como eu sofri. Sim, porque, novamente, eu vou insistir na amamentação tanto quanto o necessário. É isso, acho que o segundo vai encontrar uma mãe mais tranquila em relação aos primeiros cuidados. Também acho que vai encontrar um casal mais forte. Um filho muda tudo, inclusive os nossos papéis. É preciso investir conscientemente na preservação do "marido e mulher". Se não, quando a gente percebe, se acostumou a ser só "pai e mãe". E os filhos crescem, vão embora, e a gente, em algum momento, vai voltar a ser dois, né?
Quê mais? Putz, vou ter que negociar com a babá. Hoje, ela não dorme em casa e nem trabalha nos finais de semana. Eventualmente, vem num sábado. E dois em casa vão demandar atenção em dobro -- e eu preciso preservar algumas horas de sono pra me manter produtiva e bem humorada. Não vejo espaço pra babá se "mudar" de vez pro nosso canto. Até porque ela também tem uma filha que precisa da presença dela. Penso numa agenda flexível, tipo três noites por semana e revezamento nos sábados. Mas deixa rolar. Quando chegar a hora, a gente pensa direito nisso. O que importa é que tou feliz na minha condição de mãe e acho que o segundo filho vai fazer esse sentimento crescer ainda mais.
posted by JULIANA DE MARI 11:33 AM
A tal da culpa
Taí um tema recorrente na mente de qualquer mãe do mundo, eu tenho certeza. A tal da culpa. A tal da dúvida. A tal do "será que...?" E como a gente sofre embalada por essas angústias existenciais, né, não? Nesse episódio do "não-dormir-só-chorar" do Augusto, me vi quase louca na madrugada. Faço um exercício consciente de compreensão, de serenidade, de paciência...mas, depois de horas de choro agudo zumbindo na orelha, não há cristã que se mantenha impassível. Eu sou mãe, mas também sou gente. E também tenho meus limites. Também fico cansada, também choro, também quero colo. Sei que meu filhote ainda não é capaz de compreender essa realidade em sua plenutide (e a adolescência virá pra acabar com as fantasias dele!!), mas eu não fico me controlando pra não ser eu mesma...Quando a barra pesa demais, dou, sim, uns gritos. Me permito cinco minutos de um chiliquinho básico. Se eu sofro com isso? Ah, claro. A tal da culpa. O tal do "será que ele ainda vai me amar amanhã de manhã?". Absolutamente dentro da normalidade. A gente quer ser perfeita, mas não é. Nunca vai ser. Ou talvez até seja, na visão que os filhos vão construir na maturidade deles. Sei lá. Não dá pra encanar muito com isso, não. Faz parte um tanto de angústia, de ambos os lados, mas a certeza do amor que nos une há de prevalecer. Eu creio profundamente nisso.
Como li num artigo há pouco, "...Um bebê, uma criança, é incapaz de compreender relações humanas, analisar situações ou tomar decisões. Ela age movida apenas por suas necessidades, medos e aflições. Assim, não se pode dizer que respeita ou desrespeita a mãe ou o pai. Ela deve ser entendida, acalmada, amparada. Com paciência, tolerância, até que o tempo a ajude a amadurecer e a fazer suas escolhas. Essa grandeza é o sentido maior da maternidade: plantar, sempre e por muito tempo, gestos de amor que serão modelos para as futuras ações dessa criança"
Isso é amor![]()
posted by JULIANA DE MARI 8:05 PM
E vamos em frente
Gutão continua ruinzinho. Anteontem, de segunda pra terça, tivemos uma das piores madrugadas da nossa história. Gutão acordou chorando muito por volta das 2h30. Chorou, chorou, chorou. Não quis colo, não quis berço, não quis leitinho quente, não quis a nossa cama. Ficamos nessa ladainha, menino em pé na sala e pais-zumbis ao lado, até umas 5h30. Nesse intervalo, inalação, muitos berros, impaciência, mamãe nervosa, papai dormindo em pé. Gutão dormiu com a gente. O Rô "pescou". Eu fiquei espremida num cantinho da queen size de olho nos dois. E lá fomos nós, ontem, visitar a dra.Ketty outra vez. E novamente ela examinou o menino minuciosamente: olhos, ouvidos, garganta, gânglios, articulações...E novamente o diagnóstico: congestão nasal e muitos dentes nascendo de uma vez só. Ela conseguiu ver bem a boquinha dele dessa vez. E viu gengiva cor de rosa e um monte de pontinhas de dente saindo. Recomendou muito carinho, muita paciência e observação redobrada. Às vezes, esse mal estar todo é prenúncio de algo por vir. Não há de ser, se Deus quiser. Essa noite, aliás, Gutão já dormiu melhor. Eu é que dormi pessimamente. Acordei com enxaqueca. Mas vamos em frente.
posted by JULIANA DE MARI 12:17 PM
Chegou o inverno
E com ele veio o frio, a gripe, o nariz entupido, as noites mal dormidas...Gutão piorou. Tá congestionadíssimo. Babando muito. Chorando muito. Me chamando muito. Dá uma dozinha ver meu bichinho assim. Não conseguiu dormir de ontem pra hoje de tão entupido que tá...O pior é que eu também tou. O ouvido, graças a Deus, melhorou. Mas restou a tosse, o catarro, o nariz "pingando". Ser "rinítica" nessa época do ano é uma merda, me desculpem o palavrão. Mas é assim que tou me sentindo hoje...Cansada, estressada...Com saudades da minha mãe, do meu pai, da Lu...Compramos uma Webcan, mas nem sempre os horários deles coincidem com os nossos...De todo modo, vou tentar exibir o netinho virtualmente logo mais. Agora, algumas fotos que eu tava devendo. As primeiras tiramos em Cachoeira (RS), há alguns dias. Gutão teve a felicidade de conhecer uma das duas bisas que tem. Já pensou que privilégio?! As últimas, tiramos ontem. Gutão, mesmo dodói, é um amor de bebê.
Gutão, a bisa e a vovó Lilica![]()
Ajudando a estender as roupas da vovó![]()
Será um pequeno jornalista?![]()
posted by JULIANA DE MARI 8:01 PM
Um dente incomoda muita gente. Seis dentes incomodam muito mais!
Fomos à pediatra ontem. Gutão amanheceu meio chatinho, mas chegou lá todo faceiro. Mexeu em todos os brinquedos e, claro, se encantou com algo que não devia. Uma escadinha que a doutora deixa ao lado da maca. Era pesada, a danada. Mas ele tanto fez que conseguiu empurrar. Bom, a dra.Ketty ouviu todo o meu relato (meio desesperado, confesso) e examinou o pequeno com muita atenção. Graças a Deus, a suspeita de estomatite não se confirmou. A garganta também tá limpinha. Não há problemas nas articulações, nem gânglios pelo corpo. A pomadinha pro "pintinho" funcionou. Ou seja, a dor tem um endereço só: vem dos novos, muitos, enormes, dentes. Ah, o ouvido direito também tá vermelho. Ainda não tá inflamado, mas, em todo caso, já estamos usando um remedinho preventivamente. Gutão pesou quase 11 quilos (10.980 quilos) e cresceu 3,5 cm desde a última consulta. Um monte, nas palavras da pediatra! Está com 79,5 cm. Se continuar nesse ritmo, o menino vai chegar à marca de 1,75/ 1,80 de altura, já pensou????!!! Dois baixotes gerando um quase gigante, hahahahahaa!!!
Quê mais? A dra.Ketty também ficou surpresa com o tanto que o Augusto fala. E fala bem. Pronuncia muitas palavras direitinho. Ah, disso eu tenho um orgulho danado! Sei lá, acho que o fato da gente conversar tanto -- e sempre-- acaba estimulando o pequeno em sua linguagem. Claro que a maioria das palavras dele é pela metade, mas ele se esforça pra fazer o som correto e eu acho isso realmente incrível. E como ele tem me surpreendindo!! Agora, deu de bater na porta do banheiro e ficar falando "abri, abri" quando eu ou o Rô estamos lá dentro! Também aprendeu a dizer "sapato". Na língua dele, "papato". Pega os que vê pela frente e fica tentando colocar no pé da gente. Quando vê o telefone, pega, diz "alu" e pegunta pelo pai. "Papai, papai", coisa linda de ouvir!!!! Na hora de dormir, deu de querer segurar minha mão. Ele deita e estica o bracinho na minha direção. Tão bonitinho. E se é o Rô quem o pega no berço de manhã, ele saúda o pai do jeito dele e vem no quarto me acordar. Entra gritando: "mamãe, mamãe". Me dá um sorriso, depois, ato contínuo, dá "tau, tau" e vai tomar leitinho com o papai. Gutão também anda de amores com a bola. Corre, chuta, do jeito dele, claro. Quase um Ronaldinho!!!!!
Agora, ele tá ali, dormindo de bunda pra cima. Não quer saber de cobertor (ainda bem que o aquecedor tá ligado). Já choramingou um bocadinho, mas eu já fui lá, já dei carinho e ele já voltou a ressonar. Fui no homeopata hoje à tarde e já tou tomando um remedinho novo pra tratar a gripe e o ouvido (diagnóstico: inflamação da "tuba", muco passeando de lá pra cá, já pensou?). O Rô chegou. Tá um baita frio. É hora de dormir em paz.
Um sorriso vale por mil palavras
posted by JULIANA DE MARI 10:56 PM
Como estamos
Tivemos um final de semana glorioso. Sábado, um lindo dia de sol, eu e Gutão fomos encontrar a Rê e o querido Theo na praça. Os meninos brincaram a valer. Theo, fofo, emprestou seus baldinhos e suas pazinhas pro amigo na boa. Percebi que meu filho está mal equipado pras brincadeiras ao ar livre. Tem baldes, mas não tem uma só pá!!! A sorte é que sempre encontra um bebê caridoso em seu caminho e que se dispõe a emprestar a dele em troca de algum outro brinquedo interessante. Essa coletividade da praça, aliás, é muito bacana. Todo mundo brinca com tudo. Alguns, é verdade, dão chilique. Querem tudo alheio, mas compartilhar do seu que é bom, nada. Mas a maioria brinca junto sem problemas. Gutão adora estar ao ar livre. Adora estar com outras crianças. Eu adorei ter saído sozinha com ele. A cada dia, me divirto mais com nossa cumplicidade.
No domingo, praça outra vez. Queria comemorar meu aniversário de um jeito diferente. Daí, veio a idéia de fazer um piquenique com alguns amigos e seus rebentos. O tempo ajudou, o dia estava lindo, a praça com a grama cortadinha, verdinha. Levamos toalha xadrez, cestinha de vime e muita coisa boa de comer. A Tita, querida, mãe do João Gabriel e da Lívia, fez um bolo de cenoura deliciosa e levou até velinha pr'eu cantar parabéns! O Duda, da Dani e do Miguel, levou champagne pra gente brindar. A Rê levou o Theo, uma maletinha com pratinhos e talheres coloridos chiquérrima!, e uma outra Rê, amiga dela, com seu Guilherme. Ah, tava tão gostoso. Me senti tão aconchegada, tão feliz. Gutão curtiu muito também. Correu a valer com o Rô. Caiu com o nariz na grama, fez carinho nos cachorros, jogou bola, deu muita risada com os outros guris. Pois é, só tem menino nessa roda. Tinha a Lívia, linda, mas ela é ainda tão pequenina (dois meses, acho). Tiramos várias fotos, mas ainda não tive tempo de postar. Prometo fazer isso ainda hoje.
No mais, a única coisa chata dos últimos dias tem sido a dificuldade do Augusto pra dormir à noite. São seis dentes nascendo ao mesmo tempo, o que certamente deve causar um baita desconforto. Mas eu ando suspeitando que ele é mesmo vítima do tal terror noturno. Ai, gente, é tão impressionante vê-lo chorando, batendo os pezinhos de nervoso, no meio da madrugada. Os episódios têm sido constantes. Toda noite, ele chora, várias vezes -- embora não pareça totalmente acordado. E nada o acalma nesses momentos. Não adianta acarinhar no berço, não adianta tirar do berço, não adianta levar pra nossa cama, nanar no colo, cantar...Nada afungenta a angústia dele...Já marquei dra.Ketty e um médico homeopata pra ver se eles me ajudam a lidar com essa fase de um jeito mais sereno. Confesso que, cada vez que ele chora, tenho palpitações. Claro que procuro não passar esse sentimento pra ele, claro que entro no quarto dele falando baixindo, pisando leve, tentando manter a ansiedade em baixa. Mas é difícil não sofrer. É difícil achar que ok, ok, é uma fase e vai passar. Tá, vai passar, mas até lá, será que eu não posso aprender a lidar com isso de outra maneira? Será que meu filhote não está sofrendo com esse distúrbio porque tem calor durante a noite? Pq tem fome? Pq tem medo? Pq está inseguro? Ai, ai, ai. Questões a investigar.
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Ah, pesquisando sobre distúrbios do sono, achei este artigo no site http://solucoes.multiply.com/journal. É dos autores do livro Sweet Dreams: A pediatrician's secrets for your child's good night's sleep, Paul M. Fleiss e Frederick M. Hodges. Concordo em gênero, número e grau com as idéias que eles propõem. Vou reproduzir um trecho pra vocês terem idéia do tipo de relação que tento estabelecer com meu filho. Uma relação de confiança e, sobretudo, de respeito.
"...Pode ajudar aos pais lembrar que bebês e crianças pequenas são criaturas emocionais, e não racionais. Uma criança não pode entender perfeitamente porque você está ignorando seu pedido de ajuda, que veio através do choro. Ignorar o choro do bebê, mesmo com a melhor das intenções, pode fazê-lo sentir-se abandonado. O resultado é uma criança insegura e infeliz. Você não pode "estragar" uma criança se responder aos seus choros. Crianças são "estragadas" quando são ignoradas. Se eles não podem chamar sua atenção através dos meios usuais, eles irão tentar comportamentos desagradáveis para consegui-lo. Quanto mais você ignora suas crianças, mas desagradáveis os seus comportamentos se tornarão, e mais "estragados" eles vão ficar. A lição que estou ensinando é que você valoriza o mal comportamento mais do que o bom comportamento. Eu tenho certeza de que todos os pais vão perceber o quanto é indesejável que uma criança aprenda este tipo de lição.
Esperar que um bebê ou criança pequena que acorda e chora no meio da noite "conforte a si mesma" sem uma interação positiva e carinhosa dos pais é irracional e não-efetiva. Responder ao choro do bebê, confortá-lo, e amá-lo, ajudando-o a superar o que quer que o esteja incomodando, não é somente efetivo, é também a maneira certa de acalmar e confortar a sua criança para que ela possa voltar a dormir em paz. Um bebê que chora quer a presença do pai/mãe precisamente por saber instintivamente que a presença de um pai confortante é a solução para o problema. A menos que o pai se faça disponível ao bebê, o bebê não vai se acalmar. Bebês estão respondendo a necessidades biológicas que "especialistas de sono" ignoram ou negam.
É verdade que um bebê cujo choro é ignorado pode eventualmente voltar a dormir, mas o problema que o fez acordar permanence não-resolvido. Mesmo se os pais checaram tudo pra ter certeza de que o bebê não está doente ou em desconforto físico, a menos que peguem o bebê no colo, interajam com ele de uma maneira carinhosa, confortem-no, a causa do stress emocional continua. O stress emocional de um bebê não some se ele é simplesmente ignorado. Ele se multiplica e pode levar a disordens de longo prazo na relação entre pais e filhos.
Lembre-se de que os bebês choram por uma razão. Nós não podemos sempre saber qual é a razão, e não podemos sempre resolver o problema, mas podemos sempre tentar. Se o bebê chora de noite, pode ser de fome, sede, pode estar doente, com frio, com calor, incomodado, agitado, se sentindo sozinho, ou com medo por causa de um pesadelo. Qualquer que seja o problema, o fato é que o choro do bebê indica que ele é incapaz de resolver o problema sozinho e precisa da ajuda dos seus pais. Vale também lembrar que os bebês choram somente como um último recurso, depois que todos os outros meios de tentar estabelecer uma comunicação com os pais falharam. O choro da criança quando ela acorda no meio da noite pode conseqüentemente representar uma intensificação do stress inicial que a fez acordar. Conseqüentemente, a aproximação de maneira sensível e carinhosa deve responder imediatamente ao choro da sua criança. Os bebês não choram porque não têm nada melhor para fazer ou porque estão tentando irritar seus pais. Choram porque estão em aflição real. Quando seu bebê chora, está chamando você. Está pedindo seu auxílio da única maneira que sabe. Apesar de tudo, uma criança que acordou de noite e começa a chorar pode estar doente, em desconforto, em perigo, ou com dor. Você não poderá avaliar a situação até que vá até seu bebê e pegue-o em seus braços".
posted by JULIANA DE MARI 2:33 PM
Post comunitário
Gravidez e parto: o que você faria de diferente?
A Carol propôs e eu não poderia ficar de fora. Vamos à resposta, pois.
Certamente eu tentaria não comer tanto durante a gravidez. Comecei com 48,5 quilos (ok, magérrima) e cheguei aos 64,5 quilos. Dezesseis quilos a mais em nove meses, digamos que não é uma marca confortável. Até hoje não consegui voltar ao meu peso ideal (50 quilos). Empaquei e não há dieta que dê jeito. Também acho que não volto mais àquele corpo de antes. Tá, é consequência, mas é estranho. Eu sei que uma boa dose de exercícios ajudaria...mas cadê a coragem de encarar uma academia? Taí, isso eu também tentaria fazer diferente. Na próxima, se estiver tudo bem com o bebê, quero fazer um cardápio equilibrado com uma nutricionista e quero nadar. A água relaxa e dá vigor, ao mesmo tempo. Na gravidez do Augusto, como ele estava abaixo do peso, não pude fazer nenhum tipo de exercício. Ao contrário. Tive até que fazer repouso.
Fora essa questão, não me arrependo de muita coisa. Sempre tive medo de cesárea e sempre achei que o parto normal era o melhor pra mim e pro meu filho. Rezei muito, me preparei muito, confiei muito na minha médica, e deu certo. Tive um parto induzido, e tive sorte (nem todos, nesse tipo de processo, vingam...). Tive meu marido ao lado, muita cumplicidade da equipe médica, minha mãe por perto, meus sogros, enfim, muito carinho. A estada no hospital também foi bacana. O que eu faria de diferente, talvez, diz respeito às visitas. Acho que teria sido bom definir alguns horários pra visitação na maternidade. O momento, é claro, merece todo tipo de comemoração e, é claro, que eu adorei ter as pessoas que gosto por perto, mas o fato é que a mãe fica debilitada, sim, mesmo tendo assistência 24 horas por dia. E comigo, não foi diferente. Eu achava que estava ótima e a ficha só caiu mesmo quando cheguei em casa...Bom, eu teria aproveitado um pouco mais esse tempo de cuidados no hospital pra mim, pra dormir mais, pra aprender a amamentar direito, pra cuidar melhor da episio (dói, sim, senhora)...
Quê mais? Em relação à chegada em casa, a única coisa que penso fazer diferente na próxima é dar banho no meu filhote já no primeiro dia! Ah, eu admito, fiz de tudo de bate-pronto --coco, xixi, umbigo, unha--, mas fiquei impressionada com a fragilidade do Augusto sem roupa! Tão magrinho, tão indefeso. Eu tinha medo de machucar, de afogar, sei lá. Ainda bem que minha mãe, que viveu o mesmo pavor quando eu nasci (é, a história se repete...), estava aqui pra me mostrar que era mais fácil do que eu pensava. Só dei banho no Gutão, eu acho, quando ele já tinha uns 15 dias. Não me arrependo. Era o tempo que eu precisava. E eu não deixei de cuidar e de amor pra ele só porque não consegui encarar a banheira!!! Mas, na próxima, certamente esse não vai ser o fantasma. Afinal, o nenê é só um nenê -- e eu continuo sendo adulta, experiente, e bem maior do que ele!!!!! Gutão mamou por oito meses e parou na hora em que demonstrou não estar mais afins. Valeu super a pena ter insistindo, ter ajudado ele a aprender a sugar, ter superado a dor das primeiras vezes, ter segurado minha onda (eu acreditava piamente que ele ia morrer de fome!). Hoje, tenho certeza que muito da força dele vem do mamá da mamãe, tanto em relação a sua saúde física quanto emocional.
posted by JULIANA DE MARI 9:00 PM