Ele cresce e aparece
Gutão tá mesmo um moção. Tanto que a dra.Ketty quase não o reconhece na consulta de hoje (praticamente a de 11 meses, já que falta apenas uma semana pro feito). Pudera. O menino tá cabeludo, cheio de dentes, com uma barriga de chope engraçadíssima e uma tagarelice quase indecente. Entrou no consultório pelas mãos do pai, caminhando, exibindo passinhos afoitos e soltando sorrisos e gritinhos para a médica. Mexeu em todos os brinquedos da mesa dela e jogou boa parte deles no chão, obviamente. Se comportou direitinho na hora do exame propriamente dito. Mas não quis saber de ficar deitado, passivão, não. Ficou sentado, observando a médica e seu estetoscópio azul-piscina, enquanto enfiava na boca um daqueles "pauzinhos" cheirosos e coloridos que ela usa pra olhar a garganta, sabe? (ainda bem que a medicina evolui; no meu tempo, era pauzinho de madeira e muito chororô!).
Tá tudo super OK com ele, graças a Deus. Diz a pediatra que, em média, oito resfriados acometem os pequenos no primeiro ano. Gutão passou por dois ou três, sendo apenas um mais forte. Foi super bem avaliado em todos os quesitos: desenvolvimento motor, psicológico, físico. Aliás, tá pesado pra dedéu: dez quilos. Mais precisamente dez quilos e 115 gramas! Pasme. Também cresceu um bocadão: chegou aos 74 centímetros. Passou da média no quesito peso para a idade e tá a um pontinho de passar a altura. De todo modo, já deu um belíssimo esticão. Deveria crescer 25 centímetros no primeiro ano. Já se foram 28. E olha que o bichinho nasceu miúdo, um pacotinho de 46 centímetros que eu segurava com uma mão só. Hoje, nem que eu queira. Gutão tá um panção. É urgente fazer minha matrícula na musculação...
posted by JULIANA DE MARI 6:54 PM
Festa pra ele
Gutão foi, sábado, ao primeiro aniversário de um coleguinha. Uma menina, na verdade, uma das poucas do seu "círculo": um aninho da fofíssima Carol. Foi num buffet, à noitinha. Eu até achei que ele ia reclamar, pois tomou vacina (a terceira dose da Prevenar) pela manhã. Mas, que nada! Gutão adorou a farra. Andou no carrossel com o papai, subiu no escorregador, gritou e "se arrastou" a valer. Socializou com um monte de bebês -- todos meninos, todos filhos de jornalistas. Tomou leitinho às 21h, lá mesmo, e só então se rendeu a Morfeu. Chegou em casa capotado e, graças a Deus, dessa vez, não teve reação à vacina na madrugada.
Ao contrário. Acordou cedo ontem, antes das 7h. Todo faceiro, em pé no berço, me deu bom-dia com um sorriso escancarado. É, Gutão agora caminha pelo berço. Ainda não tem muita firmeza. Fica num cai, faz força, levanta e vai. Aliás, vou ter que promover mudanças no "layout" do berço. O móbile virou objeto não desejado, por exemplo. Gutão puxa o troço e balança os bonequinhos, e eu fico vendo a hora dele enfiar um daqueles "braços" nos olhos!! Também vou ter que mudar de lugar as medalhinhas que abençoam o sono e a saúde dele. São duas, uma de Santo Expedito e outra do Menino Jesus de Praga. Estão amarradas na fitinha que fiz como lembrancinha de maternidade. Ficavam no pé do berço, bem longe das mãozinhas trelosas dele. Como ele começou a andar lá dentro e as descobriu, achei que era uma solução colocá-las no lado oposto, em cima da cabeça do moço. Ledo engano. Gutão as descobriu e, é só bobear, deu pra enfiar fita, medalha e tudo o que estiver por perto na boca. A benção é bem-vinda, mas prefiro não correr o risco de ver os santinhos morando na barriga do filhote!!!
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Tivemos um final de semana cheio. Alguns compromissos fora, muita folia dentro de casa. E eu comecei a segundona com uma sensação de preenchimento -- e pertencimento -- muito boa (embora meu nariz esteja entupido e eu pressinta um resfriado chegando por aí). Não canso de agradecer: meu filho é o maior presente que a vida me deu. A melhor escolha, a maior certeza. Saber que ele existe me dá uma força que eu nem sei de onde vem. Ele ainda não sabe, mas certamente fez nascer em mim uma pessoa melhor. Eu sinto isso nas pequenas coisas...E quero deixar registro desse sentimento. Sigo firme no propósito de retribuir, de nutrir, de dar colo, exemplo e atenção, pra, quem sabe, lá na frente, perceber que minha intenção, de fato, fez do meu pequenino um grande homem. Não tenho a pretensão de determinar a felicidade na vida dele, não. Até porque se alguém detivesse o poder de fazer outrém feliz, não haveria tanta gente triste e amargurada por aí. Mas acredito que o contrário é verdadeiro: tem gente que foca na metade meio vazia do copo e isso sintoniza uma onda de energia negativa que só contamina e faz sofrer. O que me leva a acreditar que posso e devo plantar sementinhas. Posso cultivar um círculo virtuoso de atitudes e de pensamentos. Posso sintonizar o lado bom. Posso expressar minha fé. Na vida, em mim, nele, nos nossos laços familiares. E eu desejo que meu Gutão seja leve e firme, que encontre a sua coerência, que cuide da sua auto-estima, que defenda as suas escolhas (e que não demore a entender o quanto elas são determinantes para nos dar a certeza de que "a vida vale viver"). E que siga pela vida com olhinhos sempre brilhantes. Quando a gente deseja do fundo do coração, o universo conspira a nosso favor, não é assim? Seja você, meu filho, e seja feliz.
E o papai pegou carona no carrossel![]()
posted by JULIANA DE MARI 4:14 PM
Do tempo
Eu queria que apenas uma entre as muitas promessas do meu "querido" Unibanco fosse verdade: um dia de 30 horas. O fato é que, durante a semana, tenho ficado menos tempo com meu Gutão do que eu gostaria. Não tenho conseguido almoçar em casa tantas vezes quanto a minha vontade pede, embora esteja mantendo firme o propósito de voltar do trabalho antes das oito da noite pra cumprir o ritual do banho + leitinho quente e muitos beijinhos. É, o ano começou com pressa. Muitas mudanças, muitos desafios, muita demanda. E eu sigo firme, buscando acompanhar essa energia, mas sem acelerar demais. Quero viver essa intensidade, e isso inclui estar atenta às aventuras às necessidades do meu filhote. Ele cresce tão rápido, aprende tanto em tão pouco tempo...
Deu pra gargalhar conscientemente, meu lindão. Escancara a boca e exibe seus sete dentes, todo faceiro. Joga um baita charme, pisca o olho e abre um sorriso, pode? Também aprendeu a fazer carinho no meu cabelo. Uma delícia. E a pentear sua própria cabeleira. Na real, penteia mais a orelha, mas tudo bem. Sigo estimulando. E por falar em orelha, acho que as dele são os objetos transicionais da hora. Vai chegando o soninho e o pequeno vai acarinhando as orelhinhas. Já cogitei até a hipótese de dor no ouvido, mas é dengo mesmo. A Pig, a porquinha-ursinha que ele ganhou da amiga Carol (cuja festinha de primeiro aninho vai ser no próximo sábado -- já?), também é companheira desses momentos de quase entrega. Gutão tem alternado noites tranquilas com noites de chororô. Ontem, por causa de um resfriado, acordou várias vezes na madrugada. E várias vezes chorou sentido. E eu e o Rô ali, de prontidão, ao lado do berço. Aliás, pai presente é outro papo (brigada, meu amor!). É como ele me disse antes de dormir: coisa boa ter um Gutão pra cuidar. É tanto amor, minha gente. Cresce a cada dia. E eu sei que é encanação minha, mas eu queria tanto viver mais o dia do meu neném...Ele sente falta, eu acho, assim como eu sinto. Mas me consola saber que ele fica bem na minha ausência (vou e volto, e ele, graças a Deus, é só sorrisos e gritinhos pra babá!). E que essa saudadinha é sinônimo de um grande bem querer.
Qual era mesmo a piada?![]()
posted by JULIANA DE MARI 12:27 PM
Cada coisa no seu lugar
Tão gostosa essa sensação: temos uma família. Somos três e somos um só. Amor que alimenta sonhos, sonhos que alimentam planos, planos que impulsionam mudanças. De dentro pra fora. Estamos mudando e revendo alguns conceitos agora -- e a casa também. Liberamos a queen size pro filhote. Antes que alguém atire a primeira crítica, eu explico. Tem coisa mais gostosa que dormir sentindo o cheirinho bom dessas criaturas? Duvido. Mas não dá pra virar hábito, certo? Portanto, eu e o Rô decidimos que sabadão é o dia da farra. Nosso dia de ficar grudadinhos, de fazer estripulia na cama e depois receber de bom grado o chamado de Morfeu. Obviamente, a concessão foi feita para sonecas durante o dia. À noite, segue cada um dormindo no seu canto.
Falando em cantos, Gutão começou a se "arrastar" pra frente e os perigos ficaram mais evidentes. Ele posiciona bracinhos e pezinhos e vai, dando risada, numa rapidez só. E derruba os CDs, mexe nas revistas, puxa a luminária, tenta enfiar os dedinhos na tomada!!! e etc. Diante da curiosidade do filhote, papai e mamãe já estão revendo o layout da sala (a idéia é minimizar os riscos, sem deixar o aconchego de lado), cômodo que, durante o dia, vira playground pra ele. Sim, durante o dia. À noitinha, finda a brincadeira, é hora de dobrar o edredon, catar os amiguinhos, juntar as pecinhas (fica tudo ali juntinho, num canto da sala, à mão pro dia seguinte). É um cuidado simbólico, eu diria. Procuro fazer (e recomendar) essa "arrumação" na frente do pequeno, assim ele vai aprendendo pelo exemplo. Não sou a rainha da organização, mas também não me agrada ver a casa virar sinônimo de bagunça generalizada. Acho que é importante delimitar espaços, ensinar que a gente brinca e depois recolhe os brinquedos -- mesmo que eles fiquem ali, arrumadinhos, na sala. Quero que meu filho descubra o mundo a partir da casa dele, com toda a liberdade que essa aventura requer, mas não desejo, pro bem dele e pro nosso, que ele vire um pequeno tirano. Afinal, a casa era habitada antes dele chegar e nós, os pais, também curtimos explorar o nosso cantinho. Curtimos receber os amigos, e os filhos dos amigos agora!. Curtimos ouvir uma boa música e conversar vendo o sol se pôr da janela da sala. Curtimos arrumar a casa, colocar uma coisinha nova aqui, um detalhezinho ali, dar novo uso pruma caixa antiga, brincar com as formas e funções. Tudo isso incluindo o Augusto, as coisas e as vontades dele. Ele agora deu pra não se render ao sono na primeira tentativa. Não curte mais ser embalado no colo e, muito menos, ser deixado, sozinho, no berço. A solução foi adaptar. Chegar a um meio-termo. Temos o mesmo ritual (banho morno, leitinho idem, muitos abraços, muitos beijinhos, algumas brincadeiras tranquilas, musiquinha rolando...), só que num lugar diferente. Optei pelo quarto da TV. Enquanto Gutão rola pra cá e pra lá deitado no Futon, antes de se render ao sono, eu faço carinho nele e ainda assisto à novela!! :-) Em meia hora, o nenê capota. O único porém dessa história é ter que carregar o "pancinha" pro berço depois!!!!
posted by JULIANA DE MARI 5:07 PM